NOVOS
TALENTOS : Mirela Zacanini
A
volta da eterna pitchulinha
Mirela Zacanini se lança como
cantora pop e promete conquistar seu espaço na música
Quem não se lembra da eterna Pitchulinha, fonte de inspiração para a canção Pelados em Santos, que projetou os Mamonas Assassinas para uma carreira meteórica de sucessos? Pois é. Ela está de volta ao cenário musical de nosso país, mas não como tema de música e sim como cantora pop. Estamos falando de Mirela Zacanini. Qualquer pessoa com mais de cinco anos já ouviu falar em Mirela. Conhecida como a ex-namorada de Dinho, vocalista dos Mamonas, ela vendeu 100 mil exemplares de sua autobiografia, relançou sucessos esquecidos do grupo, além de ficar conhecida pela história da Brasília amarela. Paulistana, 26 anos,
Mirela Zacanini é cantora, compositora e produtora de televisão e batalha desde cedo
para a afirmação na carreira. Sua jornada começou dura. Ela auxiliava o pai, Savério
Zacanini, precursor da febre dos karaokês em São Paulo e cuidava dos eventos da casa
dirigida por ele. Mais tarde, quando os pais montaram uma produtora independente de
televisão, passou a ficar responsável por diversos programas. Durante quatro anos,
Mirela namorou o vocalista Dinho, dos Mamonas Assassinas, quando estes ainda se
apresentavam com o nome de Utopia. Ela foi peça fundamental na mudança dos rumos
profissionais do grupo. Mirela e Dinho se separaram pouco antes do acidente aéreo que
vitimou os Mamonas, em março de 1996. Atualmente Mirela Zacanini está mais amadurecida. Foram 6 anos de muito trabalho e paciência até conseguir o que tanto queria: o lançamento de seu primeiro CD. Mirela está ciente das dificuldades que vai enfrentar pela frente nesse mercado tão concorrido e de poucas oportunidades, mas não se deixa abalar. Ela é guerreira, e certamente será forte o suficiente para esperar o reconhecimento de seu trabalho que tem tudo para acontecer o mais depressa possível, pois talento é o que não falta à essa jovem cantora. Como nossa função aqui é dar oportunidades para os artistas que estão começando agora, não poderíamos deixar de fora Mirela Zacanini. Confira essa super entrevista que realizamos com ela com muitos detalhes sobre seu começo de carreira, CD e novos projetos que estão por vir. Contato: 55 (11)
3721-5166 (Falar com Saverio Zacanini) E-mail: mirela@mirela.com.br |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Mirela, conte pra gente como tudo começou e quando você realmente se deu conta que a música fazia parte da sua vida? Tudo começou quando eu nasci. Meu nome, Mirela, não foi dado aleatoriamente, pois formam três notas musicais: Mi, Ré, Lá. Sou filha de músicos ( pai guitarrista e produtor, mãe cantora ) e como desejado, já aos quatro anos interpretei Cartomante, de Ivan Lins (tenho essa lembrança deliciosa, registrada em uma fita cassete). E assim, não parei mais de cantar. Principalmente quando meus pais inaugurararm, em 1985, o karaokê Espaço Amador, no bairro do Bexiga, em SP, o mais frequentado no final dos anos 80 e início de 90. Através dele, pude desenvolver completamente meu lado artístico, voz, postura de palco, inibição, etc. E através dos festivais realizados no karaokê e apresentados pelo meu pai na televisão e no rádio, eu também tive a oportunidade de aprender a comunicação através desses veículos. Mas só me dei conta de que seria uma cantora pra valer, aos 20 anos, quando compus Mil Momentos, em parceria com um músico espetacular chamado Hermes Dumont, e que seria minha homenagem ao Dinho, do grupo Mamomas, que foi meu namorado durante quatro anos, até pouco antes do trágico acidente. Foi quando resolvi encarar de verdade essa carreira. 2) Você ficou conhecida na mídia como a ex-namorada do Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas. Na sua opinião esse rótulo atrapalha ou ajuda em sua carreira como cantora? Não atrapalha de forma alguma, pois faz parte da minha história como cantora. Mas também não ajuda, pois não conquistei nenhum contrato com gravadora. Por isso me estruturei durante esses últimos seis anos, para que tivesse a minha própria gravadora e pudesse assim fazer tudo da minha maneira também, desde a escolha do repertório, concepção dos arranjos, contratação de maestro, músicos, estúdio, até a produção e escolha da capa do CD. Lógico que dessa maneira o processo se torna mais lento, pois não sou uma multinacional com dinheiro disponível de imediato. Ao contrário, tive que trabalhar em nossa produtora de tv, Espaço A Comunicações, para juntar o dinheiro e assim investir na gravadora, Espaço A Music. Hoje essas duas empresas são parceiras na realização desse projeto, pois juntas cuidam do áudio e da minha imagem. Foram seis anos de trabalho e paciência, mas hoje estou fortalecida e amadurecida.
4) Depois do acidente, que vitimou os Mamonas Assassinas, você resolveu estruturar de vez sua carreira, começando a preparar seu CD. Conte pra gente as dificuldades que teve a partir deste momento? A maior dificuldade que eu tive foi a de superar a tristeza daquele momento. Eu precisava de um tempo para me refazer. Depois de quase um ano, entrei em estúdio pra gravar o CD, e mesmo assim foi difícil pois eu não controlava a emoção na hora de cantar: ...um ano se passou, saudades eu senti, por onde você anda meu amor, um ano eu sofri tentando encontrar, razões pra que você possa explicar... Produzimos duas canções no estúdio, nessa primeira fase. Depois de dois anos, voltamos para produzir as outras, com mais um intervalo de um ano para fazermos as versões eletrônicas. Hoje, após mais dois anos, estamos lançando esse disco. O resultado superou todas as expectativas, mas tive que ter muita paciência. 6) Quais os próximos projetos que você tem em mente em relação à música? Neste ano de 2002 quero divulgar esse trabalho nas tevês, rádios, revistas e jornais. Produzir vídeo clipes das outras canções e poder realizar os shows por todas as cidades, com produção satisfatória ( haja dinheiro, pois o meu satisfatório custa caro! ). E apesar de todas as dificuldades, é muito prazeroso realizar este trabalho, pois me divirto muito nas entrevistas, nas gravações, as viagens, conheço muitas pessoas e sempre sou recebida com muito carinho.
8) Você apenas não se lançou antes na música até porque só recebia propostas para gravar sertanejo e pagode. Valeu a pena esperar para se tornar cantora pop? Quando eu descobri que tinha talento pra cantar, o sucesso das paradas era o sertanejo e as pessoas que me viam cantando pediam pra que eu aproveitasse o embalo. Depois veio o axé e novamente, gostariam que eu me tornasse uma cantora de axé. Em seguida viria o pagode, inclusive, esse movimento foi lançado pelo meu pai, Savério Zacanini, quando apresentava o programa Sábado Show, na Rede Record, em 1992, e novamente os artistas e produtores que frequentavam as gravações, me ouviam cantando e diziam: Mirela, porque você não aproveita a onda do pagode e grava um disco... Mas eu nunca conseguiria cantar simplesmente porque aquele estilo estava na moda. Eu sempre cantei canções que me identificaram. Quando eu compus aquela canção para o Dinho, eu estava à flor da pele e sei que até hoje foi a minha melhor interpretação e então, apartir daquele momento, resolvi gravar pra valer. Esse disco é romântico, com arranjos muito bem elaborados, então escolhi tres canções e fizemos versões eletrônicas para as pistas de dança, por isso um disco pop. Valeu a pena esperar porque estou cantando a minha história, com liberdade para interpretar e arranjar ao meu gosto.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |