NOVOS
TALENTOS : Marco André
O pop amazônico inovador
Cantor e compositor paraense mistura instrumentos
eletrônicos com ritmos tradicionais do norte
Natural de Belém do
Pará, o cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos, vem buscando
ao longo da carreira um caminho coerente com sua formação, compromissado com a qualidade
da música que produz. Após inúmeras participações em festivais e apresentações em
palcos paraenses, Marco mudou-se para o Rio de Janeiro em 1985. Seu primeiro
trabalho reconhecido no Brasil foi a gravação para a música Meu bem, meu mal de
Caetano Veloso, trilha sonora de abertura da novela homônima da Rede Globo, em 1990, que
fazia parte de seu primeiro disco, Olhar e segredo. Contato: Alexandre SilpertAssessoria em Comunicação Cel. (21) 9983 8108 |
Marcus Vinicius Jacobson
![]()
Reportagem
1) Você é cantor, compositor, arranjador, instrumentista e produtor de discos. Podemos dizer que a sua versatilidade é o segredo de seu sucesso? Na verdade as circunstâncias da vida foram moldando cada um desses Marcos, não fui me impondo nada. Comecei a compor, depois achei que poderia cantar, de repente montei um estúdio de gravação no Rio de Janeiro chamado MM Stúdio e me vi estimulado a produzir e fazer arranjos, o que foi de um grande aprendizado para que eu pudesse ter a noção exata daquilo que eu busco enquanto artista. 2) Você já teve músicas gravadas por nomes consagrados de nossa MPB. Qual dessas composições mais te encantou? Tenho algumas músicas gravadas por excelentes intérpretes da MPB. Leila Pinheiro, Fátima Guedes, Jane Duboc, Dominguinhos do Estácio, MPB4. Na verdade seria injusto eu apontar uma como minha preferida, pois cada gravação foi recebida com muito carinho e entusiasmo, até por estarmos falando de nomes consagrados e de puro refino musical. 3) Fale pra gente sobre seu novo trabalho intitulado Beat iu. O Beat Iú é a continuação do disco anterior Amazônia Groove. Nossa intenção foi reunir elementos de raiz ligados diretamente à cultura Amazônica, com a tecnologia disponível hoje em dia. Logo, misturamos seus tambores a samplers, efeitos de guitarra, loopings de bateria etc. Beat Iú nada mais é do que uma brincadeira com 2 palavras, Beat(batida em inglês, por conta da presença de elementos eletrônicos no disco) e Pitiú, que significa cheiro forte de maresia, de peixe na salga. A idéia é; vamos impregnar o aroma sonoro do norte do Brasil por todos os cantos do planeta.
6) A música paraense aos poucos vai sendo conhecida pelo país a fora. Você acha que ainda haja algum preconceito no eixo Rio-São Paulo contra esse gênero? Não creio que exista preconceito. Acho que existe desinformação por conta da cultura Amazônica de raiz nunca ter sido difundida através da grande mídia brasileira. Logo, quando as pessoas assistem aos nossos shows ficam totalmente encantadas com a qualidade dos músicos que fazem parte da minha banda, todos de Belém, e com a rica diversificação de ritmos próprios da região. A elite brasileira que comanda a grande mídia às vezes não aposta no novo, dando margem a que gringos com swing e possuidores de selos lá fora, se arvorem a experimentar nossos floreios musicais antes mesmo de serem mostrados ao público interno, o que é um absurdo em se tratando da melhor música popular do planeta, a nossa. 7) Qual a sensação de ser apontado como o melhor cantor regional ? No fundo não me sinto um cantor regional, até porque o disco que me proporcionou este prêmio, o Amazônia Groove, tem 7 músicas que não contém uma só expressão cabocla. Também já gravei e continuo gravando canções que não deságuam na raiz Amazônica como Meu Bem Meu Mal, do Caetano, que fazia parte do meu primeiro disco chamado Olhar e Segredo, e que era abertura da novela da Rede Globo de mesmo nome. Lembram-se do último Festival da Globo ? Pois é, eu estava por lá defendendo uma samba enredo de minha autoria junto com 5 dos principais puxadores cariocas, dentre eles o Dominguinhos do Estácio. Também já cantei samba na Sapucaí ao lado do Dominguinhos. Acontece que como falei anteriormente, não temos um prêmio para um tipo de música que aborda ritmos da Amazônia. Sendo assim e ela passa a ser regional a partir dessa ótica. Mas como dizia o poeta paraense Ruy Barata, autor de grandes sucessos da Fafá de Belém, como Foi Assim, só é universal quem parte do regional, ou seja, da sua própria origem. Portanto, mesmo contra rótulos, creio que me cai bem o título de regional em função de não abrir mão daquilo que realmente me alimenta, a minha verdade. O Lenine já não é um cantor regional, quem sabe um dia o Marco André seja POP ? É engraçado que para os críticos paraenses eu sou, e talvez isso seja o grande barato da vida, a dialética.
10) Deixe um recado para todos que apreciam seu som. Eu na verdade vou deixar um monte de links (risos). Para os que por ventura já me conhecem e não tem meus discos e praqueles que possam ter curiosidade em me conhecer. Tenho 4 comunidades no ORKUT e também 2 perfis. A principal comunidade chama-se MARCO ANDRÉ. Meu site oficial é www.marcoandre.art.br . Quem quiser baixar músicas de meus 2 últimos CDs em MP3 pode ir em www.marcoandre.art.br/marco/mp3 . Quem quiser assistir vídeos, é só entrar no site que lá tem disponíveis. Enfim, que esse próximo ano seja regado de muita ética e sabedoria, e que possamos transformar a nossa arte em um instrumento que nos ajude a rumar na direção da cidadania plena. Abraços e obrigado pela entrevista ! |
| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |