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Boiadeiro da manhã raiada Tom: A Intro: A D A
A D
Meu boiadeiro da manhã raiada
B7 E7 A
Tocando a boiada me perco no tempo
D
Quantas canções caminham comigo
B7 E7 A
Falando da vida me soltei na estrada
Um dia montei um cavalo paixão
D E7
Riscado de espora seu nome ficou
D A
E o meu coração também foi ferido
B7 E7
Não foi por espora,mas foi por amor
A
De uma mulher de olhar bem certeiro
D E7
Sua voz me falando parecia cantar
D A
No momento esperado a vida inteira
E7 A
Se faz passageira do meu caminhar
D
Meu boiadeiro da manhã raiada
B7 E7 A
Tocando a boiada me perco no tempo
D
Quantas canções caminham comigo
B7 E7 A
Falando da vida me soltei na estrada
Cruzando os serrados,sertões de minha alma
D E7
Deserto no peito e cruel descoberta
Ao vê-la sorrindo
D A
Nos braços de outro
B7
Desse amargo sonho
E
Jamais despertei
A
Chuva de lágrimas
Banhavam meu rosto
D E7
Molhando a poeira do meu desengano
E não sei se canto,se
D A
choro ou se morro
E7
Fugir para sempre
D A
Será minha lei
Refrão
Ventos Uivantes Tom: G
G
Eu tenho nos olhos a chuva e os ventos uivantes
D7
Que têm os amantes não correspondidos
C G
Em lágrimas eu me debulho eu e meu orgulho estamos feridos
D7 C G
Caminhando pela cidade eu sou deserto escuro e frio
Am C G Meu Deus como dói o vazio de não ter você (Bis)
G
No rosto de cada pessoa, na folha que voa
Em tudo eu procuro você, minha vida
C
Nas ruas, nos "shoppings", nos bares
G
Eu vou aos lugares com a alma partida
D7 C G
Perdido no meio da noite eu não me vejo é tudo sombrio.
Am C G Meu Deus como dói o vazio de não ter você (Bis)
D7 C
Meu coração está quebrado, desesperançado, triste, já não
G
cre
D7 C G
Que sobreviva sem motivo, não se sente vivo quando não te ve
Am C G Meu Deus como dói o vazio de não ter você. (Bis)
D7 C Meu coração está quebrado, desesperançado, triste, já não G cre. D7 C G Que sobreviva sem motivo, não se sente vivo quando não te vê
Am C G Meu D Am G Meu Deus como dói o vazio de não ter você.
Enviada por Patrick Büll
Sinfonia Pantaneira Tom: E
E G# A
E quem já viu o pantanal manhã cedinho
E F# B7
Nunca se esquece das belezas do lugar
E G# A
E raia o Sol iluminando a Natureza
E F# B7
Essa beleza tão bonita e natural
E G# A
Rios correntes vão formando as corredeiras
E F# B7
Que se misturam com a vida que há por lá
E G# A
Tanto perfume que se espalha pelas flores
E F# A
Aninhadas nos corixos naturais
G D
É a certeza de que Deus se faz presente
Am Em
E a gente sente essa harmonia pelo ar
G D
Aves que cantam melodias reticentes
Am B7
Numa alegria que não dá pra comparar
Solo (harmonia) G D Am B7
E G# A
Com as coisas tristes que vivemos por aqui
E F# B7
Sem sentido e sem nada respeitar
E G# A
E é tão simples se viver nessa harmonia
E F# B7
E cada dia é mais difícil de entender
E G# A
Porque o homem age assim dessa maneira
E F# B7
Destruindo sem amor, sem compaixão
E G# A
Destruindo a beleza pantaneira
E F# B7
Sem respeito e amor por esse chão
G D
Existem coisas que Deus manda de presente
Am Em
A flor mais linda e a beleza animal
G D
Não pode o mal vencer o bem eternamente
Am B7
Nem pode o homem destruir o pantanal
Solo (harmonia) G D Am Em
G D
Aves que cantam melodias reticentes
Am B7
Numa alegria que não dá pra comparar...
E G# A
E quem já viu o pantanal, manhã cedinho
Escolta de Vagalumes Tom: A Intro: (A) Bm E7 A D E7 A
A E7 F#m A7
Voltando pra minha terra eu renasci
D A7 D
Nos anos que fiquei distante acho que morri
E7 D A
Morri de saudade dos pais irmãos e companheiros
E7
Ao cair da tarde no velho terreiro
D A
Agente cantava as mais lindas canções
E7 D A
Viola afinada e na voz dueto perfeito
E7
Lá eu não cantava doia meu peito
D E7 A
Na cidade grande só tive ilusões
REFRÃO
E E7 F#m
Mas voltei, mas voltei, eu voltei
E7 D A
E ao passar na porteira a mata o perfume
E7
Eu fui escoltado pelos vagalumes
D A
Pois era uma linda noite de luar
E7 F#m
Mas chorei, mas chorei, eu chorei
E7 D A
Ao ver meus pais meus irmãos vindo ao meu encontro
E7
A felicidade misturou meu pranto
(D) (E7) A
Com o orvalho da noite deste meu lugar
Introdução: (A) Bm E7 A A7 D E7 A
A E7 F#m A7
Ganhei dinheiro lá fora mas foi tudo em vão
D A7 D
A natureza é meu mundo, eu sou o sertão
E7 D A
Correr pelos campos floridos feito um menino
E7
Esquecer as magoas e os desatinos
D A
Que a vida lá fora me proporcionou
E7 D A
Ouvir sabiá cantando e a juriti
E7
E a felicidade de um bem-ti-vi
(D) (E7) A
Que parece dizer meu amigo voltou
Refrão
Meu Cavalo Zaino
Tom: A
A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Eu solto na quadrimeira,
D
meu zaino vem no galope.
A
Chega três corpos na frente,
D
nunca precisa chicote.
(refrão) A Ooooi, E que cavalo bom. A Ooooi, E que cavalo bom.
A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Quiseram comprar meu zaino
D
por trinta notas de cem.
A
Não há dinheiro que pague
D
o macho que eu quero bem.
(refrão)
A
Eu tenho um cavalo zaino,
E
que na raia é corredor.
A
Ja correu quinze carreiras,
E
todas quinze ele ganhou.
A
Um dia roubaram meu zaino,
D
fiquei sem meu paranheiro.
A
Meu zaino na mão de outro,
D
nunca mais chega primeiro.
(refrão)
Cantar Pra Ser Feliz Tom: A Intro: A E D D (2x)
A E D A E D Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar. A E D A E D Pai nos te pedimos licença, pra nosso amor cantar.
E D A
Nos crescemos nos espelhamos em você.
E D A D E
Com orgulho vendo você vencer, cantando o seu pais.
D A D E
Qualquer historia de amor, que faz sorrir ou chorar.
D E
Cantar pra ser feliz.
A E D A E D Pai obrigado por tudo e parabéns meu pai. A E D E D Hoje quero cantar bem alto pra todo mundo ouvir. Nos amamos você.
A E D A E A Pai hoje estamos aqui, pra ti ouvir cantar.
Mágoa de boiadeiro Tom: D G A7 D B7 Em A7 D A7 D 12 13 15 17 17 17 17 19 19 19 19 15 15 15 15 / 110 110 110 110 13 13 17 17 15 15 13 13 12
A7 G D A7 D
Antigamente nem em sonhos existiam / Tantas pontes sobre os rios nem asfalto nas estradas
A7 G D A7 A7/9 D D5+ D7
A gente usava quatro ou cinco sinoeiros / Prá trazer os pantaneiros pro rodeio da boiada
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Mas hoje em dia tudo é muito diferente / O progresso nossa gente nem sequer faz uma idéia
G7M G#º D G7M A7 D7M
Que entre outros fui peão de boiadeiro / Por esse chão brasileiro, os heróis da epopéia.
A7 G D7M Ebº A7 D
Tenho saudades de rever nas currutelas / As mocinhas nas janelas acenando uma flor
A7 G7M D Ebº A7 D D5+ D7
Por tudo isso eu lamento e confesso / Que a marcha do progresso é a minha grande dor
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Cada jamanta que eu vejo carregada / Transportando uma boiada já me aperta o coração
G7M G#º D G7M A7 D7M
E quando eu olho minha tralha pendurada / De tristezas dou risadas prá não chorar de paixão. (Intro)
A7 G D A7 D D5+
O meu cavalo relinchando pasto afora / Certamente também chora na mais triste solidão
A7 G D A7 A7/9 D D5+ D7
Meu par de esporas, meu chapéu de aba larga / Uma bruaca de carga, um berrante e o facão
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
O velho basto, o meu laço de mateiro / O polaco e o cargueiro, o meu lenço e o gibão
G7M G#º D G7M A7 D7M
Ainda resta a guaiaca sem dinheiro / Deste pobre boiadeiro que perdeu a profissão.
A7 G D7M Ebº A7 D
Não sou poeta, sou apenas um caipira / E o tema que me inspira é a fibra de peão
A7 G7M D Ebº A7 D D5+ D7
Quase chorando meditando nesta mágoa / Rabisquei estas palavras e saiu esta canção
G7M G#º D7M Em9 A7 D D5+ D7
Canção que fala da saudade das pousadas / Que já fiz com a peonada junto ao fogo de um galpão
G7M G#º D G7M A7 A7/9 A7/9- D7M A7 D
Saudade louca de ouvir um som manhoso / De um berrante preguiçoso nos confins do meu sertão.
Vendi os Bois Tom: C Intro: C G7 C G7
C Vendi os bois
O filho nosso vai casar
G
É feriado hoje e a roça vai parar
C
Vem cá depois
Preciso mandar ver peru
G
Rosa vai ver se os dois prefere um tatu
C
Hei! Sela meu burro Zé
F
Vai convidar peão
C G
Trás da cidade um pano pra mulher
C
Hei! Rosa olha o peão
F
Põe caldo no feijão
C G
Faz da maneira que o pai dela quer
C
Vendi os bois
O filho agora vai casar
G
Vai ser a melhor festa que eu dei no lugar
C
Vem cá depois
Preciso mandar ver melão
G
Rosa vai ver se o doce é melhor de mamão
C
Hei! Sela meu burro Zé
F
Vai convidar peão
C G
Trás da cidade um pano pra mulher
C
Hei! Rosa vai convidar peão
F
Põe caldo no feijão
C G
Faz da maneira que o pai dela quer
G7 C Vendi os bois ( 5 x)
Panela Velha Tom: A Intro: A7 D A E A - 2 X
A E
Tô de namoro com uma moça solteirona,
A
a bonitona quer ser minha patroa, os
E
meus parentes já estão me criticando estão falando
A A7 D
que ela é muito coroa, ela é madura já
tem mais de trinta anos mais para mim o
A
que importa é a pessoa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa.
A7 D A E A - 2 X
A E
Menina nova é muito bom mais mete medo não
A
tem segredo e vive falando a toa eu
E
só confio em mulher com mais de trinta,
A A7 D
sendo distinta a gente ela perdoa, para o capricho
pode ser de qualquer raça, ser africana, italiana
A A E
ou alemoa, não interessa se ela é coroa
A
panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X
A E
A nossa vida começa aos quarenta anos,
A
nasce os planos do futuro da pessoa,
E
quem casa cedo logo fica separado,
A A7 D
porque a vida de casado as vezes enjoa, dona de casa
A
tem que ser mulher madura, porque ao contrário o problema se amontoa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa
A7 D A E A - 2 X
A E A
Vou me casar para ganhar o seu carinho, viver sozinho a gente desacossoa e o
E A A7 D
gaúcho sem mulher não vale nada e quenem peixe viver fora da lagoa, to resolvido vou
A
contrariar meus parentes aquela gente que vive falando a toa,
A E A
não interessa se ela é coroa panela velha é que faz comida boa
Couro de Boi Tom: G Intro: ( C D Bm Em Am D G 2x)
( Declamado - sobre intro)
Conheço um velho ditado, que é do tempo dos agáis. Diz que um pai trata dez filhos, dez filhos não trata um pai. Sentindo o peso dos anos sem poder mais trabalhar, o velho, peão estradeiro, com seu filho foi morar. O rapaz era casado e a mulher deu de implicar. "Você manda o velho embora, se não quiser que eu vá". E o rapaz, de coração duro, com o velhinho foi falar:
G D G Para o senhor se mudar, meu pai eu vim lhe pedir G D G Hoje aqui da minha casa o senhor tem que sair C G Leve este couro de boi que eu acabei de curtir D G Pra lhe servir de coberta aonde o senhor dormir
( Intro 1x )
G D G O pobre velho, calado, pegou o couro e saiu G D G Seu neto de oito anos que aquela cena assistiu C G Correu atrás do avô, seu paletó sacudiu D G Metade daquele couro, chorando ele pediu
( Intro 1 x)
G D G O velhinho, comovido, pra não ver o neto chorando. G D G Partiu o couro no meio e pro netinho foi dando C G O menino chegou em casa, seu pai foi lhe perguntando. D G Pra quê você quer este couro que seu avô ia levando
( Intro 1 x )
G D G Disse o menino ao pai: um dia vou me casar G D G O senhor vai ficar velho e comigo vem morar C G Pode ser que aconteça de nós não se combinar D G Essa metade do couro vai dar pro senhor levar
Pingo D`Água Tom: D
(D) A7 G Gbm
Eu fiz promessa, pra que Deus mandasse chuva
B7 Em A7 D
Pra crescer a minha roça e vingar a criação
A7 G Gbm
Pois veio a seca, e matou meu cafezal
B7 Em A7 D
Matou todo o meu arroz e secou todo algodão
A7 G Gbm
Nessa colheita, meu carro ficou parado
B7 Em A7 D
Minha boiada carreira, quase morre sem pastar
A7 G Gbm
Eu fiz promessa, que o primeiro pingo d´água
B7 Em A7 D
Eu molhava a flor da santa, que tava em frete do altar
A7 G Gbm
Eu esperei, uma semana o mês inteiro
B7 Em A7 D
A roça tava tão seca, dava pena até de ver
A7 G Gbm
Olhava o céu, cada nuvem que passava
B7 Em A7 D
Eu da santa me alembrava, pra promessa não esquecer
A7 G Gbm
Em pouco tempo, a roça ficou viçosa
B7 Em A7 D
A criação já pastava, floresceu meu cafezar
A7 G Gbm
Fui na capela, e levei três pingos d´água
B7 (Em) (A7) (D) (A7) (D)
Um foi o pingo da chuva, doi caiu do meu olhar
Os três Boiadeiros Tom: G
G
Viajando, nas estradas
G7 C
Zé Rolha na frente tocando berrante chamando a boiada
D7 G Em
O Chiquinho, sempe do lado
Am D7 G
Distraindo o gado tomando cuidado nas encruzilhada
Am D7 G D7 G
E a gente vivia, tocando a boiada
G
Mas um dia, na invernada
G7 C
Deu uma trovoada uma deslizada o gado estourou
D7 G Em
Nesse dia, morreu Zé Rolha
Am D7 G
Caiu do cavalo foi dentro do valo o gado pisou
Am D7 G D7
Fiquei eu e o Chiquinho, tocando a boiada
G
Num Domingo, de rodeio
G7 C
Chiquinho bebeu, não me obedeceu e tomou o picadeiro
D7 G Em
Nun relance, apiêi da rês
Am D7 G
A pata tremeu mas num pulo que deu matou meu companheiro
Am D7 G D7
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
G
Viajando, nas estradas
G7 C
Não toco berrante nem vejo lá adiante meus dois companheiro
D7 G Em
Deste trio, ficou saudade
Am D7 G
E em toda cidade o povo pergunta dos três boiadeiros
Am D7 G
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
Am D7 G D7 (G)
Eu fiquei sozinho, tocando a boiada
João de Barro Tom: G
G D7 G
O João de Barro, pra ser feliz como eu
D7 C G
Certo dia resolveu, arranjar uma companheira
D7 G
No vai-e-vem, com o barro da biquinha
D7 C G
Ele fez sua casinha, lá no galho da paineira
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Toda manhã, o pedreiro da floresta
D7 C G
Cantava fazendo festa, pra aquela quem tanto amava
D7 G
Mas quando ele ia buscar o raminho
D7 C G
Pra construir seu ninho seu amor lhe enganava
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Mas como sempre o mal feito é descoberto
D7 C G
João de Barro viu de perto sua esperança perdida
D7 G
Cego de dor, trancou a porta da morada
D7 C G
Deixando lá a sua amada presa pro resto da vida
D7 G D7 C D7 G
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiála, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
D7 G
Que semelhança entre o nosso fadário
D7 C G
Só que eu fiz o contrario do que o João de Barro fez
D7 G
Nosso senhor, me deu força nessa hora
D7 C G
A ingrata eu pus pra fora por onde anda eu não sei
Adeus Mariana Tom:C Intro: C G7 F G7 F Em7 Dm C
( C G7 F G7 F Em7 Dm C ) Nasci lá na cidade, me casei na serra Com a minha Mariana: moça lá de fora Um dia estranhei o carinho dela Disse: - adeus Mariana, que eu já vou embora
( C G7 F G7 F Em7 Dm C ) É gaúcha de verdade de quatro costados Só usa chapéu grande de bombacha e espora E eu que estava vendo o caso complicado Disse: - Adeus Mariana, que eu já vou embora
( C G7 F G7 F Em7 Dm C ) Nem bem "rodemo" o dia, me tirou da cama Celou o meu tordilho e saiu campo a fora E eu fiquei danado e saí dizendo: - adeus Mariana, que eu já vou embora
( C G7 F G7 F Em7 Dm C ) Ela não disse nada, mas ficou sismando Se era desta vez que eu daria o fora Segurou a açoiteira e veio contra mim Eu disse: - larga Mariana que eu não vou embora
( C G7 F G7 F Em7 Dm C ) E ela de zangada foi quebrando tudo Pegou a minha roupa e jogou porta a fora Agarrei, fiz uma trouxa e saí dizendo: - Adeus, Mariana que eu já vou embora.
KM 45 Tom: C Intro: C Em F G7
C Am F G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
Em Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
F G7 C G7
É ali, é ali que mora o amor
C Am F G
No quilometro 45 da castelo, pra quem vai no sentido interior
Em Am
Quem olhar para a direita vê um portão amarelo
F G7 C
É ali, é ali que mora o amor
F G
A distancia não existe pra quem ama
Em Am
Ela tem toda beleza das manhãs
Dm G7
E os seus braços que ao me ver pro amor me chama
F G7 Am
Nosso amor, tem as cores da romã
F G Am
É ali, é ali que mora o amor
F G7 C
É ali, é ali que mora o amor
BIS
Você vai Gostar Tom: Am
Am E7
Fiz uma casinha branca lá no pé da serra pra nós dois morá
Am
Fica perto da barranca, do rio Paraná
A7 Dm
O lugar é uma beleza eu tenho certeza você vai gostar
Am E7 Am
Fiz uma capela, bem do lado da janela prá nós dois rezá
A E7
Quando for dia de festa você veste o seu vestido de algodão
A
Quebro o meu chapéu na testa, para arrematar as coisas do leilão
D C7 Fm
Satisfeito vou levar você de braço dado atrás da procissão
D A E7 (A) (E7) (A)
Vou com meu terno riscado, uma flor do lado e meu chapéu na mão
BIS
Filho Pródigo Tom: A
A Bm
Eu tinha bom gado de corte, eu tinha bom gado leiteiro
E7 A
Eu tinha um cavalo baio, e um abundante celeiro
Bm
Eu era muito respeitado, eu fui campeão de rodeio
E7 A A7
E por todas as redondezas, queriam ouvir meus conselhos
D E7
Por causa de um par de olhos, azuis claros como o luar
D A E7
Eu disse: -Meu pai vou embora, eu vou procurar
(D) (E7) A E7 A
Sem ela não posso ficar
A Bm
Andei lado a lado com a morte, por este mundo a vagar
E7 A
Eu que era amigo da sorte, fui companheiro do azar
Bm
Então me tornei vagabundo, a dor e a fome chegou
E7 A A7
Comi maltrapilho imundo, o pão que o diabo amassou
D E7
Depois de muitas andanças, encontrei-me com ela num bar
D A E7
Sorrindo e bebendo com outros, naquele lugar
(D) (E7) A E7 A
Decidi que eu ia voltar
A Bm
Ao longo do caminho da volta, a vergonha e a solidão
E7 A
Sem saber se seria benvindo, por meus pais e também meus irmãos
Bm
Ao longe avistei minha casa, bateu forte o meu coração
E7 A A7
O pranto escorreu em meu rosto, molhando a poeira do chão
D E7
Meu pai com seus braços abertos, me disse meu filho voltou
D A E7
Três dias três noites de festa o sino tocou
(D) (E7) A E7 A
Anunciando que a paz retornou
Filho Adotivo Tom:D
D Em D
Com sacrificio eu criei meus sete filhos
A7 D
Do meu sangue eram seis
Bm Em
E um peguei com quase um mês
B7 Em
Fui viajante, fui roceiro, fui andante
A7
E pra alimentar meus filhos
D
Não comi pra mais de vez
Em D
Sete crianças, sete bocas inocentes
A7 D
Muito pobres mas contentes
Bm Em
Não deixei nada faltar
B7 Em
Foram crescendo, foi ficando mais difícil
A7
Trabalhei de sol a sol
D
Mas eles tinham que estudar
Em D
Meu sofrimento, ah!, meu Deus valeu a pena
A7 D
Quantas lágrimas chorei, mas tudo
Bm Em
Foi com muito amor
Sete diplomas, sendo
B7 Em
Seis muito importantes
A7
Que a custa de uma enxada
D D7
Conseguiram ser doutor
G A7 D
Hoje estou velho, meus cabelos branqueados
Bm G
O meu corpo está surrado
A7 D
Minhas mãos nem mexem mais
G A D
Uso bengala, sei que dou muito trabalho
Bm G
Sei que às vezes atrapalho
A7 D D7 G A7 D Bm G A7 D
Meus filhos até demais
D Em D
Passou o tempo e eu fiquei muito doente
A7 D
Hoje vivo num asilo
Bm Em
E só um filho vem me ver
B7
Esse meu filho, coitadinho
Em
Muito honesto
A7
Vive apenas do trabalho
D
Que arranjou para viver
Mas Deus é grande vai
Em D
Ouvir minhas preces
A7 D
Esse meu filho querido
Bm Em
Vai vencer, eu sei que vai
Faz muito tempo que
B7 Em
Não vejo os outros filhos
A7
Sei que eles estão bem
A/G D/F# D
Não precisam mais do pai
Em D
Um belo dia, me sentindo abandonado
A7 D
Ouvi uma voz bem do meu lado
Bm Em
Pai eu vim pra te buscar
Arrume as malas
B7 Em
Vem comigo pois venci
A7
Comprei casa e tenho esposa
A/G D/F# D
E o seu neto vai chegar
G A7 D
De alegria eu chorei e olhei pro céu
Bm Em A7 D7
Obrigado meu Senhor a recompensa já chegou
G A7 D
Meu Deus proteja os meus seis filhos queridos
Bm Em
Mas meu filho adotivo
A7 D
Que a este velho amparou
Boiadeiro Errante Tom: G
G D7 G
eu venho vindo de uma querência distante
D7 G D7
sou um boiadeiro errante que nasceu naquela serra
C D7
o meu cavalo corre mais que o pensamento
C D7 G
ele vem no passo lento porque ninguém me espera
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada uê boi
D7 G
tocando a boiada auê-uê-uê-ê boi eu vou cortando estrada
D7 G
toque o berrante com capricho Zé Vicente
D7 G D7
mostre para essa gente o clarim das alterosas
C D7
pegue no laço não se entregue companheiro
C D7 G
chame o cachorro campeiro que essa rez é perigosa
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela uê boi
D7 G
olhe na janela auê uê uê ê boi que linda donzela
D7 G
sou boiadeiro minha gente o que é que há
D7 G D7
deixe o meu gado passar vou cumprir com a minha sina
C D7
lá na baixada quero ouvir a siriema
C D7 G
prá lembrar de uma pequena que eu deixei lá em Minas
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas uê boi
D7 G
ela é culpada auê uê uê ê boi de eu viver nas estradas
D7 G
o rio tá calmo e a boiada vai nadando
D7 G D7
veja aquele boi berrando Chico Bento corre lá
C D7
lace o mestiço salve êle das piranhas
C D7 G
tire o gado da campana pra viagem continuar
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
D7 G
com destino a Goiás auê uê uê ê boi deixei Minas Gerais uê boi
Pinga Ni Mim Tom: G
G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G
Lá No Bairro Onde Eu Moro
Tem Alguém Que Eu Adoro
D7
Ela É Minha Ilusão
Pra Aumentar Meu Castigo
C
Meu Amor Brigou Comigo.
D7 G
Me Deixou Na Solidão
Por Incrivel Que Pareça
G7
Ela Fez Minha Cabeça
C
Estou Morrendo De Paixão
G
Pra Curar O Meu Despeito
D7
Vou Meter Pinga No Peito
G
Sufocar Meu Coração
G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G D7 G D7 G D7 G Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
G Eu Estou Apaixonado Muito Doido Enciumado,
D7
Daquela Linda Mulher,
Meu Sentimento É Profundo,
C
Não Quero Nada No Mundo,
D7 G
Se Ela Não Me Quiser
Estou Amando Demais
G7
Esquece-La Não Sou Capaz,
C
Eu Preciso Dar Um Jeito.
G
Se Eu Vejo Em Outros Braços,
D7
Vou Fazer Um Tal Regaço
G
E Meter Pinga No Meu Peito,
G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim G D7 Nesta Casa Tem Goteira
G D7 G
Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
Menino da porteira Tom: A
A
Toda vez que eu viajava
E7
Pela estrada de Ouro Fino
De longe eu avistava
A
A figura de um menino
Que corria abrir a porteira
E7
Depois vinha me pedindo
Toque o berrante seu moço
D E7 A
Que é pra eu ficar ouvindo
D
Quando a boiada passava
E7
E a poeira ia baixando
Eu jogava uma moeda
A
Ele saia pulando
Obrigado boiadeiro
E7
Que Deus vá lhe acompanhando
Por este sertão afora
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Meu berrante ia tocando
Nos caminhos desta vida
E7
Muito espinho eu encontrei
Mas nenhum caso mais triste
A
Do que este eu passei
Na minha viagem de volta
E7
Qualquer coisa eu cismei
Vendo a porteira fechada
D E7 A
O menino não avistei
D
Apeei do meu cavalo
E7
Num ranchinho à beira chão
Vi uma mulher chorando
A
Quis saber qual a razão
Boiadeiro veio tarde
E7
Veja a cruz no estradão
Quem matou o meu filhinho
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Foi um boi sem coração
A
Lá pra banda de Ouro Fino
E7
Levando gado selvagem
Quando passo na porteira
A
Até vejo a sua imagem
O seu rangido tão triste
E7
Mais parece uma mensagem
Daquele rosto trigueiro
D E7 A
desejando-me boa viagem
D
A cruzinha do estradão
E7
Do meu pensamento não sai
Eu já fiz um juramento
A
Que não esqueço jamais
Nem que o meu gado estoure
E7
Que eu precise ir atrás
Nesse pedaço de chão
D E7 A E7 A E7 A E7 A E7 A
Berrante eu não toco mais
Coração De Papel Tom: F
F Am
se você pensa que meu coração é de papel
D7 Gm
não vá pensando pois não é
A#
êle é igualzinho ao seu
A#m F Dm
e sofre como eu porque fazer
A# C
sofrer assim a quem lhe ama
F Am
se você pensa em fazer chorar a quem lhe quer
D7 Gm
a quem só pensa em você
A#
um dia sentirá
A#m F Dm
que amar é bom demais não jogue amor ao léu
A# C7 F
meu coração que não é de papel
F7 G# A A# C7
porque fazer chorar
A# C7
porque fazer sofrer
A# C7 F
um coração que só lhe quer
F7 G# A A#
o amor é lindo eu sei
BIS A#m
e todo eu lhe dei
F Dm
você não quis
A#
jogou ao léu
C7 F
meu coração que não é de papel
Am A#
não é ah ah
C7 F
meu coração que não é de papel
Tristeza do Jeca Tom: E
E
Nestes versos tão singelos
B7 E
Minha bela, meu amor
Prá você quero contar
B7 E E7
O meu sofrer e a minha dor
A E
Eu sou como o sabiá
B7
Quando canta é só tristeza
E
Desde o galho onde está
B7 E
Nesta viola eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade
Eu nasci naquela serra
B7 E
Num ranchinho a beira chão
Tudo cheio de buraco
B7 E E7
Onde a lua faz clarão
A E
Quando chega a madrugada
B7
Lá no mato a passarada
E
Principia o barulhão
B7 E
Nesta viola, eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade
E
Vou guardar minha viola
B7 E
Já não posso mais cantar
Pois o Jeca quando canta
B7 E E7
Dá vontade de chorar
A E
O choro que vai caindo
B7
Devagar vai se sumindo
E
Como as àguas vão pro mar
B7 E
Nesta viola, eu canto e gemo de verdade
B7 E
Cada toada representa uma saudade
Triste Berrante Tom: Am7 Intro: Am7 D7 G7M C7M F7M Bm7/5- E7 Am7
Am7 D7 G7M
Já vai bem longe este tempo, bem sei
F#m7 B7 Em7 E7
Tão longe que até penso que eu sonhei
Am7 D7 G7M
Que lindo quando a gente ouvia distante
C7M F#m7/5-
O som daquele triste berrante
B7 Em7 E7
E um boiadeiro a gritar, êia!
Am7 D7 G7M
E eu ficava ali na beira da estrada
C7M F#m7/5- B7 E
Vendo caminhar a boiada até o último boi passar
F#m7 B7 E
Ali passava boi, passava boiada
C#m7 F#m7
Tinha uma palmeira na beira da estrada
B7 E
Onde foi gravado muito coração (2x)
Am7 D7 G7M, C7M A#° B7
Lá, lá lá iá lá iá....
Am7 D7 G7M Mas sempre foi assim e sempre será
F#m7 B7 Em7 E7 O novo vem e o velho tem que parar
Am7 D7 G7M O progresso cobriu a poeira da estrada
C7M F#m7/5- E esse tudo que é o meu nada
B7 Em7 E7 Eu hoje tenho que acatar e chorar
Am7 D7 G7M Mas mesmo vendo gente, carros passando
C7M F#m7/5- B7 E Meus olhos estão enchergando uma boiada passar
Coração Pantaneiro Tom: F Intro: ( C7 F )
F
Meu coração pantaneiro
Onde pulsa a natureza
Sol nascente do desejo
C7
Da paixão em correnteza
Comandante em meu cavalo
Nos caminhos boiadeiros
Navegante pelas águas
F
Desses rios canoeiros
Meu coração pantaneiro
Que o amor já fez morada
Dor de peão boiadeiro
C7
Que procura sua amada
Uma garça majestosa
Flor campeira de mulher
Bate asas tão distante
F
Inda não sabe o que quer
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
F
E assim, eu vou levando
Essa dor apaixonada
Em coda ponto de estrela
C7
Vejo o rosto dessa amada
Ponteando na viola
A esperança de um sinal
De poder em suas asas
F
Revoar o pantanal
Bb
Tuiuiú, ai tuiuiú
Voa, vai dizer a ela
F
Que a paixão é verdadeira
C7
Diz que sou peão escravo
F
Dessa garça pantaneira
Peão de Boiadeiro Tom: A Intro: A G D A
D Sou um Peão de Boiadeiro G D Procurando paz D G D O caminho das estrelas eu deixei prá trás G D G Vou seguindo neste mundo, nesta solidão G D G Eu e meu cavalo, estrada de chão D Vou pensando nela, triste ilusão A Quero ser o seu amigo G Ser o seu abrigo tudo que lhe falta D Ser o seu Peão A Quero estar sempre ao seu lado G Ter o seu perfume Ser o seu amado D A E não sentir ciúme, ciúme D G D Sou Peão de Boiadeiro amando demais D G D Eu que não acreditava um dia ser capaz G D G E se esse amor existe pode confessar D G Não me deixe triste basta um olhar D Para que eu sinta que o amor nasceu
REFRÃO