NOVOS
TALENTOS : Fernanda Fróes
Um
show de carisma e originalidade
Grande promessa da música, cantora
paulistana encanta o público com seu trabalho
Vinda de uma família de músicos, Fernanda Fróes começou a se interessar pelos seus primeiros acordes ainda criança. Ela iniciou com o violão, mas foi no contra-baixo que encontrou sua verdadeira paixão. Fernanda foi crescendo, crescendo e começou a cair na estrada depois de montar duas bandas de Blues e Música Pop. A partir daí, não parou mais. Participou de festivais em São Paulo, Rio e Minas e trabalhou produzindo shows para outras bandas e artistas. Para a melhoria de sua carreira, em 1993, a cantora mudou-se para Los Angeles, Califórnia, onde se profissionalizou e tocou ao lado de músicos latinos, brasileiros e norte-americanos, em casas noturnas e clubes californianos. Estudou em Hollywood e Santa Monica, além de ter aulas com o baixista Alphonso Johnson, do grupo Weather Report. Para coroar todo esse esforço, Fernanda gravou e co-produziu o seu primeiro CD, O SEU DOM , lançado em 1997 pela Gravadora Eldorado, em um show para 1.800 pessoas no Tom Brasil, em São Paulo . A partir daí, a cantora foi realizando uma temporada de shows em várias cidades e atualizando cada vez mais seu repertório com bastante soul music. Várias casas noturnas e teatros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal e região Nordeste foram brindados com a apresentação deste novo talento da música. Fernanda Fróes está preparado o seu novo trabalho, com previsão de ser lançado no ano 2003. Enquanto isso, a cantora mostra pelo Brasil a fora sua bela veia artística. Estivemos presentes com ela, que gentilmente, nos concedeu uma completa entrevista. Confira, abaixo, muito mais sobre esta linda cantora. |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
2) Você é considerada um dos nomes mais promissores da nova geração de artistas brasileiros. Qual sentimento em relação a isso? O sentimento que tenho em relação a isso é a mais pura sensação de "justiça seja feita!"... Eu trabalhei muito na produção do meu primeiro CD e, a partir daí, trabalhei mais ainda com a produção dos shows, com o comando da equipe dentro e fora de São Paulo e, enfim, com tudo o que envolve o gerenciamento de uma carreira no showbusiness. Então, nada mais justo que todo esse esforço seja reconhecido. 2) Em 1993 você mudou-se para Los Angeles onde tocou ao lado de músicos estrangeiros. Você acredita que essa experiência foi preponderante para você adquirir mais bagagem? Sem dúvida nenhuma. Essa experiência foi e tem sido vital para mim. Além disso, eu criei elos de amizade e de parcerias musicais que mantenho até hoje. Sempre que posso, estou em Los Angeles, me reciclando e buscando idéias e sons.
5) Você já tem um Cd na carreira e prepara o proximo. Fale pra nós sobre esse primeiro e único Cd. Esse primeiro CD foi o início de um longo caminho para mim. Eu não tinha alcançado a minha maturidade musical e nem tinha definido qual estilo eu iria seguir. Então, juntei as minhas idéias, na época, escolhi os músicos que eu queria para gravar, chamei o Bocato para fazer os arranjos de metais e pronto! Gravei um pouco de tudo o que gostava: Blues, Bossa-Nova, Samba de Breque, Rock'n'Roll, Pop Funk e até uma Salsa. Foram doze músicas. Oito delas compostas por mim. Foi super válido: aprendi como se faz um disco e, a partir daí, eu pude descobrir o que realmente tinha a ver comigo; isto é, com esse trabalho, eu pude realmente conhecer a Fernanda Fróes e saber como lidar com ela daí em diante. 6) E esse segundo como será? Este segundo CD está demorando um pouco para sair, porque eu precisei de tempo para fazê-lo com calma. Após três anos de trabalho muito intenso com a divulgação do primeiro disco, eu resolvi me dar férias e fui me dedicar à pratica de esportes radicais (montanhismo e rapel), em 2001. Passado este recesso, eu resolvi voltar a estudar pra valer. Voltei a estudar teoria musical, contrabaixo e até regência. Eu mergulhei fundo no universo da Música para poder produzir um disco muito bem elaborado e que possa refletir aquilo que eu sou hoje, musicalmente falando. Posso dizer que já defini qual estilo seguir e sei exatamente como fazer daqui por diante. Estou definindo quem será o produtor musical e qual será gravadora. Tenho recebido propostas bem interessantes (e outras, nem tanto) para analisar. O que posso adiantar é que o disco terá uma sonoridade bem brasileira, com muito suíngue. Terá composições assinadas por mim; uma parceria minha com o Bukasa, que é um compositor daqui de São Paulo; uma composição do carioca Zé Ricardo, que é um músico que eu admiro basdtante; duas ou três músicas do Randal J.M., que é um compositor de São Caetano, SP; uma versão para uma canção do Lenny Kravitz e, por fim, duas regravações: uma do Lulu Santos e a outra do Herbert Viana. 3) Quais os principais obstáculos que você vem enfrentando para atingir o reconhecimento de seu trabalho na grande mídia? Meu primeiro disco foi lançado pela Gravadora Eldorado, de São Paulo, que é uma gravadora pequena, apesar de tradicional. As músicas foram veiculadas pela Rádio Eldorado FM e por mais outras rádios de M.P.B. espalhadas pelo país. Só que essas rádios que tocam M.P.B., Blues e afins, são a grande minoria e não têm força para competir com as grandes rádios populares, de programação via satélite, que são ouvidas pelas multidões. Acredito que esse tenha sido o principal obstáculo. 8) Como você vê o mercado atual de novos talentos e as dificuldades que eles vem enfrentando pra mostrar seus respectivos trabalhos? Hoje, existe mais facilidade para se gravar um disco, pois há centenas de estúdios, de todos os preços; há mais opção de gravadoras e selos, maior viabilidade para divulgar um trabalho e mais espaços para tocar. Em contrapartida, o mercado musical está saturado. A competição é muito maior. Tem muita gente brigando pelo mesmo espaço. Pior que vestibular! Existe muito artista de talento aqui no Brasil; o grande problema é que não existem tantas oportunidades e o monopólio da mídia está nas mãos das grandes gravadoras, que têm o poder e o dinheiro para colocar uma música na trilha sonora da novela tal e, com isso, fazer essa música tocar nas grandes rádios e, por aí a fora. 9) Quais seus proximos projetos dentro da música depois, claro, da produção de seu segundo CD? Bom, depois da produção do meu próximo CD, eu quero cair na estrada, novamente. Tenho que fazer a estratégia da divulgação do disco e da veiculação das músicas. Depois disso, o negócio é fazer muitos shows para atingir o maior número de pessoas. E, na verdade, é disso que eu gosto: tocar e estar em contato com o público.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |