Este capítulo serve pra
amenizarmos um pouco a situação, já que colocamos nas liçoes anteriores muitas coisas
complicadas e que precisam ser estudadas com calma pra que não haja dúvidas no decorrer
de nosso aprendizado. Irei colocar aqui uma coisa muito importante que servirá de base
não só para o Teclado, como também para os demais instrumentos. Abordaremos aqui um
conjunto de dicas e técnicas para uma boa sincronia com seu teclado.
Se você usa a técnica
correta, automaticamente você está economizando vários movimentos que são
desnecessários, ganhando assim em velocidade, limpeza sonora, terá uma
"pegada" mais correta e obviamente se cansará menos. O problema é que a
maioria dos músicos autodidatas desconhecem a primordial necessidade de uma técnica
apurada e muitos se metem a dar aula sem cuidados nessa área tonando-se então fazedores
de músicos defeituosos.
Um aluno que não tem um alicerce de técnica demora muito mais para fazer proezas em seu
instrumento, enquanto que o aluno preocupado em desenvolver e manter uma técnica apurada
logo será um virtuoso. Por isso é comum ver alguém que faz aula há um ano tocar melhor
do que outro que faz aula há dois.
* QUAL A TÉCNICA
CORRETA?
Os nossos dedos são por
natureza despreparados e sem a coordenação motora necessária, por isso são
desobedientes ao comando do cérebro. Por exemplo: determinado exercício pode pedir que
você movimente apenas um dedo mantendo os demais fixos em outras posições mas você
não consegue fazer com que eles obedeçam apesar de ter entendido como fazê-lo.
Para corrigir essa falha
existem exercícios especiais que só terão validade se seguidos à risca, são os
chamados exercícios de digitação. Neles não importa a melodia e sim os movimentos,
portanto não são para fazer música e sim para fazer um bom músico.
magine que você seja um
empresário que está precisando de uma secretária e apareçam duas candidatas ao cargo:
uma sabe datilografar com destreza, usando todos os dedos e uma sincronia perfeita. Já a
outra, despreparada, só sabe bater à máquina com dois dedos, fica procurando a letra no
teclado e demora uma eternidade para acabar com o texto, pois bem, qual das duas você
empregaria?
As duas sabem escrever,
mas o que fez a diferença? A técnica! Assim também é com os músicos. Para ter uma
técnica correta é necessário:
Mais vale meia hora ao
dia praticando do que só pegar no instrumnto no domingo e passar o dia inteiro. O mínimo
ideal seria de duas horas por dia que podem ser divididos pelo decorrer do mesmo. Você
deverá estar relaxado, atento apenas para o seu estudo, livre de interrupções, numa
postura correta e confortável.
Perceba se você toca encurvando-se sobre o instrumento, cuidado com sua coluna! Seja
crítico e exigente com você mesmo, só mude para o próximo exercício após dominar o
anterior e preste atenção nos detalhes e nas manias erradas que devem ser tiradas.
Deixe de lado toda preguiça, faça dessas horas uma obrigação, aprenda a sentir falta
de praticar. Faça os exercícios exatamente como é pedido, não dê
"jeitinhos" para facilitá-los, somente a prática constante irá facilitar a
tornar menos cansativo qualquer exercício.
Esse deve ser seu
companheiro inseparável! O metrônomo, além de medir seu desempenho vai lhe manter
dentro do andamento correto. Com o metrônomo você adquirirá confiança e segurança e
irá conhecer seus limites de velocidade para então superá-los. Mas não se afobe!
Aprenda a tocar lentamente, "pianíssimo", sentindo cada nota, a vibração, a
duração, as pausas, etc. Quem pratica com metrônomo vai longe...
Como qualquer outra
atividade física a prática no instrumento deve ser precedida de uma aquecimento. Sair
já tocando afobadamente, com a mão "fria" só fará mal para os seus tendões
e poderá trazer problemas adiante.
Capítulo 12: A
importância dos Editores de Partituras
Este assunto não é diretamente ligado ao teclado, mas tem muita
importância na media que aborda sobre editores de partituras. Hoje em dia com o auxílio
do computador você pode organizar suas partituras de teclado de uma maneira extremamente
profissional. Com o auxílio de um editor musical e de um teclado padrão MIDI acoplado ao
micro, podemos rapidamente copiar uma partitura com uma qualidade
impressionante.
O Computador entrou no
cotidiano da música pelas mãos dos músicos de estúdio, e daqueles que já tinham
alguma intimidade com instrumentos eletrônicos, como os sintetizadores, por exemplo. Os
instrumentistas "acústicos" - principalmente os "eruditos"- não viam
com bons olhos aquela máquina que, algum dia, poderia substituí-los. Esse quadro,
porém, está se revertendo rapidamente.
Mais e mais músicos estão
descobrindo no computador um versátil instrumento de apoio as suas atividades. Seja na
cópia de partituras, na elaboração de arranjos ou no preparo de material para
atividades didáticas, o computador consegue ganhos de qualidade e agilidade. Ou seja, um
ganho de tempo que proporciona ao músico maior liberdade para as atividades
criativas.
Vamos analisar, por exemplo,
o editor de partituras ENCORE 4.0 *(que pode ser encontrado em nosso site
na seção de programas), da empresa norte-americana PASSPORT. Por sua versatilidade,
facilidade de uso e quantidade de recursos, esse programa tem sido um dos mais utilizados
por músicos profissionais que trabalham em computadores tipo PC ou Macintosh.
O primeiro Passo é saber se
você precisa realmente de um editor de partituras.
Será que vale a pena trocar sua caneta por um computador? Vejamos:
Você tem que copiar ou
criar muita música?
Sua banda depende do
trabalho de voluntários (com caligrafia nem sempre muito clara) para fazer as cópias das
músicas que tocam?
Você é professor e
gostaria de ver impressos todos aqueles exercícios e estudos que escreveu para seus
alunos?
Você dá aulas de
harmonia e acha importante que os alunos possam visualizar a grafia dos exercícios que
realizam?
Você até hoje se
atrapalha quando escreve partes para instrumentos transpositores e considera um castigo
divino quando descobre que tem que mudar o tom de um arranjo que acabou de escrever?
Você costuma, de vez em
quando, pular alguns compassos em suas cópias, que depois devem ser acrescentados por
cima dos outros em forma de "papagaios"de papel?
Você odeia tocar em
partes fotocopiadas?
Basta ter respondido
"sim"a uma destas questões, para saber que um editor de partituras certamente
poderá mudar sua vida. Com ele, você coloca na memória do computador a grade da música
que quer imprimir, podendo modificá-la, transpô-la e, finalmente, quando tudo estiver
pronto, imprimi-la no papel. Além disso, vale dizer que você precisa escrever somente a
grade geral; as partes individuais são geradas automaticamente!
E tem mais. Com os recursos
que um editor de partituras possui, você ainda pode escrever as notas com o
"mouse", colocando-as uma a uma no pentagrama, ou utilizar o teclado do micro,
como se fosse um piano. Também é possível acoplar ao micro um teclado musical, onde as
notas que você executa vão sendo automaticamente escritas no pentagrama.
Para aqueles que são bons tecladistas,
essas entradas de notas podem ser feitas em "tempo real", onde o computador
anota automaticamente o ritmo executado. Qualquer trecho, ou mesmo toda a música, pode
ser facilmente transposto. Assim, se um instrumento dobra outro, basta escrever uma vez a
parte e depois copiá-la para os outros instrumentos, ou para lugares onde o trecho se
repete.
E se você descobrir, no
meio da cópia, que sua música soaria melhor em dois por quatro e não em quatro por
quatro? Muito trabalho? Não. O programa pode reescrever tudo automaticamente. Uma vez
escrita a grade, o micro extrai as partes que você desejar e comprime as pausas.Assim, se
um instrumento não toca por 20 compassos, será criado na parte um compasso de apusa com
o número 20 sobre ele.
No caso de músicos com
deficiência visual, para os quais os papéis de música convencionais não são fáceis
de ler, o editor pode gerar desde partituras de bolso até partes com notas gigantescas.
Mais ainda: se você escreve
livros didáticos sobre música, saiba que é possível retirar trechos feitos no editor
de partituras e inseri-los dentro de um editor de textos. Além disso, o programa ainda
tem recursos especiais para anotação de partes para violão e guitarra - tanto por notas
quanto por cifras; a escrita de letras nas músicas, facilitando a elaboração de
partituras corais; e a notação de instrumentos de percussão, com todos os símbolos
necessários.
No início e meados da
década de 80, muitas pessoas (como eu próprio) compraram um computador simplesmente para
usar o editor de textos. Um programa como o editor de partituras justifica hoje a compra
de um computador para quem precisa escrever muita música.
O ENCORE, por exemplo, pode
transformar em música aquilo que você escreve. Esse é um recurso valiosíssimo para
arranjadores e compositores, que podem ter uma idéia clara daquilo que conceberam sem ter
que usarem os músicos como "cobaias".
Por
outro lado, para um estudante de música, o Encore proporciona um laboratório eficiente
de aprendizagem, onde pequenas idéias podem ser metamorfoseadas e vivenciadas
sonoramente, até transformarem em música.
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