NOVOS
TALENTOS : Micheline Mayz
Música
Brasileira com um toque a mais
Cantora carioca estréia carreira
solo e resgata a MPB com uma mistura de sons inovadores
Bonita, dona de uma voz doce, de estilo inconfundível e que honra, de corpo e alma, a música brasileira. Assim é a cantora e compositora carioca Micheline Mayz, que depois de anos acompanhando e gravando com artistas de peso como Tim Maia, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alcione, está prontinha pra estrear em sua carreira solo. Seu primeiro trabalho, intitulado Samba de Pista, pela Special/Sony Music, mostra uma faceta que até então desconhecíamos dessa jovem artista. Até então Micheline fazia parte do vocal da Banda Sigilo que apresenta uma proposta de som mais pop e dançante. Agora, a bela cantora poderá mostrar a todos que sabe interpretar em grande estilo a MPB. Esse álbum de estréia de Micheline traz à tona uma cantora mais experiente, com bagagem e que sabe aonde quer chegar. Isso tudo aliado a energia e vibração, marcas registradas de Micheline. Seu primeiro trabalho traz uma combinação perfeita de samba e sons eletrônicos. Isso tudo aliado à instrumentos percussivos, improvisos de piano, samplers de disco de vinil. Sem dúvida alguma, algo diferente do que é apresentado hoje em dia pela mídia e que merece ser divulgado. Micheline está feliz em sua carreira solo e deve mostrar a todos que não a conheciam, uma performance igual ou superior aos tempos em que participou cantando em Orquestras como a Orquestra Cubra Libre, do maestro Francisco Araújo (filho de Severino Araújo da Orquestra Tabajara), A Orquestra do Maestro Cipó (que acompanhou o saudoso Tim Maia), entre outros. Vale lembra que a cantora representou a música brasileira até no exterior, onde participou do Brazilian Carnival Ball 2002, em Toronto, Canadá. Micheline Mayz está aqui no MV Portal de Cifras para contar novidades sobre seu primeiro CD, que tem lançamento oficial em 2004, num show marcado para o dia 02 de Fevereiro, às 18:00hs na Modern Sound (Copacabana). Veja toda entrevista que ela nos proporcionou! Contato: Tel: (021) 8141-3100 (Malú Medeiros) Site: http://www.michelinemayz.com.br |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Depois de atuar em várias bandas hoje você inicia sua carreira solo. Sentiu alguma diferença nessa mudança? A principal diferença é poder escolher o que cantar e principalmente interpretar todas as músicas, minhas ou de outros autores, da maneira que gosto, que sinto.
5) Seguir carreira solo já fazia parte dos seus planos ou você viu que o momento era o mais propício ? Como sou compositora, sempre tive a necessidade de colocar "prá fora" as minhas idéias musicais. Comecei o trabalho de pesquisa desse cd há três anos junto ao Luiz Antonio. Só que juntos, depois de um certo tempo, não fizemos apenas músicas ... aí ... fiquei grávida, tive o meu lindo João e agora estamos lançando nosso trabalho tão esperado, pesquisado e querido! 6) Podemos afirmar que sua participação em bandas e acompanhando artistas de renome em seus respectivos shows foi, sem dúvida, uma escola pra você ? Sim. A minha primeira experiência profissional foi como crooner de Orquestras aqui no Rio de Janeiro. Cantava todos os tipos de música (bolero, samba, salsa, jazz, bossa-nova ). Depois acompanhei artistas como Tim Maia e Geraldo Azevedo, mestres de sensibilidade e qualidade musical, Banda Sigilo (banda de cover de músicas de todas as épocas) etc... Paralelamente trabalhava em gravações de coro com o Robertinho de Recife em suas produções. Tudo isso, sem dúvida, contribuiu muito para tornar "caudulenta" ( com conteúdo) a minha carreira e traçar o meu caminho musical. 7) Fale pra gente sobre suas influências musicais. Meu pai era cantor e frequentava serestas e rodas de samba junto ao meu tio Alcir, que o acompanhava ao violão. Comecei a frequentar esses lugares com eles aos seis anos de idade. Como meu pai dizia que eu era afinada, que tinha nascido para ser cantora, começou a me ensinar várias músicas para que eu me apresentasse junto a eles nessas serestas. Eram casas de conhecidos, famílias conhecidas nossas. Noites e noites passei ao som de Cartola, Ary Barroso, Noel Rosa etc... Na época, eu cantava músicas como "Ronda", "Com que roupa", "As rosas não falam" e outras do gênero. Mais tarde, fui conhecer jazz, bossa-nova e outros estilos, pois precisava conhecê-los para ser uma boa crooner e foi nessa época que o meu amor pela música brasileira aumentou ainda mais. Vários outros compositores e intérpretes foram influências importantes para mim, pra minha formação, tais como: João Bosco, João Gilberto, Tom Jobim etc... 8) A indústria fonográfica nacional passa por um momento difícil devido à pirataria. Você já está ciente das dificuldades que poderá enfrentar pela frente nesse mercado competitivo e em crise ? Sim, estou ciente, mas a minha preocupação maior no momento é divulgar o cd, mostrar minha música, cantar prá muita gente ouvir o que foi feito com tanto carinho. Aos poucos as pessoas vão perceber que pirataria é roubo, tira empregos e o produto pirateado tem péssima qualidade sonora.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |