Capítulo 6: Compassos
As figuras que representam o
valor das notas têm duração indeterminada, isto é, não tem valor fixo.
Para que as figuras tenham um valor determinado na duração do som esse valor é
previamente convencionado, e é a esse espaço de duração que se dá o nome de tempo.
Assim, se estabelecermos que a semínima tem a duração de 1 tempo,
veremos que a mínima valerá 2 tempos, visto o seu valor ser o dobro do
da semínima; a semibreve valerá 4 tempos, uma vez que precisamos de
quatro semínimas para formar uma semibreve; a colcheia valerá apenas meio tempo,
pois são precisas duas colcheias para a formação de uma semínima e assim por diante.
Podemos dizer com isso que os tempos são agrupados em porçoes iguais, de dois em dois,
de três em três ou de qautro em quatro, constituindo unidades métricas as quais se dá
o nome de compasso.
Lembre-se:
Os compassos de 2 tempos são chamados binários
Os compassos de 3 tempos são chamados ternários
Os compassos de 4 tempos são chamados quartenários
Cada grupo de tempos, isto é, cada compasso, é separado do
seguinte por uma linha vertical travessão.

Na terminação de um trecho
musical usa-se colocar dois travessões denominados: travessão duplo (ou
travessão dobrado) ou pausa final (se a terminação for
absoluta, isto é na finalização do trecho)

Em qualquer compasso a
figura que preenche um tempo chama-se unidade de tempo e a figura que
preenche um compasso chama-se unidade de compasso.
Os compassos se dividem em duas categorias: simples e compostos. São
representados por uma fração ordinária colocada no princípio da pauta, depois da
clave.