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Couro de Boi
Tom: G
Intro: 2x C D Bm Em Am D G

(declamado - sobre intro)
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis.
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar,
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar.
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar.
"Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá".
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
G                    D                         G
Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
 G                    D                    G
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
C                       G
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
D                                              G
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir

( C D Bm Em Am D G )

 G                D                      G
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
G                 D                             G
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
 C                    G
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
D                                      G
Metade daquele couro, chorando ele pediu

( C D Bm Em Am D G )

G                 D                          G
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando.
G                  D                      G
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando
C                        G
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando.
 D                                                G
Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando

( C D Bm Em Am D G )

G                 D                      G
Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
G                   D                    G
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
C                      G
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
D                                           G
Essa metade do couro vai dar pro senhor levar

 

Disco Voador
Tom: E
Intro:  E E4 E B A E

E                B
Tomara que seja verdade
Que exista mesmo
          E
Disco voador!
     A                  E
Que seja um povo inteligente
               B
Que traga pra gente
            E
A paz e o amor!
                         B
Se for pro bem da humanidade
                          E
Que felicidade esta intervenção,
         A                     E
Aqui na terra só se pensa em guerra,
           B                  E
Matar o vizinho é nossa intenção!

                        B
Se Deus que é todo poderoso
                             E
Fez este colosso suspenso no ar
      A                 E
Por que não pode ter criado
              B                  E
Um mundo afastado da terra e do mar!
                       B
Tem gente que não acredita
                                 E
Acha que é mito os mistérios profundos
             A                   E
Quem tem um filho pode ter mais filhos,
             B                   E
O Senhor também pode ter outros mundos!

                       B
Os homens de nosso planeta
                                      E
Dão a impressão que já não tem mais crença,
   A                    E
Ao invés de fabricar remédio
             B               E
Pra curar o tédio e outras doenças,
                        B
Inventam armas de hidrogênio
                             E
Usam o seu gênio fabricando bombas
                A                      E
Mais não se esqueça que por mais que cresça
             B                     E
Que perante Deus qualquer gigante Tomba!

               	      B
O nosso mundo é um espelho
                       E
Que reflete sempre a realidade!
       A                E
Quem planta vinha colhe uva
              B                E
Quem planta chuva colhe tempestade!
                      B
No tempo que Jesus vivia
                             E
Ele disse um dia e não foi a esmo
           A                     E
Que neste mundo que a maldade infesta
               B                  E
Tudo que não presta morre por si mesmo!
Juliana
Tom: E
Intro: E  A  E
E         A              E
Nestas mal traçadas linhas
                                                  B7
As palavras não são minhas quem escreve é o coração
Mesmo de você ausente
                                               E   B7 E
Sua imagem esta presente, mais aumenta a solidão.
Esta carta é mais feliz
                 E7                             A
Vai fazer o que não fiz que é ficar em suas mãos
                      E
Não quero pedir reposta
          B7             A          B7          E  E7
Não se deixa quem se gosta e por isso canto assim:
A              E
Juliana, Juliana
                   B7      A     B7      E
Eu prometo pra semana vou aí pra te buscar.
E           A         E
A saudade é muito grande
                                                B7
E por onde quer que eu ande em você vivo a pensar
Eu sinto o cheiro do mato
                                          E   B7 E
Quando vejo seu retrato dá vontade de chorar.
Juliana tão brejeira
                     E7                     A
Será sempre a primeira a ter os carinhos meus
                       E
Muito embora tão distante
                          B7          A      B7     E  E7
Não te esqueço um só instante por que fui dizer adeus?

 

Maluco Pelo Rio Grande
Tom: E
Intro: Bm  E  B7  E  B7  E  B7  E
E                                       B7
Dos momentos bons da vida tem alguns especiais
                                          E
Que a gente sente saudade e não esquece jamais
                           E7                 A
Me recordo de um deles e muita felicidade
                    E
Que agora vou lhes dizer
   B7                                 E
Como posso esquecer se foi bom barbaridade!
E               B7                    E
Eu já tive o prazer de dançar um vaneirão
                B7                        E
De comer um bom churrasco e tomar um chimarrão
A                                       Bm
Em volta de uma fogueira embaixo de um céu azul,
               B7                       E
Por isso que sou maluco pelo Rio Grande do Sul!
E                                        B7
Êta gente hospitaleira que não nega a tradição
                                    E
Se conhece um bom gaúcho pela sua educação –
          E7                 A
Mas se alguém lhe maltratar ela fica furioso
                   E
Seu sangue ferve na veia
      B7                                   E
Ele enfrenta a peleia mas não leva desaforo!
E                                       B7
Pra fazer esta homenagem eu busquei inspiração
                                          E
Na grandeza de um povo que conserva a tradição –
          E7                        A
Pra falar do Rio Grande tem que ter sinceridade,
                    E
Para mim não foi problema
       B7               A                  E
Ser sincero é meu lema por isso estou a vontade!

 

Recolhida
Tom: D
Intro: A  G  Em  F#m  A7  Bm7  Dm  Bm7  G7  Em  F  E  A
A
Boiadeiro recolhe a boiada
                                   E7
Leva pra invernada pro gado engordar...
  D                      A
Neste mês temos uma viagem
                 Bm            A
Tem que ter coragem para suportar.
No total são oitocentos bois
            A7                    D
Não deixe pra depois, comece a contar...
                           A
Não  é fácil a vida boiadeiro
                E7                 A
Pra se ter dinheiro tem que trabalhar.
A
Na viagem é preciso sorte
                                    E7
Pois é boi de corte não pode estourar...
     D                    A
No caminho tem uma invernada
             Bm              A
Faço uma parada para descansar.
Chico preto chame Zé Coqueiro
               A7            D
Nosso cozinheiro quero perguntar...
                            A
Se comprou o nossos mantimento
                E7              A
Nesse passo lento vamos se atrasar.

 

Devoção
Tom: F
		F
Senhor Deus onipotente veja quanto desespero
 Bb                 F           Gm   C
Retiraram da igreja nosso Santo Padroeiro –
  Gm                                            Bb
Tudo agora ficou triste ninguém mais quer ser festeiro
        C7                                 F   F7
Se isso é o fim do mundo eu quero morrer primeiro.
     Bb                      C7    F
Ai, ai, ai, nosso santo padroeiro
F
Senhor Deus peço perdão se blasfemo no que falo
   Bb                             F        Gm   C
Dizem que vão derrubar o São Jorge do cavalo
      Gm                                   Bb
Para quem devoção este assunto é um abalo
          C7                               F   F7
Mas eu nuca deixarei de louvar meu São Gonçalo.
 Bb               C7          F
Ai, ai, ai, Meu louvado São Gonçalo
F
A noticia no jornal deixou todo mundo aflito
       Bb                 F       Gm   C
E o nosso arraial ficou muito esquisito
         Gm                           Bb
Com o nosso padroeiro tudo era tão bonito
         C7                         F   F7
E agora ninguém sabe onde está São Benedito.
     Bb             C7        F
Ai, ai, ai, onde está São Benedito.
F
A promessa que eu fiz não sei onde vou pagar
      Bb                 F          Gm   C
A capela esta vazia não tem santo no altar
       Gm                           Bb
Meu pretinho milagroso padroeiro do lugar
          C7                                    F     F7
No oratório do meu peito para sempre há de ficar.
     Bb          C7             F
Ai, ai, ai, para sempre há de ficar.
Um Homem Rico
Tom: C
Intro: F G7 C G7 C F C  
 
C 
Um homem rico de uma cidade  
                              G7 
Dono de industria e propriedades 
                    F              G7 
Tinha de tudo que o dinheiro comprava  
                          C 
Só lhe faltava a felicidade. 
 
Falou com um sábio que lhe deu um conselho  
      C7                 F                        
Vá a procura até encontrar  
                                          C 
Um homem feliz contente cantando, peça a ele  
    g                        C 
Sua camisa que a felicidade você vai achar.  
 
                D                 G 
Buscou em seu meio, mas não encontrou  
                  F    G7     C 
O homem que o sábio havia falado  
                                   G7 
Mandou seu chofer seguir por estradas  
            F       G        C 
Sentindo-se triste e desanimado.    
                                 G7 
Era um dia quente e o sol castigava  
      F               G7       C 
Pararam na sombra pra se refrescar  
         C7                      F 
Olhando pra serra viram trabalhando  
             G7                     C   Introdução  
Um caboclo feliz, pois estava a cantar.  
 
C  
Subindo a onde o caboclo cantava  
                     G7 
Para a sua camisa pedir  
                 F                     G7 
Mas ao chegar perto é que viu que o pobre  
                              C 
Não tinha camisa nem para vestir.  
 
Tinha as costas queimada do sol  
          C7                 F 
Rosto cansado banhando em suor –  
                                C 
Cantando mostrava que a felicidade  
             G7               C 
Só é encontrada onde existe amor.  
 
            D7               G 
O ricaço vendo o quadro singelo  
             F     G7         C 
Daquele caboclo e a simplicidade  
                                                           G7 
O seu coração bateu forte em seu peito  
          F          G7        C 
A felicidade ela tinha encontrado.  
                                                          G7 
E na humildade de um simples caboclo  
                  F     G7          C 
Foi que o homem rico então compreendeu 
                 C7                     F 
Que o gesto mais nobre do rico ou do pobre  
             G7                  C 
Em tudo na vida é dar graças a Deus.
Lobo da Estrada
Tom: G
Intro: G C
              G
Cortando a noite,
          G
Com um farol solitário,
                G7                  C
Um ronco forte que se ouve bem distante,
                                  G
Sempre traçando, seu próprio itinerário,
           D7
Ele cruza a madruga,
 C                           G
Lá vai o Lobo da Estrada   Lobo da Estrada
                G
Segundo as lendas, do Brasil rodoviário,
 G7                     C
Nunca se viu "cavalo" tão possante,
                               G
E os motoristas, depois da ultrapassada,
 D7                 C                          G
Desejam boa sorte, ao Lobo da Estrada. Lobo da Estrada.
D                                              G   
E o vento frio, do cerrado, ensinou-lhe uma canção,   (2x)
 D                          G  G7
Que vai de encontro ao coração,
                 G7
De tudo que é menina,
        C        D
De Goiânia a Ribeirão,
         Em          G7
De Campo Grande até Londrina,
 F                Em                D7
Elas querem a garupa, com o rei da morenada,
           C                         G
Lá vai o Lobo da Estrada, Lobo da Estrada.
                     G
Quando ele passa em frente as casas de família,
                G7
O pai obriga a filha,
                     C
A dormir antes do horário,
                                  G
E a mãe aflita, aperta logo o seu rosário,
                    D
Reza até sumir ao longe,
D7                              C                    G
Acenando no horizonte, o Lobo da Estrada. Lobo da Estrada.
Nossos Campos Verdes
Tom: D
Intro: D   D/C#   Bm  Bm/A G  A   D
D          D/C#            Bm     Bm/A
E quando o sol despertou na manhã
G        A        D  D/C#  Bm Bm/A
Alguma coisa me dizia,
G      A         D  D/C#  Bm  Bm/A  G   A   D
Que eu iria conhecer                       você
D      D/C#        Bm      Bm/A
Então depois quando a chuva cair
G        A  	D  D/C#  Bm  Bm/A
Sobre nossos campos verdes
G       A        D  D/C#  Bm  Bm/A   G      A     D
De - repente o amor                      nasceu
Bm  	                 F#m
Por Que será que a vida muda
G                    D      D/C#
O rumo que foi tomado
Bm               F#m
Talvez o tempo apague
G		  A
E mude o que foi mudado
(intro)  D   D/C#   Bm  Bm/A G  A   D
D	  D/C#      Bm       Bm/A
O que me faz renascer é saber
G	A 		D   D/C#   Bm  Bm/A
Que mesmo não tendo mais nada
G	     A  D   D/C#   Bm  Bm/A    G   A     D
Ainda posso ter                           você
A Bandeira do Divino
Tom: C
 C                          F
Os devotos do Divino vão abrir sua morada
D7                            G7            C
Pra bandeira do menino ser bem-vinda, ser louvada, ai, ai
C	                             F
Deus nos salve esse devoto pela esmola em vosso nome
D7                           G7                   C
Dando água a quem tem sede, dando pão a quem tem fome, ai, ai
C#                          F#
A bandeira acredita que a semente seja tanta
D#7                               G#7         C#
Que essa mesa seja farta, que essa casa seja santa, ai, ai
C#                              F#
Que o perdão seja sagrado, que a fé seja infinita
D#7                           G#7         C#
Que o homem seja livre, que a justiça sobreviva, ai, ai
D                                   G
Assim como os três reis magos que seguiram a estrela guia
E7                           A7                D
A bandeira segue em frente atrás de melhores dias
D                           G
No estandarte vai escrito que ele voltará de novo
E7                         A7         D
E o Rei será bendito, ele nascerá do povo,ai, ai
Drama da Geada
Tom: G
E |-9---9--9---9--9--7--9--9--10-10-12-12--9--9-7-------------|
B |10--10-10--10-10--9-10-10--12-12-14-14-10-10-9-------------|
G |-----------------------------------------------------------|
D |-----------------------------------------------------------|
A |-----------------------------------------------------------|
E |-----------------------------------------------------------|
E |-4--4-4--4-4--2-4-4-5-5--7--10-10-10--9----------------------|
B |-5--5-5--5-5--3-5-5-7-7--9--12-12-12-10----------------------|
G |-----------------------------------------------------------|
D |-----------------------------------------------------------|
A |-----------------------------------------------------------|
E |-----------------------------------------------------------|
E |-9---9--9---9--9--7--9--10-10-12-12--10---9----------------|
B |10--10-10--10-10--9-10--12-12-14-14--12--10----------------|
G |-----------------------------------------------------------|
D |-----------------------------------------------------------|
A |-----------------------------------------------------------|
E |-----------------------------------------------------------|
E |-4--4-4--4-5--3-4---2-2--0-0---0---------------------------|
B |-5--5-5--4-5--4-5---3-3--0-0---2---------------------------|
G |-------------------------------2---------------------------|
D |-------------------------------2---------------------------|
A |-----------------------------------------------------------|
E |-----------------------------------------------------------|
G
Uma vez fui conhecer um cafezal lá em São Paulo
                     D
O dono era o Major com apelido de seu Saulo
                 G
Ele contava a história de como fez sua fazenda
                  D
Era tão bonita, parecia uma lenda
    C          G      D
Essa tarde o Major estava com medo da geada
 C
Vinha se aproximando da fazenda agitada
                  D
Na manhã seguinte estava tudo esbranquiçado
            G
O major tinha sumido e o cafezal estava estragado
                        C
Passara dia e noite todo mundo procurando
                           D
Sua Mulher desesperada, seu nome estava chamando
G
No outro dia bem cedinho, o Major foi encontrado
                      D
Ele estava louco, com os olhos desvairados
C         D          G     (C G D G C G D G C G)
Quem Sou Eu
Tom: E
G#m E F#       G#m E F#
Eeeeoo         Eaaeaoo
E
Todo o meu tesouro
F#                      G#m  F# E
Segredos guardei só pra mim, e assim...
E                 F#                G#m  F#  E         
Aqui do alto, na sombra você não me vê e eu sim...
C#m
Toda escuridão fez
F#
  me esconder aqui
G#m  E      F#
Andei   por ai...
G#m                  E
Pra saber quem eu sou,
           F#
O bem ou o mal...
G#m  E      F#
Andei   por ai...
G#m                  E
Pra saber quem eu sou,
           F#
O bem ou o mal.
E                           F#              G#m    F#  E                 
Ventos que me levam pra um mundo bem longe daqui, já são...
E                   F#              G#m  F#  E
São a razão do que agora domina meu coração...
C#m 
Toda escuridão fez,
F#
  me esconder aqui...
G#m  E      F#
Andei   por ai...
G#m                  E
Pra saber quem eu sou,
           F#
O bem ou o mal.
G#m  E      F#
Andei   por ai...
G#m                  E
Pra saber quem eu sou,
           F#
O bem ou o mal.
G#m E F#       G#m E F#
Eeeeoo         Eaaeaoo
      G#m E F#       G#m E F#
   ...Eeeeoo         Eaaeaoo
Como É Bom Viver
Tom: D
     D        A                   D 
Montado a cavalo, cortando estradão
          A                  D
Assim é a vida, que leva o peão
             G                     
Não tenho morada, não tenho rincão
              A               D
Eu não tenho dona do meu coração
 
   D           A                  D 
Montar touro bravo, é a minha paixão
              A                      D
Não encontro macho que jogue eu no chão
             G                      
Pra jogar o laço também sou dos bom
               A               D
Em qualquer rodeio eu sou campeão
REFRÃO
G                  D              
Ah, como é bom viver
            A                   D
Sozinho no mundo sem nada a pensar
               G                  D
Se o sol vem saindo eu já vou partindo
           A                      D
E quando anoitece estou noutro lugar
               G                  D
Se o sol vem saindo eu já vou partindo
           A                      D
E quando anoitece estou noutro lugar
   D        A                   D
Se olho no bolso, me falta dinheiro
             A                     D
Amanso três touros por trinta cruzeiros
              G                
Se pego transporte de uma boiada
             A                D
Já sou convidado pra ser boiadeiro
    D         A                   D
Por toda a cidade por onde eu passei
         A                  D
Uma moreninha eu sempre deixei
             G                    
Mas sou camarada pois sempre avisei
              A                       D
Não goste de mim porque eu jamais gostei
REFRÃO
Boiadeiro da manhã raiada
Tom: A
Intro: A D A 
 A                             D 
       Meu boiadeiro da manhã raiada 
      B7          E7           A 
Tocando a boiada me perco no tempo 
                            D 
Quantas canções caminham comigo 
     B7          E7                 A 
     Falando da vida me soltei na estrada 
Um dia montei um cavalo paixão 
     D                     E7 
Riscado de espora seu nome ficou 
                 D              A 
E o meu coração também foi ferido 
        B7                  E7 
Não foi por espora,mas foi por amor 
      A 
De uma mulher de olhar bem certeiro 
         D                  E7 
Sua voz me falando parecia cantar 
                            D      A 
No momento esperado a vida inteira 
         E7                 A 
Se faz passageira do meu caminhar 
                        D 
Meu boiadeiro da manhã raiada 
      B7      E7             A 
Tocando a boiada me perco no tempo 
                          D 
Quantas canções caminham comigo 
  B7            E7              A 
Falando da vida me soltei na estrada 
Cruzando os serrados,sertões de minha alma 
       D                        E7 
Deserto no peito e cruel descoberta 
Ao vê-la sorrindo 
         D        A  
Nos braços de outro 
              B7 
Desse amargo sonho 
          E 
Jamais despertei 
   A 
Chuva de lágrimas 
Banhavam meu rosto 
    D                         E7 
Molhando a poeira do meu desengano 
E não sei se canto,se  
   D             A 
choro ou se morro 
            E7 
Fugir para sempre 
  D             A 
Será minha lei 
  Refrão                               
Ventos Uivantes
Tom: G
G
Eu tenho nos olhos a chuva e os ventos uivantes
                                      D7
Que têm os amantes não correspondidos
                    C                                 G
Em lágrimas eu me debulho eu e meu orgulho estamos feridos
    D7                        C               G
Caminhando pela cidade eu sou deserto escuro e frio
Am                C                 G                
Meu Deus como dói o vazio de não ter você    (Bis)
G
No rosto de cada pessoa, na folha que voa
Em tudo eu procuro você, minha vida
    C
Nas ruas, nos "shoppings", nos bares
                                 G
Eu vou aos lugares com a alma partida
   D7                                 C              G
Perdido no meio da noite eu não me vejo é tudo sombrio.
                 
     Am          C               G                    
Meu Deus como dói o vazio de não ter você  (Bis)
       D7                        C                           
Meu coração está quebrado, desesperançado, triste, já não 
G
cre
       D7                              C                 G
Que sobreviva sem motivo, não se sente vivo quando não te ve
Am              C               G
Meu Deus como dói o vazio de não ter você.   (Bis)
        D7                        C
Meu coração está quebrado, desesperançado, triste, já não 
 G
cre.              D7                C                 G
Que sobreviva sem motivo, não se sente vivo quando não te vê
   Am                C                G
Meu
 D         Am                        G    
Meu Deus como dói o vazio de não ter você.
Enviada por Patrick Büll
Sinfonia Pantaneira
Tom: E
 
           E          G#          A   
E quem já viu o pantanal manhã cedinho
            E           F#         B7
Nunca se esquece das belezas do lugar
          E        G#          A
E raia o Sol iluminando a Natureza
        E          F#        B7
Essa beleza tão bonita e natural
         E             G#            A
Rios correntes vão formando as corredeiras
           E           F#              B7
Que se misturam com a vida que há por lá
          E             G#           A
Tanto perfume que se espalha pelas flores
  E              F#        A
Aninhadas nos corixos naturais
       G                          D 
É a certeza de que Deus se faz presente
           Am                      Em
E a gente sente essa harmonia pelo ar
         G                    D
Aves que cantam melodias reticentes
         Am                      B7 
Numa alegria que não dá pra comparar
Solo (harmonia) G D Am B7 
               E            G#          A 
Com as coisas tristes que vivemos por aqui
        E          F#        B7 
Sem sentido e sem nada respeitar
         E           G#              A
E é tão simples se viver nessa harmonia
        E            F#            B7
E cada dia é mais difícil de entender
         E            G#          A
Porque o homem age assim dessa maneira
     E           F#            B7  
Destruindo sem amor, sem compaixão
     E          G#        A
Destruindo a beleza pantaneira
       E         F#           B7 
Sem respeito e amor por esse chão
        G                           D
Existem coisas que Deus manda de presente
            Am                  Em 
A flor mais linda e a beleza animal
           G                      D  
Não pode o mal vencer o bem eternamente
           Am                    B7
Nem pode o homem destruir o pantanal
Solo (harmonia) G D Am Em
         G                   D 
Aves que cantam melodias reticentes
         Am                      B7
Numa alegria que não dá pra comparar...
          E          G#            A
E quem já viu o pantanal, manhã cedinho
Escolta de Vagalumes 
Tom: A
Intro: (A)  Bm E7 A D E7 A  
   A	             E7          F#m A7     
Voltando pra minha terra eu renasci  
    D                  A7                 D  
Nos anos que fiquei distante acho que morri  
    E7                D                   A   
Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros  
                              E7  
Ao cair da tarde no velho terreiro  
          D                       A  
Agente cantava as mais lindas canções  
  E7                D            A  
Viola afinada e na voz dueto perfeito  
                            E7  
Lá eu não cantava doia meu peito  
            D        E7     A   
Na cidade grande só tive ilusões  
  
REFRÃO  
  
       E           E7          F#m  
Mas voltei, mas voltei, eu voltei  
  E7               D                A   
E ao passar na porteira a mata o perfume  
                           E7  
Eu fui escoltado pelos vagalumes  
             D               A  
Pois era uma linda noite de luar  
  
       E7                     F#m  
Mas chorei, mas chorei, eu chorei  
   E7                    D                  A   
Ao ver meus pais meus irmãos vindo ao meu encontro  
                            E7   
A felicidade misturou meu pranto  
                (D)       (E7)     A  
Com o orvalho da noite deste meu lugar  
  
Introdução: (A)  Bm E7 A A7 D E7 A  
  
   A	            E7                F#m   A7 
Ganhei dinheiro lá fora mas foi tudo em vão  
   D              A7                 D  
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão  
    E7                 D                 A  
Correr pelos campos floridos feito um menino  
                            E7  
Esquecer as magoas e os desatinos  
              D              A  
Que a vida lá fora me proporcionou  
  E7            D             A  
Ouvir sabiá cantando e a juriti  
                             E7  
E a felicidade de um bem-ti-vi  
            (D)      (E7)    A  
Que parece dizer meu amigo voltou  
  
 
Refrão
Meu Cavalo Zaino 
Tom: A

A
Eu tenho um cavalo zaino,
        E
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
        E
todas quinze ele ganhou.
A
Eu solto na quadrimeira,
        D     
meu zaino vem no galope.
A
Chega três corpos na frente,
        D
nunca precisa chicote.
(refrão)
A
Ooooi,
E
que cavalo bom.
A
Ooooi,
E
que cavalo bom.
A
Eu tenho um cavalo zaino,
           E   
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
           E  
todas quinze ele ganhou.
A
Quiseram comprar meu zaino
           D
por trinta notas de cem.
A
Não há dinheiro que pague
           D   
o macho que eu quero bem.
(refrão)
A
Eu tenho um cavalo zaino,
           E
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
           E
todas quinze ele ganhou.
A
Um dia roubaram meu zaino,
     D
fiquei sem meu paranheiro.
A
Meu zaino na mão de outro,
     D
nunca mais chega primeiro.
(refrão)
Cantar Pra Ser Feliz 
Tom: A
Intro:  A E D D  (2x)
A         E          D    A        E      D 
Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar.
A      E              D     A            E          D
Pai nos te pedimos licença, pra nosso amor cantar.
E            D                 A
Nos crescemos nos espelhamos em você.
E             D           A          D         E
Com orgulho vendo você vencer, cantando o seu pais.
          D             A         D             E 
Qualquer historia de amor, que faz sorrir ou chorar.
       D                 E
Cantar pra ser feliz.
A      E       D     A     E        D
Pai obrigado por tudo e parabéns meu pai.
  A         E                        D      E              D   
Hoje quero cantar bem alto pra todo mundo ouvir. Nos amamos você.
A        E          D    A        E      A 
Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar.
Mágoa de boiadeiro
Tom:
D        G           A7          D             B7               Em          A7         D   A7   D
12 13 15 17 17 17 17 19 19 19 19 15 15 15 15 / 110 110 110 110  13 13 17 17 15 15 13 13 12
       A7           G          D                             A7                      D
Antigamente nem em sonhos existiam / Tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
          A7             G        D                           A7           A7/9      D    D5+  D7
A gente usava quatro ou cinco sinoeiros / Prá trazer os pantaneiros pro rodeio da boiada
             G7M        G#º       D7M                       Em9          A7           D  D5+  D7
Mas hoje em dia tudo é muito diferente / O progresso nossa gente nem sequer faz uma idéia
          G7M          G#º        D          G7M             A7                     D7M
Que entre outros fui peão de boiadeiro / Por esse chão brasileiro, os heróis da epopéia.
          A7         G            D7M          Ebº          A7                  D
Tenho saudades de rever nas currutelas / As mocinhas nas janelas acenando uma flor
         A7         G7M        D             Ebº           A7                     D    D5+  D7
Por tudo isso eu lamento e confesso / Que a marcha do progresso é a minha grande dor
        G7M          G#º       D7M                        Em9         A7          D    D5+   D7
Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada já me aperta o coração
            G7M          G#º        D          G7M            A7                         D7M
E quando eu olho minha tralha pendurada / De tristezas dou risadas prá não chorar de paixão. (Intro)
         A7         G            D                         A7                      D   D5+
O meu cavalo relinchando pasto afora / Certamente também chora na mais triste solidão
              A7            G           D                      A7           A7/9        D   D5+ D7
Meu par de esporas, meu chapéu de aba  larga  / Uma bruaca de carga, um berrante e o facão
         G7M          G#º       D7M                      Em9          A7          D    D5+   D7
O velho basto, o meu laço de mateiro / O polaco e o cargueiro, o meu lenço e o gibão
       G7M        G#º         D             G7M       A7                       D7M
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro / Deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão.
          A7         G            D7M        Ebº            A7                 D
Não sou poeta, sou apenas  um caipira / E o tema que me inspira é a fibra de peão
          A7        G7M         D             Ebº         A7                    D    D5+  D7
Quase chorando meditando nesta mágoa / Rabisquei estas palavras e saiu esta canção
            G7M        G#º         D7M                         Em9           A7            D D5+ D7
Canção que fala da saudade das pousadas / Que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
         G7M        G#º           D               G7M         A7          A7/9    A7/9-  D7M A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso / De um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.
Vendi os Bois 
Tom: C
Intro:  C  G7  C  G7 
            C 
Vendi os bois 
O filho nosso vai casar
                              G
É feriado hoje e a roça vai parar
            C
Vem cá depois
Preciso mandar ver peru
                                        G
Rosa vai ver se os  dois  prefere um tatu
        C
Hei!  Sela meu burro Zé
  F
Vai convidar peão
 C                               G  
Trás da cidade um pano pra mulher
        C
Hei!  Rosa olha o peão
  F                
Põe caldo no feijão
  C                              G      
Faz da maneira que o pai dela quer 
            C 
Vendi os bois 
O filho agora vai casar
                                         G
Vai ser a melhor festa que eu dei no lugar
            C
Vem cá depois
Preciso mandar ver melão
                                         G
Rosa vai ver se o doce é melhor de mamão
        C
Hei!  Sela meu burro Zé
  F
Vai convidar peão
 C                               G  
Trás da cidade um pano pra mulher
        C
Hei!  Rosa vai convidar peão
  F                
Põe caldo no feijão
  C                              G      
Faz da maneira que o pai dela quer 
  G7         C
Vendi os bois  ( 5 x) 
 
Panela Velha
Tom: A
Intro: A7 D A E A - 2 X
        A                       E 
Tô de namoro com uma moça solteirona, 
                              A
a bonitona quer ser minha patroa, os
                                 E 
meus parentes já estão me criticando estão falando
                  A     A7     D
que ela é muito coroa, ela é madura já 

tem mais de trinta anos mais para mim o 
                    A         
que importa é a pessoa, 
         A               E                                 A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa.

A7 D A E A - 2 X

        A                         E 
Menina nova é muito bom mais mete medo não 
                              A
tem segredo e vive falando a toa eu 
                                  E 
só confio em mulher com mais de trinta,
                               A    A7       D
sendo distinta a gente ela perdoa, para o capricho 

pode ser de qualquer raça, ser africana, italiana 
      A             A              E
ou alemoa, não interessa se ela é coroa 
                                A
panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X

         A                         E 
A nossa vida começa aos quarenta anos, 
                                A
nasce os planos do futuro da pessoa, 
                            E 
quem casa cedo logo fica separado, 
                                   A    A7      D
porque a vida de casado as vezes enjoa, dona de casa 
                                                                 A
tem que ser mulher madura, porque ao contrário o problema se amontoa, 
          A              E                                A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X

         A                        E                                   A
Vou me casar para ganhar o seu carinho, viver sozinho a gente desacossoa e o 
                            E                                  A   A7       D
gaúcho sem mulher não vale nada e quenem peixe viver fora da lagoa, to resolvido vou 
                                                         A
contrariar meus parentes aquela gente que vive falando a toa,
         A               E                                  A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa 
Couro de Boi 
Tom: G 
Intro: ( C D Bm Em Am D G  2x)
( Declamado - sobre intro)
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis. 
Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai.
Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar, 
o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar. 
O rapaz era casado e a mulher deu de implicar. 
"Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá". 
E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
G                    D                         G
Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir
 G                    D                    G
Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair
C                       G
Leve este couro de boi que eu acabei de curtir
D                                              G
Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir
( Intro 1x )
 G                D                      G        
O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu
G                 D                             G
Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu
 C                    G
Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu
D                                      G
Metade daquele couro, chorando ele pediu 
( Intro 1 x)
G                 D                          G
O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando.
G                  D                      G
Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando
C                        G
O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando.
 D                                                G
Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando
( Intro 1 x )
G                 D                      G
Disse o menino ao pai: um dia vou me casar
G                   D                    G
O senhor vai ficar velho e comigo vem morar
C                      G 
Pode ser que aconteça de nós não se combinar
D                                           G
Essa metade do couro vai dar pro senhor levar
Pingo D`Água
Tom: D
(D)           A7             G             Gbm
   Eu fiz promessa, pra que Deus mandasse chuva
         B7          Em        A7        D
Pra crescer a minha roça e vingar a criação
            A7         G          Gbm
Pois veio a seca, e matou meu cafezal
       B7           Em      A7           D
Matou todo o meu arroz e secou todo algodão
          A7            G          Gbm
Nessa colheita, meu carro ficou parado
       B7        Em           A7           D
Minha boiada carreira, quase morre sem pastar
           A7              G            Gbm
Eu fiz promessa, que o primeiro pingo d´água
       B7            Em           A7                D
Eu molhava a flor da santa, que tava em frete do altar
        A7         G           Gbm
Eu esperei, uma semana o mês inteiro
    B7          Em         A7           D
A roça tava tão seca, dava pena até de ver
          A7        G           Gbm
Olhava o céu, cada nuvem que passava
      B7            Em            A7             D
Eu da santa me alembrava, pra promessa não esquecer
          A7         G         Gbm
Em pouco tempo, a roça ficou viçosa
     B7          Em         A7           D
A criação já pastava, floresceu meu cafezar
          A7        G               Gbm
Fui na capela, e levei três pingos d´água
       B7          (Em)      (A7)          (D)    (A7)    (D)
Um foi o pingo da chuva, doi caiu do meu olhar
Os três Boiadeiros
Tom: G
    G
Viajando, nas estradas
             G7                                   C
Zé Rolha na frente tocando berrante chamando a boiada
      D7               G     Em
O Chiquinho, sempe do lado
             Am               D7               G
Distraindo o gado tomando cuidado nas encruzilhada
             Am  D7             G    D7    G
E a gente vivia,   tocando a boiada
        G
Mas um dia, na invernada
            G7                              C
Deu uma trovoada uma deslizada o gado estourou
       D7             G     Em
Nesse dia, morreu Zé Rolha
          Am                 D7             G
Caiu do cavalo foi dentro do valo o gado pisou
                  Am    D7             G     D7
Fiquei eu e o Chiquinho,  tocando a boiada
       G
Num Domingo, de rodeio
             G7                                 C
Chiquinho bebeu, não me obedeceu e tomou o picadeiro
      D7               G    Em
Nun relance, apiêi da rês
           Am                   D7                  G
A pata tremeu mas num pulo que deu matou meu companheiro
            Am    D7             G   D7
Eu fiquei sozinho,  tocando a boiada
    G
Viajando, nas estradas
            G7                                         C
Não toco berrante nem vejo lá adiante meus dois companheiro
       D7             G    Em
Deste trio, ficou saudade
            Am             D7                  G
E em toda cidade o povo pergunta dos três boiadeiros
            Am    D7             G
Eu fiquei sozinho,  tocando a boiada
            Am    D7             G    D7   (G)
Eu fiquei sozinho,  tocando a boiada
João de Barro
Tom: G
G          D7                       G
O João de Barro, pra ser feliz como eu
                D7        C             G
Certo dia resolveu, arranjar uma companheira
         D7                      G
No vai-e-vem, com o barro da biquinha
              D7            C           G
Ele fez sua casinha, lá no galho da paineira
        D7                       G            D7           C    D7     G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
        D7                    G
Toda manhã, o pedreiro da floresta
                 D7             C              G
Cantava fazendo festa, pra aquela quem tanto amava
           D7                 G
Mas quando ele ia buscar o raminho
                  D7          C           G
Pra construir seu ninho seu amor lhe enganava
        D7                       G            D7           C    D7     G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
         D7                         G
Mas como sempre o mal feito é descoberto
                      D7          C          G
João de Barro viu de perto sua esperança perdida
         D7                        G
Cego de dor, trancou a porta da morada
                     D7         C           G
Deixando lá a sua amada presa pro resto da vida
        D7                       G            D7           C    D7     G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
         D7                     G
Que semelhança entre o nosso fadário
                    D7              C             G
Só que eu fiz o contrario do que o João de Barro fez
          D7                      G
Nosso senhor, me deu força nessa hora
                      D7           C            G
A ingrata eu pus pra fora por onde anda eu não sei
Adeus Mariana
Tom:C
Intro:  C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C 
( C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C ) 
Nasci lá na cidade, me casei na serra 
Com a minha Mariana: moça lá de fora 
Um dia estranhei o carinho dela 
Disse: - adeus Mariana, que eu já vou embora 

 

( C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C ) 
É gaúcha de verdade de quatro costados 
Só usa chapéu grande de bombacha e espora 
E eu que estava vendo o caso complicado 
Disse: - Adeus Mariana, que eu já vou embora 

 

( C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C ) 
Nem bem "rodemo" o dia, me tirou da cama 
Celou o meu tordilho e saiu campo a fora 
E eu fiquei danado e saí dizendo: 
- adeus Mariana, que eu já vou embora 

 

( C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C ) 
Ela não disse nada, mas ficou sismando 
Se era desta vez que eu daria o fora 
Segurou a açoiteira e veio contra mim 
Eu disse: - larga Mariana que eu não vou embora 

 

  ( C  G7  F  G7  F  Em7  Dm  C ) 
E ela de zangada foi quebrando tudo 
Pegou a minha roupa e jogou porta a fora 
Agarrei, fiz uma trouxa e saí dizendo: 
- Adeus, Mariana que eu já vou embora. 

 

KM 45
Tom: C
Intro: C   Em   F   G7
C                      Am              F                   G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
        Em                       Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
   F      G7              C     G7
É ali, é ali que mora o amor
C                      Am              F                   G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
        Em                       Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
   F      G7              C
É ali, é ali que mora o amor
      F                          G
A distancia não existe pra quem ama
     Em                     Am
Ela tem toda beleza das manhãs
            Dm                               G7
E os seus braços que ao me ver pro amor me chama
        F           G7        Am
Nosso amor, tem as cores da romã
    F      G              Am
É ali, é ali que mora o amor
    F     G7              C
É ali, é ali que mora o amor
BIS
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Tom: Am
Am                                                      E7
Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morá
                                   Am
Fica perto da barranca, do rio Paraná
                                 A7                Dm
O lugar é uma beleza eu tenho certeza você vai gostar
                Am                E7                 Am
Fiz uma capela, bem do lado da janela prá nós dois rezá
A                                                        E7
Quando for dia de festa você veste o seu vestido de algodão
                                                 A
Quebro o meu chapéu na testa, para arrematar as coisas do leilão
                  D                C7                   Fm
Satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão
 D                    A                E7                   (A)    (E7)     (A)
Vou com meu terno riscado, uma flor do lado e meu chapéu na mão
BIS
Filho Pródigo
Tom: A
A                                                 Bm
Eu tinha bom gado de corte, eu tinha bom gado leiteiro
                           E7              A
Eu tinha um cavalo baio, e um abundante celeiro
                                              Bm
Eu era muito respeitado, eu fui campeão de rodeio
                               E7                 A      A7
E por todas as redondezas, queriam ouvir meus conselhos
     D                                              E7
Por causa de um par de olhos, azuis claros como o luar
    D                     A                 E7
Eu disse: -Meu pai vou embora, eu vou procurar
    (D)     (E7)     A   E7   A
Sem ela não posso ficar
A                                                  Bm
Andei lado a lado com a morte, por este mundo a vagar
                            E7                  A
Eu que era amigo da sorte, fui companheiro do azar
                                              Bm
Então me tornei vagabundo, a dor e a fome chegou
                   E7                           A   A7
Comi maltrapilho imundo, o pão que o diabo amassou
   D                                                 E7
Depois de muitas andanças, encontrei-me com ela num bar
    D                  A                  E7
Sorrindo e bebendo com outros, naquele lugar
    (D)      (E7)    A    E7    A
Decidi que eu ia voltar
A                                                 Bm
Ao longo do caminho da volta, a vergonha e a solidão
                                       E7                   A
Sem saber se seria benvindo, por meus pais e também meus irmãos
                                                    Bm
Ao longe avistei minha casa, bateu forte o meu coração
                                    E7                 A     A7
O pranto escorreu em meu rosto, molhando a poeira do chão
     D                                                  E7
Meu pai com seus braços abertos, me disse meu filho voltou
      D                   A              E7
Três dias três noites de festa o sino tocou
      (D)        (E7)      A   E7   A
Anunciando que a paz retornou

 

Filho Adotivo
Tom:D
          D         Em             D
Com sacrificio eu criei meus sete filhos
        A7          D
Do meu sangue eram seis
       Bm               Em
E um peguei com quase um mês
                     B7           Em
Fui viajante, fui roceiro, fui andante
                       A7
E pra alimentar meus filhos
                    D
Não comi pra mais de vez
                     Em      D
Sete crianças, sete bocas inocentes
       A7            D
Muito pobres mas contentes
       Bm         Em
Não deixei nada faltar
                        B7          Em
Foram crescendo, foi ficando mais difícil
                   A7
Trabalhei de sol a sol
                         D
Mas eles tinham que estudar
                        Em             D
Meu sofrimento, ah!, meu Deus valeu a pena
        A7           D
Quantas lágrimas chorei, mas tudo
Bm            Em
Foi com muito amor
Sete diplomas, sendo
B7              Em
Seis muito importantes
                     A7
Que a custa de uma enxada
                    D  D7
Conseguiram ser doutor
            G           A7           D
Hoje estou velho, meus cabelos branqueados
      Bm            G
O meu corpo está surrado
        A7             D
Minhas mãos nem mexem mais
        G            A             D
Uso bengala, sei que dou muito trabalho
           Bm         G
Sei que às vezes atrapalho
      A7           D  D7 G A7 D Bm G A7 D
Meus filhos até demais
          D            Em         D
Passou o tempo e eu fiquei muito doente
      A7       D
Hoje vivo num asilo
        Bm            Em
E só um filho vem me ver
                       B7
Esse meu filho, coitadinho
         Em
Muito honesto
                 A7
Vive apenas do trabalho
                    D
Que arranjou para viver
Mas Deus é grande vai
   Em           D
Ouvir minhas preces
      A7           D
Esse meu filho querido
       Bm             Em
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo que 
    B7             Em
Não vejo os outros filhos
                    A7
Sei que eles estão bem
       A/G          D/F#  D
Não precisam mais do pai
                   Em          D
Um belo dia, me sentindo abandonado
          A7            D
Ouvi uma voz bem do meu lado
       Bm            Em
Pai eu vim pra te buscar
Arrume as malas
       B7         Em
Vem comigo pois venci
                        A7
Comprei casa e tenho esposa
         A/G       D/F#  D
E o seu neto vai chegar
        G         A7             D
De alegria eu chorei e olhei pro céu
     Bm         Em          A7        D7
Obrigado meu Senhor a recompensa já chegou
             G                A7          D
Meu Deus proteja os meus seis filhos queridos
       Bm        Em
Mas meu filho adotivo
          A7          D
Que a este velho amparou
Boiadeiro Errante
Tom: G
            G            D7           G
  eu venho vindo de uma querência distante
         D7          G                         D7
  sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
                      C              D7
  o meu cavalo corre mais que o pensamento
       C            D7                       G
  ele vem no passo lento porque ninguém me espera
              D7                                       G
  tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi  eu vou cortando estrada uê boi
               D7                                       G
  tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi  eu vou cortando estrada
                          D7         G
  toque o berrante com capricho Zé Vicente
         D7         G                     D7
  mostre para essa gente o clarim das alterosas
                          C           D7
  pegue no laço não se entregue companheiro
           C           D7                      G
  chame o cachorro campeiro que essa rez é perigosa
            D7                                 G
  olhe na janela auê uê uê ê boi  que linda donzela uê boi
            D7                                 G
  olhe na janela auê uê uê ê boi  que linda donzela
                       D7               G
  sou boiadeiro minha gente o que é que há
           D7         G                           D7
  deixe o meu gado passar vou cumprir com a minha sina
                        C         D7
  lá na baixada quero ouvir a siriema
          C             D7                        G
  prá lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas
           D7                                       G
  ela é culpada auê uê uê ê boi  de eu viver nas estradas uê boi
           D7                                       G
  ela é culpada auê uê uê ê boi  de eu viver nas estradas
                       D7          G
  o rio tá calmo e a boiada vai nadando
         D7          G                       D7
  veja aquele boi berrando Chico Bento corre lá
                       C          D7
  lace o mestiço salve êle das piranhas
          C          D7                    G
  tire o gado da campana pra’ viagem continuar
                  D7                                   G
  com destino a Goiás auê uê uê ê boi  deixei Minas Gerais uê boi
                  D7                                   G
  com destino a Goiás auê uê uê ê boi  deixei Minas Gerais uê boi
Pinga Ni Mim
Tom: G
 G               D7
Nesta Casa Tem Goteira
          G           D7            G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
   G              D7
Nesta Casa Tem Goteira
           G         D7              G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
                      G
Lá No Bairro Onde Eu Moro
Tem Alguém Que Eu Adoro
               D7
Ela É Minha Ilusão
Pra Aumentar Meu Castigo
                   C
Meu Amor Brigou Comigo.
      D7          G
Me Deixou Na Solidão
Por Incrivel Que Pareça
                    G7
Ela Fez Minha Cabeça
                      C
Estou Morrendo De Paixão
                   G
Pra Curar O Meu Despeito
                    D7
Vou Meter Pinga No Peito
                 G
Sufocar Meu Coração           
 G               D7
Nesta Casa Tem Goteira  
          G           D7            G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
   G              D7
Nesta Casa Tem Goteira
           G         D7              G   D7 G D7 G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
   
       G
Eu Estou Apaixonado
Muito Doido Enciumado,
                 D7
Daquela Linda Mulher,
Meu Sentimento É Profundo,
                   C
Não Quero Nada No Mundo,
     D7           G
Se Ela Não Me Quiser
Estou Amando Demais
                         G7
Esquece-La Não Sou Capaz,
                   C
Eu Preciso Dar Um Jeito.
                      G
Se Eu Vejo Em Outros Braços,
                    D7
Vou Fazer Um Tal Regaço
                      G
E Meter Pinga No Meu Peito,
 G               D7
Nesta Casa Tem Goteira  
          G           D7            G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
   G              D7
Nesta Casa Tem Goteira
           G         D7              G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
    
Menino da porteira
Tom: A
A                   
Toda vez que eu viajava
                     E7
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
                 A
A figura de um menino
 
Que corria abrir a porteira
                  E7
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
          D    E7     A
Que é pra eu ficar ouvindo
      D               
Quando a boiada passava
                 E7
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
            A
Ele saia pulando 
Obrigado boiadeiro
                        E7
Que Deus vá lhe acompanhando
Por este sertão afora
       D      E7   A    E7 A E7 A E7 A E7 A
Meu berrante ia tocando 
                       
Nos caminhos desta vida
                       E7
Muito espinho eu encontrei
Mas nenhum caso mais triste
                   A
Do que este eu passei
                          
Na minha viagem de volta
                     E7
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada
     D   E7      A
O menino não avistei 
 D
Apeei do meu cavalo
                        E7
Num ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando
                   A
Quis saber qual a razão 
Boiadeiro veio tarde
                    E7
Veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho
        D      E7    A  E7 A E7 A E7 A E7 A
Foi um boi sem coração 
A
Lá pra banda de Ouro Fino
                E7
Levando gado selvagem
Quando passo na porteira
                A
Até vejo a sua imagem 
                        
O seu rangido tão triste
                  E7
Mais parece uma mensagem 
Daquele rosto trigueiro
      D      E7   A
desejando-me boa viagem
     D                
A cruzinha do estradão
                       E7
Do meu pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
                   A
Que não esqueço jamais 
Nem que o meu gado estoure
                   E7
Que eu precise ir atrás
Nesse pedaço de chão
     D          E7    A      E7 A E7 A E7 A E7 A
Berrante eu não toco mais 
Coração De Papel 
Tom: F
   F                     Am
  se você pensa que meu coração   é de papel
   D7                     Gm
  não vá pensando pois não é
  A#
  êle é igualzinho ao seu
  A#m                 F          Dm
  e sofre como eu      porque fazer
            A#            C
  sofrer assim a quem lhe ama
 F                    Am
  se você pensa em fazer   chorar a quem lhe quer
 D7                     Gm
  a quem só pensa em você
  A#
  um dia sentirá
  A#m                      F            Dm
  que amar é bom demais     não jogue amor ao léu
     A#      C7          F
  meu coração que não é de papel
          F7 G# A A#        C7
                  porque fazer chorar
                 A#         C7
                  porque fazer sofrer
                 A#       C7              F
                  um coração que só lhe quer
          F7 G# A A#   
                  o amor é lindo eu sei
  BIS            A#m
                  e todo eu lhe dei
                 F           Dm
                  você não quis
                            A#
                  jogou ao léu
                           C7            F
                  meu coração que não é de papel
      Am     A#
  não é   ah ah
           C7            F
  meu coração que não é de papel
Tristeza do Jeca 
Tom: E
 
 E   
Nestes versos tão singelos  
            B7         E   
Minha bela, meu amor  
Prá você quero contar  
                   B7  E  E7   
O meu sofrer e a minha dor   
 A                 E   
 Eu sou como o sabiá  
                     B7   
Quando canta é só tristeza  
                     E   
Desde o galho onde está  
 B7                               E   
 Nesta viola eu canto e gemo de verdade  
 B7                            E   
 Cada toada representa uma saudade  
  
Eu nasci naquela serra  
                    B7   E   
Num ranchinho a beira chão  
  
Tudo cheio de buraco  
                B7  E  E7   
Onde a lua faz  clarão   
 A                   E   
 Quando chega a madrugada  
                 B7   
Lá no mato a passarada  
                E   
Principia o barulhão  
 B7                               E   
 Nesta viola, eu canto e gemo de verdade  
 B7                            E   
 Cada toada representa uma saudade  
 E   
 Vou guardar minha viola  
                      B7  E   
Já não posso mais cantar  
  
Pois o Jeca quando canta  
                 B7  E  E7   
Dá vontade de  chorar   
 A                 E   
 O choro que vai caindo  
                   B7   
Devagar vai se sumindo  
 E   
Como as àguas vão pro mar  
 B7                               E   
 Nesta viola, eu canto e gemo de verdade  
 B7                            E   
 Cada toada representa uma saudade   

 

Triste Berrante
Tom: Am7
Intro: Am7  D7  G7M  C7M  F7M  Bm7/5-  E7  Am7
   Am7                D7          G7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
    F#m7                 B7         Em7    E7
Tão longe que até penso que eu sonhei
    Am7                     D7     G7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
               C7M       F#m7/5-
O som daquele triste berrante
           B7       Em7   E7
E um boiadeiro a gritar, êia!
  Am7             D7        G7M
E eu ficava ali na beira da estrada
             C7M    F#m7/5-    B7             E
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
F#m7        B7              E
Ali passava boi, passava boiada
               C#m7              F#m7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
            B7                E
Onde foi gravado muito coração               (2x)
Am7  D7  G7M,  C7M  A#°  B7
Lá, lá lá iá lá iá....
   Am7                D7          G7M
Mas sempre foi assim e sempre será
F#m7                 B7         Em7    E7
O novo vem e o velho tem que parar
   Am7                     D7     G7M
O progresso cobriu a poeira da estrada
       C7M       F#m7/5-
E esse tudo que é o meu nada
         B7          Em7     E7
Eu hoje tenho que acatar e chorar
     Am7                D7        G7M
Mas mesmo vendo gente, carros passando
          C7M        F#m7/5-     B7         E
Meus olhos estão enchergando uma boiada passar

 

Coração Pantaneiro
Tom: F
Intro: ( C7 F )
                  F
Meu coração pantaneiro
Onde pulsa a natureza
Sol nascente do desejo
                  C7
Da paixão em correnteza
Comandante em meu cavalo
Nos caminhos boiadeiros
Navegante pelas águas
               F
Desses rios canoeiros
Meu coração pantaneiro
Que o amor já fez morada
Dor de peão boiadeiro
          C7
Que procura sua amada
Uma garça majestosa
Flor campeira de mulher
Bate asas tão distante
                     F
Inda não sabe o que quer
       Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
                    F
Que a paixão é verdadeira
                  C7
Diz que sou peão escravo
                F
Dessa garça pantaneira
       Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
                    F
Que a paixão é verdadeira
                  C7
Diz que sou peão escravo
                F
Dessa garça pantaneira
                  F
E assim, eu vou levando
Essa dor apaixonada
Em coda ponto de estrela
                   C7
Vejo o rosto dessa amada
Ponteando na viola
A esperança de um sinal
De poder em suas asas
           F
Revoar o pantanal
       Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
                    F
Que a paixão é verdadeira
                  C7
Diz que sou peão escravo
                 F
Dessa garça pantaneira

 

Peão de Boiadeiro
Tom: A 
Intro: A G D A 
  
D 
Sou um Peão de Boiadeiro 
G          D 
Procurando paz 
D                 G                     D 
O caminho das estrelas eu deixei prá trás 
G                    D               G 
Vou seguindo neste mundo, nesta solidão 
G             D               G 
Eu e meu cavalo, estrada de chão 
D 
Vou pensando nela, triste ilusão 
A 
Quero ser o seu amigo 
G 
Ser o seu abrigo tudo que lhe falta 
D 
Ser o seu Peão 
A 
Quero estar sempre ao seu lado 
G 
Ter o seu perfume 
Ser o seu amado 
D                     A 
E não sentir ciúme, ciúme 
D                 G       D 
Sou Peão de Boiadeiro amando demais 
D                G                  D 
Eu que não acreditava um dia ser capaz 
G                   D             G 
E se esse amor existe pode confessar 
D                           G 
Não me deixe triste basta um olhar 
D 
Para que eu sinta que o amor nasceu 
 
REFRÃO  

 

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