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Aquela Flor
Tom: D
        D7 
Aquela flor 
Me faz chorar 
            G 
Me faz lembrar 
Do nosso encontro 
     D7 
Ao luar 
Nas lindas noites 
      G 
De verão. 
         D7 
Daquele beijo 
Divinal 
       G 
E sem igual 
Que eu roubei 
            D7 
Dos lábios seus 
                 G   D7 
Prendeu meu coração. 
   G 
Aquela flor que você me deu 
                          D7 
Eu guardo ainda no peito meu 
Aquela flor conserva ainda 
                      G    D7 
O perfume que é todo seu 
            G 
Sinto me feliz ao relembrar 
         E7         Am 
Quanto amei e fui amado 
 C                 G 
Hoje guardo essa flor 
       D7              G 
É que resta do nosso amor. 
         D7 
Aquela flor 
 Me faz chorar 
            G 
Me faz lembrar 
Do nosso encontro 
     D7 
Ao luar 
Nas lindas noites 
      G 
De verão. 
         D7 
Daquele beijo 
Divinal 
       G 
E sem igual 
Que eu roubei 
            D7 
Dos lábios seus 
                 G   D7 
Prendeu meu coração. 
(solo sobre a primeira parte) 
            G 
Sinto me feliz ao relembrar 
         E7         Am 
Quanto amei e fui amado 
 C                 G 
Hoje guardo essa flor 
       D7              G 
É que resta do nosso amor. 
Manhã Bonita
Tom: B
         B         E             B
Manhã bonita apaixonada vem pra festa
         B        E           F#
Da sinfonia dos alegres colibris
                   E         B
O vento canta espalhando poesia
           C#7                     F#7
O orvalho brilha enfeitando os quintais
          E                       B
Assim é a terra nos dizendo todo dia
           E                        F#
Tudo é tão simples num eterno despertar
       E                          B
E o raiar do sol é o mesmo e o segredo
         F#7             B
Está no jeito da gente oiá
       E                          B
E o raiar do sol é o mesmo e o segredo
         F#7             B
Está no jeito da gente oiá
F#     F#/E    E    B     F#    E        B
Tempo bom, manhã bonita, novo dia a clarear
F#      F#/E   E    B   F#         E     F#     B
Tempo bom, manhã bonita e um novo tempo pra cantar
Assim é a terra...
  
Coração de Violeiro
Tom: D
  (D)    (A7)  (D)         (D)   (A)      (D)
Naquela tapera véia, que o tempo já destroçô
   G                           D
Morou Zé Dunga um pretinho, valente trabaiadô
A                          D
Foi o maior violeiro, que Deus no mundo botô
     E         A   E7      A7          D    (G)   (D)   (A7)
Sua viola parecia, um passarinho cantadô
    (D)     (A7)  (D)      (D)    (A7)     (D)
Trabaiava o dia inteiro, feliz sem se lastimá
      G                       D              F
Mas quando a lua formosa, no céu pegava a briá
      Em        A7        Em     A7      D
Toda gente arrodiava, pra vê o preto cantá
     (E7)    (A)     E7      A7        D    (G)   (D)   (A7)
Sua viola de pinho, fazia as pedra chorá
    (D)     (A7)  (D)      (D)     (A7)     (D)
Acontece que a Carolina, cabocla esprito de cão
   G                        D             F
Bonita como a sereia, mais que muié tentação
       Em       A7         Em     A7       D
Pra judiá do pretinho, fingiu lhe ter afeição
     (E7)          (A)     E7         A7      D    (G)   (D)   (A7)
Querendo que nem criança, brincá com seu coração
    (D)    (A7) (D)     (D)     (A7)       (D)
Coração de violeiro, não é como outro qualquer
    G                              D            F
É frágil que nem as pétalas, do mimoso mal-me-quer
     Em                 A7        Em    A7       D
Que cai com o vento das asas, do beija flor do tié
        (E7)           (A)    E7          A7        D    (G)   (D)   (A7)
Perde a vida quando a abelha, vem pra lhe roubar o mé
    (D)    (A7)     (D)       (D)  (A7)     (D)
Por isso o pobre Zé Dunga, magoado pela traição
       G                     D                 F
Não podendo mais guentá, no peito a grande paixão
    Em        A7    Em   A7        D
Agarrado na viola e debruçado no chão
         (E7)            (A)   E7     A7      D
Foi encontrado com um punhal, cravado no coração
Eu, a viola e Deus
Tom: G
 G                       Em                 Am
 Eu, vim me embora e na hora cantou um passarinho
                 D7                    G
 Porque eu vim sozinho, eu, a viola e Deus
                             Em                       Am
 Vim parando, assustado espantado com as pedras no caminho
               D7                    G      G7
 Cheguei bem cedinho, a viola, eu e Deus
|     C
|Esperando encontrar o amor
|        D7              G
|E das velhas toadas canções
|                             D7
|Feito as modas pra gente cantar
|         G                    G7
|Nas quebradas dos grandes sertões
|     C
|Na poeira do velho estradão
|        D7                G
|Deixei marcas do meu coração
|                         D7
|E nas palmas da mão e do pé
|      G
|Os catiras de uma mulher, Eeeiiihhh!
               Em                    Am
 Esta hora da gente ir-se embora é doida
            D7                  G
 Como é dilurida, eu a viola e Deus
                         Em                      Am
 Eu, vou me embora e na hora vai cantar um passarinho
                 D7                   G
 Porque eu vou sozinho, eu a viola e Deus
                            Em                      Am
 Vou parando assustado espantado com as pedras do caminho
              D7                   G
 Vou chegar cedinho, a viola, eu e Deus
 
 Refrão
Vide Vida Marvada 
Tom: E
 
          E7
Corre um boato aqui donde eu moro
Que as mágoas que eu choro são mal ponteadas
Que no capim mascado do meu boi
A baba sempre foi santa e purificada
Diz que eu rumino desde minininho fraco e mirradinho
A ração da estrada vou mastigando o mundo 
E ruminando e assim vou tocando essa vida marvada
 
         A                      E7
E que a viola fala alto no meu peito mano
                                         A
E toda a moda é um remédio pros meus desenganos
                                E7
É que a viola fala alto no meu peito mano
                                  A       
E toda a mágoa é um mistério fora desse plano
                  A7                     D       
Pra todo aquele que só fala que eu não sei viver
Chega lá em casa pra uma visitinha
                                           A
Que no verso ou no reverso de uma vida inteirinha
         E7              A
Há de encontrar-me num cateretê     (bis)
 
          E7
Tem um ditado tido como certo
Que cavalo esperto não espanta a boiada
E quem refuga o mundo resmungando
Passará berrando esta vida marvada
Cumpadre meu que envelheçou cantando
Diz que ruminando dá pra ser feliz
Por isso  eu vaguei ponteando
E assim procurando a minha flor de liz  (ref.)
 

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