Neste capítulo vamos abordar um assunto
que tem ligação do teclado com o programa de partituras Encore, na qual eu considero o
melhor do gênero. Já demos algumas dicas desse programa durante esse mini-curso e agora
finalizeramos com outras informações.
Escrever uma partitura sem o uso de um
teclado de piano, (sintetizador), pode ser muito demorado, principalmente para quem não
tem muita experiência com o Encore.
Como em vários softwares, de música ou não, assim como em todos os sistemas
operacionais para microcomputadores, o Encore dispõe de teclas de atalho para agilizar o
trabalho de que escreve direto no teclado do computador.
Evidentemente é preciso usar o mouse também, mas fica muito mais rápido escrever usando
a combinação teclado/mouse.
Eis alguns atalhos de muita utlidade para
escrever com rapidez uma partitura.
Começando pelos números, que se referem aos valores rítmicos:

As outras teclas também são de
grande utilidade:
E - Borracha
R - Alterna entre pausas e notas
T - Quiálteras
A - Seta
S - Sustenido
F - Bemol
D - Ponto de aumento
Shift + D - Duplo ponto de aumento
N - Bequadro
Quanto mais se pratica, como em tudo,
mais habilidade e presteza se adqüire. Pratique.
Capítulo
12: Duração
Já falamos sobre intervalos de tempo
durante esse mini-curso porém nao aprofundamos sobre um ítem importantíssimo: A
duração.
A duração é um intervalo de tempo. É
o tempo entre o início e o final do evento sonoro. Poderíamos medir esse tempo em termos
de segundos. Um maestro poderia dizer ao primeiro violino: toque um Si por 4.56 segundos.
Essa não é, no entanto, a maneira pela
qual os músicos representam a duração de um evento sonoro.
A duração de
uma nota é representada, em uma partitura, por meio de uma convenção de sinais que já
dura alguns séculos. Nesse tipo de notação usual, não se especifica a duração em
termos absolutos. Os símbolos contidos em uma partitura jamais dizem para um músico:
"toque uma nota tal durante tantos segundos". Uma partitura diz ao músico:
"toque uma nota longa" ou "toque uma nota com duração igual a metade da
duração de uma nota longa" ou "um quarto da duração"e assim por diante.
Os símbolos e as durações representadas por eles estão na Figura 1.1.

Note que esta notação representa a
duração relativa entre as notas. A partir da tabela da Figura 1.1 podemos deduzir
não só as relações entre a semibreve e as outras figuras mas entre as figuras entre
si. Por exemplo: qual a relação entre a duração da colcheia e a da mínima? Ora, se as
duas mínimas equivalem a uma semibreve e oito colcheias equivalem a uma semibreve, então
quatro colcheias equivalem a uma mínima.
O que é
importante é que na notação tradicional da partitura, não se exprime tempo absoluto
mas tempo relativo. Cada figura exprime um tempo que não tem sentido isolado mas
somente em conjunto com as outras. Por isso uma partitura pode ser tocada mais lenta ou
mais rapidamente. Quando uma partitura é tocada em uma velocidade diferente, a relação
entre as durações das notas não muda.
A notação de
duração é conhecida habitualmente pelos músicos como notação rítmica. Uma
combinação de diversas notas de diferentes durações sempre denota um ritmo ou padrão
rítmico.
Podemos
representar um padrão rítmico combinando vários símbolos de duração. Veja o padrão
rítmico da Figura 1.2, por exemplo. Nela estão quatro figuras rítmicas: uma semibreve
seguida de duas semínimas e uma mínima.

Qual a duração
que cada uma dessas quatro figuras representa?
Em termos de duração relativa à
semibreve, as semínimas valem um quarto da duração desta e a mínima vale metade.
Vamos supor que a primeira figura (a
semibreve) durasse um segundo. A segunda figura (a semínimas) duraria um quarto de
segundo, pois ela vale sempre um quarto do que vale a semibreve. A terceira figura também
duraria uma quarto de segundo. A quarta (a mínima) duraria meio segundo, pois sempre vale
a metade da semibreve.
Imagine, por outro lado, que
resolvêssemos fazer a semibreve durar dois segundos. A duração das outras três figuras
seria, respectivamente: meio segundo, meio segundo e um segundo.
É claro que um músico, para tocar, não
fica pensando no valor das durações em termos de segundos. O que ele pode fazer é, por
exemplo, bater com o pé uma marcação fixa de tempo e pensar: o "TOC-TOC-TOC"
do meu pé está tocando uma porção de semínimas, uma após a outra.
Tendo uma marcação rítmica fixa no
pé, ele pode bater com a mão o padrão rítmico, usando o pé (as semínimas constantes)
como guia.
Vamos supor que o músico tenha de tocar
uma semibreve com a mão. Ele sabe que cada semibreve tem uma duração igual à duração
de quatro semínimas. Se ele está batendo com o pé uma porção de semínimas e a
semibreve vale quatro semínimas, ele sabe que, para tocar uma semibreve com a mão, terá
de tocar durante um tempo igual a quatro batidas do seu pé (as semínimas).
Escrever a divisão rítmica de uma dada
melodia na notação habitual de partituras não é uma tarefa trivial. Também não é
trivial o contrario, ou seja, ler uma dada divisão rítmica numa partitura e tocá-la com
precisão. Essas tarefas são chamadas, respectivamente, de "Ditado Rítmico" e
"Solfejo Rítmico". Elas tomam boa parte do tempo de estudo do músico.
Como dizia anteriormente, a partitura
exprime a relação de duração entre as diversas notas e não as durações absolutas.
Suponhamos que haja centenas de notas em
uma partitura. As durações relativas de todas elas já estão especificadas e basta que
apenas UMA das durações absolutas das figuras seja especificada para que todas as outras
também o sejam.
Numa partitura tradicional, o valor
absoluto da duração de uma figura é indicado colocando-se no alto da partitura uma
marcação como a da Figura 1.3.

A figura mostra uma semínima sendo
igualada ao número 60. Isto significa que, nesta partitura, a semínima vale "1/60
de minuto"ou um segundo. Se o número fosse igual a 80, a semínima valeria 1/80 de
minuto ou 0,75 segundos.
Esta marcação é conhecida como marcação
de tempo ou andamento.
Ora, se a semínima vale um segundo,
podemos deduzir quanto valem todas as outras figuras rítmicas: a semibreve valerá 4
segundos (a semínima vale sempre um quarto dela), a mínima valerá 2 segundos etc.
Na verdade, esta marcação, que aparece
no alto das partituras, normalmente é usada em conjunto com um aparelho chamado Metrônomo.
Este aparelho é uma espécie de "pé automático". Ele faz uma porção de
ruídos semelhantes a estalidos, igualmente espaçados. A duração do intervalo entre os
estalos é regulável por um marcador. Sob o marcador existem números escritos. Se o
instrumentista vai iniciar o estudo de uma peça que tem uma marcação de tempo como a
apresentada na figura anterior, ele regula o metrônomo para o número correspondente à
marcação da partitura. Ele sabe que as batidas do aparelho serão figuras iguais à
figura que está sendo igualada ao número. No exemplo da figura, o instrumentista
regularia o metrônomo para 60 e saberia que cada batida deste estaria representando uma
semínima.
Se ele quisesse tocar uma semínima,
bastaria ele tocar uma duração igual à batida do metrônomo. Se quisesse tocar uma
mínima, tocaria uma duração igual a duas batidas do metrônomo etc.
Final: Término
do Curso
Chegamos ao final de
nosso Mini-Curso de Teclado. Considero que para um mini-curso básico trouxemos as
informações primordiais para você iniciar na arte das teclas musicais.
Certamente colocamos
aqui um apanhado do que é mais importante para esse aprendizado inicial. É sempre bom
lembrar que isso é um Mini-Curso, portanto não se baseie somente nesses estudos. Isso
serve somente para dar um empurrãozinho em quem gostaria de aprender sobre este
instrumento.
Fico agradecido pelos
e-mails de elogios e sugestões dadas até hoje no transcorrer desse curso. Desejo a todos
vocês um bom aprendizado. Tenha paciência e estude com carinho cada lição aqui para
que não surja dúvidas.
Curso Completo e mais
informações - Apostila de Teclado MVHP
Um grande abraço à todos e espero
que tenham gostado de tudo.
Marcus Vinicius
(Responsável pela parte final do Curso)
Júnior (Responsável pela primeira parte do Curso)
mvhp@mvhp.com.br