ENTREVISTA ESPECIAL :    Patchanka

Alegria e vibração sem perder o fôlego

Banda do interior da bahia é a nova febre na região e presença marcante em todos os Carnavais e Micaretas


Patchanka:a nova febre da Bahia

Com sua música leve, solta, super alegre e dançante a Patchanka vem atraindo uma legião de fãs por onde passa e caminhando em passos largos em busca de um sucesso ainda maior. Só pra ter idéia da dimensão do grupo, a banda originária de Jequié, interior da Bahia, é nome certo em todos os Carnavais de Salvador, com toque eletrizante de dedicação sem perder o tom e o fôlego. Já são 5 anos na estrada de muita vibração, energia e talento que, juntos somados, dão um resultado final promissor. A prova disso é a marca de mais de 100 mil cópias vendidas logo no CD de estréia, gravado ao vivo em Feira de Santana.

A Patchanka começou a se formar na garagem da casa da mãe do vocalista Kill, onde onde um grupo de amigos fãs do Chiclete com Banana se reunia sempre  para ensaiar e cantar os grandes sucessos da banda. E dessas reuniões foi surgindo o grupo que virou febre na Bahia e já se estendeu por todo o Brasil. Depois do sucesso do primeiro CD, a banda obteve mais conquistas. Uma delas de grande repercussão ocorreu no Farol Folia 2002, quando o grupo fez uma festa inesquecível, arrancando aplausos da multidão. O sucesso foi ainda mais estrondoso no carnaval do mesmo ano. Com um repertório de 120 músicas de muito axé e suingue, a Patchanka estreou na maior festa popular do país arrebentando no Circuito Barra/Ondina .

A banda já puxou os blocos Qual é, Jheremias, Muquiranas e Tuatara, deixando muita satisfação entre os associados. As apresentações foram tão boas que atraíram a atenção da mídia televisiva nacional , que deu destaque à turma de Kill nos telejornais de rede e também durante as transmissões do carnaval. Em 2002 a banda consolidou de vez sua participação nas micaretas, marcando presença em diversas cidades.  No carnaval de 2003 e 2004 não foi diferente. Sucesso total !

São cinco anos de estrada, sempre com os pés no chão e muita vontade de acertar e três CDs de qualidade e energia positiva. O mais recente foi gravado ao vivo, durante as  apresentações nas Micaretas pelo Brasil. Enquanto divulgam esse novo trabalho,  Kill (voz e violão), Val (bateria), Luizinho Lacerda (teclados), Ricardo (baixo), Márcio Mota e Dure (percussão) continuam, paralelamente, animando festas e micaretas pela região Nordeste, arrastando multidões e cativando milhares de novos fãs.

E para contar um pouco mais sobre a história da banda e os projetos que estão por vir conversamos com Kill, o vocalista da Patchanka. Confira e entrevista na íntegra !

Site: http://www.patchanka.com.br

Marcus Vinicius Jacobson

Reportagem

Entrevista publicada no dia 01/06/2004

1) Qual o balanço que você faz desses anos de estrada junto à família patchanka?

Olha depois de quase seis anos de estrada, sempre com os pés no chão e muita vontade de acertar, o balanço que fazemos é na verdade uma constatação: nosso sonho virou realidade. Não como um passe de mágica, mas com muito suor, esforço e determinação, trabalhamos duro para chegar até onde chegamos. Hoje mais do que nunca somos uma família, pois é com a banda, tanto os integrantes quanto a equipe técnica, que passamos a maior parte do nosso tempo. Acho que é essa sensação de união familiar, essa cumplicidade que fazem com que possamos continuar mantendo esse sonho.

2) Em algum momento, devido às dificuldades de qualquer banda iniciante, pensou-se em desistir desse projeto?

Não. Nunca passou pela nossa cabeça desistir, pois sempre acreditamos no nosso sonho. Acho que isso é o grande lance, acreditar no nosso sonho, na nossa meta de vida. E por isso é que hoje estamos aqui para mostrar e para provar também que não estávamos errados em continuar buscando isso.

Alegria é a marca registrada do grupo

2) Como está sendo a receptividade pelo patchanka nos lugares em que vocês têm sem apresentado?

Melhor impossível. Como nosso próprio nome diz, Patchanka é uma gíria francesa que quer dizer muvuca, festa alegria, e o que fazemos é fazer jus ao nosso nome de batismo. Buscamos levar alegria e festa por onde passamos para celebrarmos a vida. Graças a Deus, sempre fomos bem recebidos de norte a sul e de leste a oeste do país.

3) Vocês hoje são uma das bandas mais requisitadas da música baiana. como se sentem com esse prestígio todo?

Vemos como o reconhecimento, e isso é muito bacana. Isso também nos fortalece para que continuemos com nosso trabalho de alegrar as pessoas. Nossas conquistas são frutos do nosso trabalho. Mas é claro que nossos fãs também têm uma parcela nisso tudo, são eles que compram nossos cd’s, eles que vão a nossos shows e saem no bloco junto com a gente. Sem essa resposta do público, nada feito. A voz do povo é a voz de Deus.

o vocalista Kill em cima de um trio elétrico animando a galera

5) Fale pra gente sobre o mais recente Cd de vocês

O disco está bem bacana, bem dançante, pra cima e animado. Foi gravado ao vivo, durante as nossas apresentações nas Micaretas pelo Brasil. Já estamos começando a tocar a terceira música de trabalho da banda. A primeira foi QUERER, QUERER, e a segunda ENCARCALO DENTE, que foram bastante executadas pelas rádios do norte e nordeste, agora a nossa música de trabalho será PERDOA, uma regravação da música de Peninha e que o grupo Raça Negra, já havia gravado. Além dessas músicas, tem outras inéditas e tem também mais duas regravações ARPOADOR e TE AMAR É PRECISO (PEIXINHO), primeiro sucesso da banda. Todas as duas fazem parte do nosso primeiro trabalho.

7) Logo no primeiro cd vocês venderam mais de 100 mil cópias e estão caminhando a passos largos para novas conquistas. Qual o segredo desse sucesso?

Em qualquer profissão, acho que para se ter sucesso deve-se acreditar em nosso trabalho e gostar do que se estar fazendo. Fazemos o que gostamos e acho que por isso as pessoas acreditam em nosso trabalho. Chegamos aonde chegamos e não foi da noite pro dia, demoramos a chegar até aqui e foi difícil todo esse processo.

6) Qual a sensação de alegrar o carnaval da bahia?

É uma sensação muito bacana, maravilhosa. É muito bom a gente poder cantar e alegrar tanta gente como é o caso do nosso carnaval. É muito prazeroso também quando a gente canta uma música nossa e o público canta. É reconhecimento do nosso trabalho. Passamos o ano todo tocando em micaretas, vaquejadas, em festas por todo o Brasil e em cada lugar tem uma energia, um encanto especial, mas é no carnaval da Bahia que isso tudo dobra e se renova, pois é o ponto alto das nossas apresentações, de todas as festas por onde passamos. Também é considerado como uma espécie de vitrine, onde surgem convites, propostas, parcerias, enfim, onde tudo acontece e onde tudo pode acontecer.

8) Diga pra gente quais os próximos projetos do Patchanka na música

Atendendo a pedidos dos nossos fãs, temos um projeto de gravar ainda este ano um cd só com músicas de forró. Pois, não paramos de tocar e nem de fazer show no período junino. E nessa época, colocamos em nosso repertório forrós, galopes, enfim, músicas juninas. Mas não vamos deixar de gravar também nosso cd de carnaval.

9) Como é a relação de vocês com os demais grupos baianos?

Temos uma relação de admiração, amizade e respeito com todos os artistas e bandas não só baianos. Por isso, nosso repertório é eclético tocamos de tudo. Tocamos pagode, axé, rock, música romântica, sertaneja.

10) Deixe um recado final pra toda galera que curte o patchanka pelo brasil a fora.

Quero agradecer a todos pelo carinho que dão a Patchanka e a mim, aqueles que ligam para as rádios para pedir as nossas músicas, aqueles que nos acompanham e saem com a gente nos blocos que a gente puxa. Aquelas pessoas que nos manda e-mails todos os dias, os que entram em nosso site. Um grande beijo, um abração e fiquem com Deus.

O grupo,unido,dando seu recado final

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