NOVOS
TALENTOS : Acustika
Um
rock em todas as suas fases
Banda formada por mulheres desenvolve
um projeto promissor e é a nova aposta do mercado
Um trabalho de personalidade própria com bastante maturidade adquirida ao longo dos tempos. Assim começa a história dessas 4 belas mulheres que, juntas, formam a Banda Acustika. Tayana (voz, violão e gaita), Jane Soren (violino e voz), Luciana Guessa (baixo e voz) e Claudinha Moreno (bateria e voz) estão provando porque tinham todo o apoio da saudosa Cássia Eller. Elas estão surpreendendo por onde passam, mostrando um projeto, novo, diferente e promissor. Cansadas da mesmice imposta pelos bares da vida, o grupo decidiu aproveitar a experiência adquirida ao longo dos 6 anos de um outro trabalho que desenvolvem (Elas fazem parte da Banda Pancake juntamente com a guitarrista Ana Chris) e criaram um projeto acústico, na qual os solos de guitarra são substituídos por solos de violino, culminando numa nuance mais clean do rock sem perder a sua essência. Com um trabalho bastante sólido na banda Pancake, na qual já se apresentaram em espaços como ATL Hall, Praça da Apoteose, Ball Room, Credicard Hall e abriram shows de grupos consagrados como Engenheiros do Hawai, Charles Brown Jr., Planet Hemp, essas meninas conseguiram, com êxito, desenvolver um projeto inicialmente despretencioso, num caminho surpreendente. Elas estão arrasando em suas apresentações com versões acústicas de clássicos do Rock dos anos 60, 70 e 80. Engana-se quem pensa que esse trabalho cover da Acustika vai ficar só nisso. Elas já estão em fase de pré-produção do CD que, além das regravações de clássicos do rock, que serão escolhidos através das sugestões dos fãs pelo e-mail, terá músicas próprias e de qualidade. Sem dúvida, uma mistura que vai dar o que falar no mercado musical. Depois de assistirmos a uma bela apresentação desse quarteto, iniciamos uma entrevista com a banda para falar de todo esse projeto, os próximos passos e muito mais da história da Acústika que está apenas se iniciando. Confira a entrevista, abaixo, com a vocalista Tayana! Site http://www.acustika.com.brContato: E-mail: banda@acustika.com.br |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Quando vocês notaram que a música era o caminho a ser seguido? Bom..a real é que a música já fazia parte da nossa vida desde bem pequenas....Tipo infância mesmo, sabe? Mas, a gente percebeu que seria o caminho a ser seguido mesmo, na adolescência, quando a gente montou bandas (cada uma com a sua) e passou a trabalhar mesmo com música. 2) Vocês fazem parte também da banda Pancake. Por que resolveram fazer esse projeto paralelo criando a Banda Acústika ? Bom,muito antes da Pancake existir, eu, Tayana, fazia voz e violão por aí sozinha, tipo, viola no saco mesmo, e meu repertório era tudo de rock. Naquela época, 96,97, você chegava em qualquer barzinho e via um sujeito tocando sempre aquelas mesmices do tipo: " A noite vai ser boa..." " Me leva amor..." "Ronda" "Te amo espanhola" "Yolanda" "Como nossos pais"......cara, nada contra essas músicas, mas é batata..tá em todos os bares.....Caraca, eu pensei, pô, o que será das pessoas que assim como eu, não aguentam essas músicas de dor-de-cotovelo? Desde 1983 eu toco violão. E a primeira música que minha mãe me ensinou a tocar era uma música dos Beatles chamada "All my loving" que tinha uma versão em português da galera da Jovem Guarda. Ou seja, já cresci tomando gosto pelo rock, né? Então, resolvi que ia fazer voz e violão nos barzinhos e que só tocaria ROCK. E ao começar o show, eu ainda dava a lista de músicas proibidas (risos) e descobri que o pessoal se amarrava e que realmente andava carente esse movimento de rock em bares. Existiam bandas, mas não acústicos de rock, entende? Depois , quando começamos o Pancake, descobrimos a primeira coisa em comum, que foi justamente o mesmo repertório. Aí, no meio dos ensaios , às vezes, a galera se empolgava e fazia a Jam Session, tipo, a gente começava a tocar covers e fazer versões das músicas com violino, sabe? Aí chamei a Jane(violinista) pra fazer um trabalho paralelo comigo, que se chamou Tay e Jane-Rock Acústico . E logo depois viria a banda AcustiKa, com o mesmo repertório da dupla, mas com mais vocais, mais instrumentos e mais corpo ...O que acabou virando a receita certa. E agora, a galera está super feliz, porque os dois trabalhos se completam. São bandas de rock, sendo que uma com distorção e a outra sem, ou seja, os solos de guitarra viram solos de violino.
3) Como está os preparativos pro Cd do grupo? O CD será gravado este ano por um selo independente. No CD da AcustiKa, além de músicas próprias, vão estar regravações de clássicos do rock que a própria galera já está sugerindo mandando e-mails pra banda. 5) É difícil ver hoje em dia um grupo somente formado por mulheres em ascensão. Vocês tiveram algum preconceito durante a carreira? Pra cacete! Muito mesmo. Não dá nem pra enumerar. Pra você ter uma idéia, principalmente com o Pancake , né, onde estamos há 6 anos, já ouvimos coisas ao subir no palco (antes de tocar) do tipo: Vai lavar roupa! Rebola!!! E depois que a paulera come, fica um bando de garotos olhando assustados...mais 5 minutos olhando e começam a pular, dançar, enfim, percebem que a coisa é séria. Outro tipo de preconceito é o seguinte: Bandas novas formadas apenas por homens nascem nas rádios aos montes e ao mesmo tempo. Quando se trata de voz feminina, não se lança mais de uma ao mesmo tempo. Por que? Estou falando isso com o embasamento de quem ouviu isso da própria rádio. Não pode! Cara, quando isso vai parar? Temos que esperar mais umas gerações , ou será que teremos de ter uma mulher sócia no controle nas rádios? Em pleno século XXI, isso soa como atraso. 6) Quais os maiores obstáculos enfrentaram até o momento ? No Brasil, não se investe em arte. A verdade é essa. Todos os estilos. Se investe nos bolsos dos grandes executivos. Muitos com pouco e poucos com muito. Uma prova disso é a seguinte: Você compra qualquer DVD de um show internacional, pega por exemplo de uma banda recém-lançada, nova, e o que você vê é uma puta produção. Aqui, (risos), não se chega a isso nem com 30 anos de carreira. Grandes palcos, cenários, enfim. Mas isso acontece com as artes de um modo geral. Pô, o cinema brasileiro por exemplo. Só agora neguinho está investindo mesmo. E você vê que o talento é tanto que mesmo com filmes baratos o Brasil está aparecendo muito bem na fita lá fora. Esses são os maiores obstáculos pra nós e pra todos os que fazem música no Brasil. A falta de "patrocínio". Percebe que até com os esportes é assim? E mesmo assim quantas medalhas trouxemos nesse Pan? A prima da Tayana(vocalista) Mariana Brochado (medalha de prata e bronze-natação) que o diga. País que não investe não cresce. 8) Vocês têm um trabalho bem coeso e de bastante qualidade. Qual o segredo para essa perfeito equilíbrio entre o grupo ? Em primeiro lugar, obrigada pelo elogio. Bom, acho que a sintonia que rola vem de anos. A gente gosta de rock, está junta por causa disso, e tocando junto a gente continua crescendo, aprendendo e amadurecendo. Essa é a parte mais legal de se ter uma banda. Todas opinam sobre o repertório, todas já sabem o que devem fazer instintivamente nas músicas, e , além disso, todas estudam seus instrumentos e estão sempre querendo crescer. 9) Qual a proposta do som desenvolvido por vocês ? A proposta é fazer rock em todas as suas fases e numa nuance mais clean, já que o violino vem substituir os solos de guitarra . A idéia é agradar a gregos e troaianos. Ao vovô e ao netinho. Mas nunca deixar de ser uma banda de rock. 7) Conte pra gente sobre os próximos planos da banda. Bom, como já falamos acima, estamos decidindo com a ajuda do público as músicas do CD que será gravado este ano. Além de estarmos em paralelo com o desenvovimento do disco autoral do Pancake. Além disso temos planos de viajar e fazer muitos shows até o fim do ano.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |