NOVOS
TALENTOS : Acid X
Uma
fusão sofisticada e moderna
Banda carioca levanta a bandeira do
acid jazz e mostra um som elegante e de qualidade
Levantando a bandeira do acid jazz (a balançada fusão de elementos da moderna música negra com a tradição do jazz) que esteve em voga em meados da década passada mas que não deixou representantes expressivos no país, o Acid X quer provar que há espaço para um som de classe em nossas FMs. O núcleo da banda começou a se formar em 2001, com o encontro entre a vocalista Helena Cutter e o guitarrista André Valle. O grupo iniciou o projeto com o nome Acid Beatles, que tinha a proposta de fazer releituras de músicas de Lennon & McCartney com um suingue dançante e jazz. Além da vocalitsa, formam o Acid X André Valle (guitarra), Ciro Cruz (baixo) e Kim Pereira (bateria) Depois de chamar a
atenção da crítica com alguns shows no Rio e se apresentarem na edição 2002 do
festival MADA (Música Alimento da Alma), em Natal (RN), que mescla veteranos e
independentes, a banda resolveu partir para o repertório próprio, já visando a estréia
em CD. E com muita luta e persistência o Acid Jazz chegou lá. O álbum de estréia - Uma
Geral - acaba de ser lançado pela gravadora ST2 e tem tudo pra estourar. Elementos como
as batidas eletrônicas do drum'n'bass e traços da música latina, encorporam o som
dançante e cool do Acid X.
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Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Vocês começaram esse projeto com a banda se chamando Acid Beatles. Por que realizaram a troca ? Nos reunimos no começo de 2002, para fazer um trabalho de releituras dos Beatles, a sonoridade era uma grande mistura, puxada pra o Acid Jazz, então colocamos o nome do projeto de Acid Beatles. Com o andar da carruagem, no meio do ano, começamos pensar em um trabalho autoral, então, naturalmente, tiraríamos o Beatles do nome... aí o André Valle sugeriu Acid X e ficou. 2) Explique pra gente qual é a proposta do som de vocês, onde predomina o acid jazz ? Na verdade, o acid jazz é apenas uma das influências no nosso disco, tem também resquícios do rock, influências cubanas, musica brasileira, tudo misturado.
4) No Festival NADA, em maio deste ano, vocês realizaram o primeiro show do CD novo. Como vocês se sentiram naquele momento? Muito nervosísmo!!! Era a primeira vez que a gente tocava o disco, uma platéia enorme 5.000 pessoas querendo ouvir Rock e o nosso som bem mais cool, mas foi maravilhoso, o MADA é um dos melhores festivais do Brasil, fomos muito bem recebidos , pela segunda vez, pelo Jomardo Jomas, o organizador do evento, e aprendemos bastante com essas apresentações . 5) Parece que você assina oito das 12 faixas do novo CD. Como é esse lado seu de compositora? Sempre amei escrever. Desde pequena faço crônicas, poesias. Em 2000 fiz umas letras em inglês. E agora, quando o André me mostrou a primeira melodia, me deu uma felicidade muito grande poder escrever as músicas que vou cantar. 6) Você tem uma voz bem suave que se assemelha e muito com Fernanda Porto. Você está preparada para essas comparações que poderão surgir com um tempo? Tudo que é novo, tendemos a comparar com o que já existe, é natural um ponto de referêcia. Gosto muito do trabalho da Fernanda Porto, mas em nenhum momento me serviu como influência etc... Acho que o que se assemelha mais ao trabalho dela é a sonoridade, que tb tem elementos eletrônico e o D&B. Acredito que com o tempo as pessoas vejam as diferenças mais claramente. 7) Como você está vendo a cena alternativa nesse mercado em crise e com poucas chances de mostrar um trabalho novo? Vejo um Brasil em crise de uma forma geral. O mercado fonográfico simplesmente reflete um todo. Tenho vários amigos super preparados sem emprego, correndo atrás de uma chance, assim como um artista ou banda por um espaço. Tem horas que as dificuldades desanimam sim, mas me apoio sempre na certeza de que um dia chega a hora, e se a gente corre muito atrás, dá o sangue por uma coisa. A gente chega lá, com certeza. 8) Depois do lançamento oficial do CD, quais os próximos planos da banda ? Tentando tocar nas rádios, já estamos em SP, na Energia FM, em Natal na Tropical e na Alvorada, em Juiz de Fora e querendo fazer muitos shows pelo Brasil pra mostrar nosso trabalho.
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