NOVOS
TALENTOS : Super8
A
união faz a força
Apesar dos obstáculos impostos pelo
mercado, banda paulistana conquista cena independente
O Super 8 é o exemplo concreto de que é preciso acreditar naquilo que gosta para chegar a um lugar de destaque. Formado em São Paulo, a banda de pop/rock não tem medido esforços para mostrar o devido valor ao mercado. Mesmo com o país atravessando uma crise na indústria fonográfica, o grupo vem conquistando um espaço importante a cada dia e sem dúvida alguma, é uma das bandas que, se bem divulgada, tem tudo pra estourar de vez. Apesar dos obstáculos, o Super8 conseguiu fixar seu nome no cenário independente, tocando em casas noturnas todas as semanas e ganhando um público cada vez maior. Só pra lembrar, dois fã-clubes foram organizados, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. Isso sem a ajuda de nenhum tipo de divulgação a não ser a internet. No site oficial, há a possibilidade de se ouvir 30 segundos de cada música do CD demo, o que já é algo ótimo para quem não conhece o trabalho da banda. A próxima empreitada do Super8 é finalizar a masterização do primeiro CD demo, que contém 8 músicas mixadas no Midas Studios, do empresário e produtor Rick Bonadio que revelou a banda Rouge. Com um repertório de mais de 30 músicas próprias, o elemento forte do Super8 é a criatividade. A capacidade de seus integrantes de arranjar suas próprias músicas é incrível, acrescentando instrumentos dos mais variados nas mais diferentes faixas de seu CD Demo. O Super8 é formado por: Alex Tamulis (voz, violão, arranjos e produção); Marcelo Bohrer (guitarras, b. vocais, violões, teclados, programações, arranjos, produções e mixagens); Cris Colela (baixo, b. vocais e arranjos); Guilherme Aguiar (bateria e b. vocais). A banda já, inclusive, abriu o show, que o Kid Abelha fez em Mogi das Cruzes e foi bastante elogiado tocando mais de 10 músicas, inclusive próprias. Demos uma chance para o Super 8 mostrar um pouco mais sobre o que tem a acrescentar para nossa música. Saiba mais sobre eles, lendo a entrevista abaixo ! Site Oficial: |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Como está essa caminhada para a banda ingressar definitivamente no mercado fonográfico nacional? Estamos batalhando muito, tentando agendar shows em casas noturnas da cidade, gravar nossas músicas próprias, e sair por aí mostrando nosso trabalho para todo mundo. Já conseguimos enviar nossa demo pra bastante gente. Mandamos uma demo pro Álvaro Alencar, que é produtor do Detonautas, mas ele acabou não ouvindo. O grande problema é que são milhares de demos enviadas pras gravadoras e produtores. Estamos tentando encontrar um investidor no momento, um empresário que acredite no nosso potencial e que possa contribuir com o projeto em busca de reconhecimento. 2) Parece que vocês já tem um Cd. Fale pra gente um pouco sobre este trabalho. Esse nosso CD demo tem só 8 músicas porque faltou verba para colocar mais. Nós temos um repertório com mais de 30 músicas próprias. A banda é bem rigorosa na escolha das músicas que vão fazer parte do show ou do CD. Nesse caso, fizemos uma seleção de modo que o álbum ficasse bem heterogêneo, mas ao mesmo tempo seguindo uma linha conceitual.
5) Quais os obstáculos vocês vem enfrentando pra atingirem o reconhecimento? Acho que os mesmos que todos enfrentam. Não somos filhos de artistas famosos, nem de pessoas do meio. Isso, hoje em dia, é um fator agravante, vendo tantos artistas sendo lançados por serem filhos de pessoas já consagradas. A falta de oportunidade no rádio também é outro fator. Ultimamente, as grandes rádios só trabalham com as gravadoras e não cedem espaço para os trabalhos independentes. Já fomos às rádios, mas essa foi a resposta que obtivemos. Estamos pensando em fazer todo o projeto independente, já que o mercado se encontra em crise. Ainda resta esperança, porque confiamos muito no nosso trabalho, nossas músicas têm total capacidade de entrar na programação de uma rádio. Vamos buscar por reconhecimento sempre. 6) Fale pra gente um pouco sobre o som que vocês levam Acho que temos grande influência do pop/rock dos anos 90, daquele college rock dos EUA que gerou bandas como Counting Crows, Matchbox 20, Goo Goo Dolls, entre outras. Temos também influências de hard rock, como Van Halen, e de folk rock, como Tracy Chapman. Por isso é tão difícil colocar a banda numa categoria específica. 7) Na opinião do grupo, o que está faltando para as grandes gravadoras descobrirem novos talentos como vocês por exemplo? O que falta é dinheiro, as gravadoras não estão investindo em novas bandas por causa da pirataria. Isso roubou uma grande parte do mercado. As bandas não têm dependido somente de gravadoras no momento, há a possibilidade de se criar um selo próprio e contratar a gravadora apenas para distribuir o trabalho no país inteiro. Os grandes artistas deveriam se desvencilhar das gravadoras, deixando espaço e verba para novos artistas, já que os consagrados podem seguir o caminho com maior facilidade, por já terem seu nome conhecido. 8) Quais os próximos passos do grupo? Como eu disse anteriormente, vamos continuar batalhando pra obter sucesso, porque há muitos exemplos de bandas que só fizeram sucesso depois de muitas tentativas. Queremos começar a tocar em casas mais badaladas, com grande público. É necessário também continuar buscando contatos, para ver se é possível começar a fazer alguma coisa de concreto.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |