NOVOS
TALENTOS : Denise Krammer
Uma
revelação como cantora
Denise Krammer é a mais nova
sensação de Campo Grande (MS) e quer provar sua versatilidade
Campo Grande (MS) é conhecida como o berço fértil de excelentes músicos e artistas. De lá, surgem ano a ano muitos jovens talentos que se revelam rapidamente no mercado. E dentre esses artistas que estão aparecendo, uma em especial tem destaque merecido. Estamos falando da bonita e talentosa Denise Krammer. Reconhecida em 1994 quando foi aclamada Cantora Revelação do Festival Universitário da Canção da UFMS, título este reconhecido pela Ordem dos Músicos do Brasil, Denise está se empenhando cada vez mais para mostrar a que veio. Atualmente a cantora está em fase de divulgação de seu primeiro Cd independente intitulado Do Nada. No álbum, Denise mostra todo seu talento e técnica vocal. Com produção de Lincoln de Oliveira, o repertório apresenta músicas da própria DENISE, juntamente com Renato Teixeira, Renato Piau, Sérgio Natureza, Geraldo Espíndola, Euclides Amaral, Rubens Cardoso, Zé Geral, Roberto Maranhão, Paulo Simões, Guilherme Rondon, Rodrigo Teixeira, Denise Dalfarra e Lincoln de Oliveira. Destaque para os arranjos de Toninho Porto, Chico Gomes e Lincoln de Oliveira e para os arranjos vocais de Toninho Porto. Denise atualmente está se apresentando em bares, eventos, festivais na capital e em outras cidades, dentro e fora do Estado. Isso sem falar nos planos que a cantora está fazendo para os próximos meses, onde pretende a a firmação de seu trabalho a nivel nacional. Estivemos conversando com Denise Krammer e realizamos uma entrevista com essa jovem talento que pede passagem para mostrar todo seu valor. Confira ! Contato: Tel: (67) 9984-3905 Site: http://www.denisekrammer.com.br E-mail: denisekrammer@uol.com.br |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
3) Fale pra gente sobre seu primeiro Cd, independente, intitulado Do Nada. Do Nada porque o cd nasceu assim, do nada. Eu e meu guitarrista, sentados a beira do rio formoso em Bonito - MS, durante um carnaval que estávamos tocando. Conversas a esmo e de repente surgiu a idéia de um cd solo. Eu fazia parte da Banda Sol, naquela época, mas a banda não tinha condições de gravar seu próprio cd. E conversa vai, conversa vem, um mês depois dessa especulação, eu já tava dentro do estúdio, gravando com Chico Gomes (Santos - SP), Renato Piau (Rio de Janeiro - RJ), ligando pro Renato Teixeira (Belo Horizonte - MG) pra pedir autorização pra gravar sua música. Foi um cd que demorou praticamente um ano pra ser gravado. Um pouco por culpa minha, exigências. Outro pouco por falta de verba. Acabava o dinheiro, parava tudo. Entrava dinheiro, recomeçava. Demorou mas valeu a pena, com certeza. É um cd que tem um pouco de tudo, que mostra a minha versatilidade, o meu fascínio por vocais, muito bem elaborados por Toninho Porto. Foi realmente a minha criança, concebido e gerado com muito amor. 4) Atualmente, como anda sua agenda? Tenho feito show-bar todas as quintas-feiras no Café Mostarda, em Campo Grande - MS e muitas festas e eventos particulares, além de outros bares eventuais. Não tenho saído muito da capital por estar cursando Música na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que é noturno e ocupa praticamente todas as minhas noites. Mas musicista que é musicista não pára de tocar nunca e sempre dá um jeitinho de continuar na noite. Tenho feito divulgação do cd junto a gravadoras no eixo Rio-São Paulo, mas até agora não recebi nenhuma notícia. Estou aberta a convites para todo o Brasil (até exterior, se for o caso). 5) Depois de fazer sucesso em Campo Grande (MS), qual seu próximo objetivo dentro da carreira? Acho que o objetivo maior de todo músico é realmente poder mostrar seu trabalho ao maior número de pessoas possível. Infelizmente, aqui no Brasil, santo de casa não faz milagre, por isso as pessoas sempre procuram sair das suas cidades, ir para os grandes centros e depois até voltam. Os bares da vida, como diria Milton, são a minha grande escola, juntamente com a universidade de música. Mas eu não pretendo ser cantora de bar a vida inteira nao. Meu tio que diz que a oportunidade é um cavalo arriado que passa na porta da sua casa só uma vez. Se você não montar, vem outro e monta. Hoje eu tenho consciência de que estou na minha plenitude musical, madura, consciente do que devo ou não fazer, do que posso ou não fazer e como fazer. O que ainda me falta é apenas uma oportunidade. 6) Você já atuou durante 2 anos numa banda. Alguma coisa que você tenha aprendido nesta fase que você utiliza hoje em dia em carreira solo? Com certeza. A Banda Sol foi meu primeiro contato com público direto, foi o meu desabrochar para a interpretação. Foi ali, junto com eles, que eu aprendi como lidar com uma platéia, como me portar em cima do palco. Eu era bem deficiente nessa área, por ser muito tímida. Já melhorei bastante, graças, sem sombra de dúvida, à Banda sol. 7) Quais os principais obstáculos que vem tendo pra se firmar na carreira a nivel nacional? Oportunidade. Como eu disse, não é fácil você aparecer pra um diretor de uma gravadora e dizer: ei, eu sou cantora, você não quer me contratar? Isso não funciona assim. Ainda mais pra quem não mora em Sao Paulo nem Rio de Janeiro, como eu. Estou tentando essa divulgação por meio de pessoas que tem uma certa influencia no meio artistico, junto a essas pessoas que "decidem" quem faz sucesso ou nao, hoje em dia. Mas isso demora e depende muito de outras pessoas. Ter talento só, nao basta. Tem que se ter também muita fé e muita sorte. 8) Você já pensou em desistir alguma vez de ser cantora pelas dificuldades que surgem na vida de qualquer iniciante? A cada TPM (risos). Brincadeira. Mas sim, várias vezes. Inclusive já parei de cantar por dois anos. E foi a época mais triste da minha vida. Eu havia me desiludido com bandas, com a música, já estava acreditando que isso nao era pra mim mesmo e pronto. Mas como a gente não pode negar suas raízes, a música vive dentro de mim. E querendo ou não, eu tenho que colocar isso pra fora, ou não serei feliz. Tudo o que eu busco nessa vida é ser feliz. E eu sou feliz quando canto. 9) Conte pra gente quais suas influências musicais. Durante a infância, eu escutei de tudo. Desde musicais infantis como balão mágico, trem da alegria, até Roberto Carlos, música francesa, música instrumental (coisas que minha mãe adorava escutar), até rock brasileiro e americano. Mas me decidi por MPB. Adoro música brasileira, acho de uma riqueza grandiosa. E agora estou descobrindo exatamente isso, nas minhas aulas de música. Dessa época, quem mais me chamou a atenção foi Gal Costa, um ícone na minha vida, o meu ídolo. Como minha mãe não gostava muito de bossa-nova, eu só escutava o que eu comprava. Mas nessa época conheci Ivan Lins, Almir Sater, Lucinha Lins (que também marcou muito minha vida), Elis, Mercedez Sosa, Milton, Caetano, Gil, Luiz Gonzaga, Gonzaguinha. Hoje tenho meus preferidos: Djavan, Marisa Monte, Adriana Calcanhotto, Ana Carolina, Rita Ribeiro, Chico César, Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Lenine. E todos, cada um a seu modo, me influenciaram ou me influenciam até hoje.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |