NOVOS
TALENTOS : Edu Ribeiro
Com
o reggae correndo nas veias
Ex-vocalista do Circuladô de Fulô
inicia carreira solo apostando no gênero que sempre quis trilhar
Quem não se recorda de grandes sucessos da banda de forró universitário Circuladô de Fulô, como "O Sol a Lis e o Beija Flor", "Vem Me Ver ? Pois é, essas canções foram compostas pelo antigo vocalista do grupo, Edu Ribeiro, que hoje inicia sua caminhada na carreira solo e com grande ascensão. O Circuladô, na época, foi a maior revelação de 2002/03 estando presente nos maiores eventos de forró e reggae de São Paulo nos quais foram considerados os destaques dos shows, não só pelas músicas conhecidas pelo público mas também pela maneira com que interagia com eles do palco. Mas apesar de todo o sucesso, Edu não se sentia realizado, pois o reggae já estava no sangue dele desde pequeno. Por isso, em 2003, se desligou do Circuladô e meteu o pé na estrada, se dedicando totalmente ao novo trabalho. Mesmo optando por uma nova direção à sua carreira, Edu parece que está se sentindo em casa. O reggae para ele era um sonho que ele tinha em mente concretizar um dia. E não perdeu tempo. Sentindo-se preparado para tal façanha, visto que já tinha sido líder de uma banda de renome, optou por alçar vôos mais altos em sua carreira e podemos dizer que está fazendo bonito. Só para ter idéia, divulgando pela primeira vez esse novo projeto intitulado EDU RIBEIRO & CATIVEIRO, no 9º Grande Encontro de Forró Universitário, realizado no Via Funchal, o cantor mostrou um pouco de sua nova performance cantando "Gaivotas Sobre o Mar" uma de suas novas músicas de trabalho, e teve grande aceitação do público presente. No dia 31 de outubro de 2003 apresentou seu show de estréia no Centro Cultural Elenko KVA que surpreendeu a todos por já estar totalmente identificado com seu novo estilo musical, que teve como repertório grandes sucessos de Bob Marley, Sine Calmon e UB40 além das novas músicas de sua autoria. O show foi muito elogiado por ser um trabalho inédito e tão centrado no reggae de Bob Marley, com uma forte influência de MPB e seu toque de romantismo. Seu disco que terá o nome de: ROOTS REGGAE CLASSICS VOL. 1 E OUTRAS CANÇÕES, com as participações confirmadas de RZO, Instituto e Micael "Mickey" Sene (guitarrista de Alpha Blondy), e vem chegando quase todo autoral, com exceção de uma releitura de "AZUL", canção de Djavan, seu ídolo maior, tendo treze faixas, uma delas fazendo a fusão de hip-hop com reggae, mais conhecido como "Dancehall". O disco é esperado para Abril juntamente com o projeto de um vídeo-clip para música "Alma Negra". Para saber um pouco mais sobre o cantor Edu Ribeiro, fizemos uma entrevista com ele. Veja mais detalhes sobre seus próximos projetos ! Contato: Tel: (11) 4438-0168 |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Você era vocalista da banda de forró universitário Circuladô de Fulô e em 2003 decidiu seguir carreira solo. Sentiu muitas diferenças nessa mudança ? Sempre existe uma mudança. Mas eu também gosto de desafios e essa mudança já é um desafio, porque o tempo de adaptação seria muito curto (um mês somente) para sair de um show e preparar outro totalmente diferente. A maior diferença eu senti mesmo no primeiro show: de tanto nervosismo, eu fiquei sem voz no meio do show!!! mas depois voltou... (risos) 2) A que se deveu essa opção de seguir a carreira solo e optar por um outro estilo, o reggae ? De 1993 à 1998 eu tive um grupo de rap (M.R.N.) e depois de desentendimentos, resolvi sair. Eu só ouvia rap e não tinha muito contato com outros ritmos. Mas quando descobri o reggae (primeiro Bob Marley, depois Edson Gomes) fiquei maluco!!! decidi que queria ter uma banda de reggae. A confirmação veio quando descobri uma banda chamada Nativus (hoje Natiruts) foi o som que incentivou a compor minhas músicas. Sem querer, numa bala caí no forró, e o sonho de reggae ficou adiado. Quando saí do Circuladô, todo o sonho voltou. Como já tinha sido líder de uma banda, era a hora de alçar vôos maiores, daí a carreira solo.
6) Como você está encarando a crise que a indústria fonográfica tem passado ? Sinceramente, eu acho que é a vingança do povo. O povo pagou durante anos R$ 20,00, R$ 30,00 por um CD do seu artista predileto e agora o dinheiro acabou e os preços não baixaram. E eles tem o direto de ouvir o seu artista. Quem causou tudo isso foi a própria industria. Acho que os preços devem baixar para que as pessoa posam voltar a comprar. Veja bem: você acha que as pessoas que compram CDs piratas gostam disso? acha mesmo que ela não preferem ter o CD original? elas compram piratas por falta de opção!!! ou pagam R$ 5,00 ou R$ 23,00 !!!! olha só que diferença. Até R$ 10,00 qualquer um tem no bolso, e até R$ 20,00 dão um jeito de arrumar; passou daí, só o pirata mesmo. Acho que os preços devem baixar. 7) Isto, em algum momento, tem prejudicado seu trabalho ? Acho que não vai prejudicar. Sou um homem do povo, nasci na periferia (Taboão da Serra: daí meu gosto pelo rap) sei das dificuldades e dos problemas que passam quem não tem dinheiro. Por isso, não pretendo deixar que o preço do CD avance muito. Quem compra CD de reggae hoje não tem grana também. 8) Quais seus próximos planos dentro da música ? Pretendo somente tocar esse trabalho pra frente. E levá-lo à um outro nível, evolução musical mesmo. A medida em que vamos amadurecendo musicalmente, a evolução musical vem naturalmente. Quero colocar o meu reggae nas casas de quem não costuma ouvir reggae, pessoas que achem que o meu som é diferente do que elas já ouviram em relação ao reggae. Fora mostrar um trabalho a quem já está habituado ao reggae...
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Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |