NOVOS
TALENTOS : Thaís Fraga
Os
anos dourados estão de volta
Jovem cantora carioca se revela para
a música através do Jazz e Bossa Nova
Essa carioca já tinha desde berço contato com a música. Seu avô, seus pais e seus tios promoviam, regularmente, reuniões musicais com os grandes instrumentistas do choro. Ela foi crescendo, crescendo e hoje é considerada pelos críticos musicais e por alguns intérpretes de nome como uma das maiores revelações vocais desta década. Estamos falando de Thaís Fraga que tem como principal característica procurar servir à música. O currículo desta cantora, que tem fascínio pelo jazz e bossa nova é bem rico e detalhado. Com formação musical pelo Conservatório Brasileiro de Música, tocou piano durante muitos anos e também arrisca-se a dedilhar o violão. Estudou canto e participou de festivais como o Festival da Canção Francesa, tendo, a partir daí, intensificado sua proximidade com o meio musical, ora atuando como cantora, ora produzindo inúmeros shows de música instrumental. Atuou também em algumas gravações, como backing vocal, na produção de discos e jingles do estúdio de Roberto Menescal, ao lado de noms consagrados como Almir Chediak, Marcelo Mansur (Memê) e Carlos Lyra, pela Niterói Discos, no MG Studio e no último disco de Tito Madi. Thaís dedicou-se à pesquisa do Jazz do Blues e da música americana, desenvolvendo um estilo onde procura conciliar a técnica vocal das grandes cantoras americanas com as possibilidades rítmicas da música brasileira. Produziu o show Aqui Jazz, com pleno êxito de crítica e público, num trabalho calcado nas raízes da música americana, com grandes compositores das décadas de 30 e 40 e atualmente produz o show Bossa 'n Jazz, tendo sido conclamada pela crítica especializada como os senhores: Nelson Tolipan, Roberto Moura, José Domingos Raffaeli, Antonio Carlos Miguel, Ricardo Cravo Albin e o escritor Ruy Castro. Para provar que essa jovem cantora estava no caminho certo, acabou participou como convidada especial do trabalho de João Donato, Durval Ferreira e Osmar Milito, compositores consagrados internacionalmente no movimento da Bossa Nova, bem como o compositor e violonista Nonato Buzar e ainda desenvolveu uma pesquisa dos anos 50 da música brasileira com o compositor Tito Madi, transformada no show " Rio Anos 50: nas vozes de Tito Madi e Thaís Fraga. Mas a história e vida de Thaís Fraga não parou por aí. Depois disso ela realizou a produção musical de um especial para a TV Holandesa, sobre música brasileira, bossa nova e Tom Jobim e ainda teve tempo para comandar o programa Discomania, toda 2ª feira às 22:00hs, na Rádio MEC-AM, onde convidava um ilustre representante da MPB para apresentar seus trabalhos em CD, atingindo, por vezes, a segunda maior audiência da emissora, nesse horário. Thais Fraga aparece aqui no MV Portal de Cifras para contar um pouco mais sobre sua carreira, planos profissionais para o futuro, shows, características próprias e muito mais. Confira abaixo, na íntegra, essa entrevista que ela nos concedeu gentilmente. Contato: Tel/Fax: (21)2239.8357 Site: http://www.thaisfraga.com E-mail: thaisfraga@hotmail.com |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
1) Como esse fascínio pelo Jazz e pela bossa nova começou em sua vida? Bem, A música sempre esteve presente na minha vida. Tive formação erudita, inicialmente com os estudos de piano e uma forte influência de compositores eruditos brasileiros como, por exemplo, Ernesto Nazareth, além de frequentar regularmente, desde o berço, as rodas de choro promovidas pelo meu avô, que tocava 4 instrumentos, piano, bandolim, cavaquinho e violão e reunia os melhores chorões do Rio em sua casa. Eu cresci respirando tudo isso, quando não se dava muito valor a esse gêenero muisical a não ser nos guetos específicos. A partir daí, portanto, os meus critérios estéticos não eram muito convencionais, o que me permitiu uma grande abertura para experimentações, como o jazz, que a partir da minha convivência com o meio acadêmico universitário tornou-se quase trivial. A bossa nova é uma consequência de tudo isso, como uma síntese, misturando todos esses elementos, que resultaramm no meu amadurecimento como intérprete, me permitindo uma visão mais solta. Além de que, no final dos anos 60, anos 70 e início dos 80, convivia com os meus primos mais velhos que também tocavam violão, amadoristicamente e sempre se reuniam para ouvir os lançamentos do Chico Buarque, Paulinho da Viola, Edu Lobo, entre tantos outros sucessores do movimento da bossa nova.
4)Qual é a sensação de dividir o palco com ilustres cantores como João Donato, Tito Madi, Durval Ferreira, Nonato Buzar e Osmar Milito? É sempre uma grande experiência. Não é a toa que essas pessoas se destacaram muitas vezes. Alguns deles chegam a beira da genialidade e, apesar disso, me sinto completamente a vontade e com gosto de querer mais na companhia desses grandes compositores, músicos e intérpretes. E sempre saio com a impressão de que é recíproco. 5)Qual a principal meta que você acredita que ainda não alcançou dentro da música? São inúmeras... Para começar, ainda não gravei. Isso é um nítido reflexo da atual situação da indústria fonográfica brasileira. Tenho feito shows em praças públicas e em inúmeras situações onde não só o público das classes mais privilegiadas como o povão, propriamente dito, aprova, assimila, interage com o meu trabalho. Só eles não conseguem enxergar. Aí eu pergunto: Qual é a lógica desses executivos de gravadoras? Não será essa uma das razões de estarem numa crise sem precedentes?! 6) Fale pra pra gente sobre o projeto "Rio Anos 50" que resultou num show dirigido por você e Tito Madi? Isso foi uma concepção produzida e dirigida por mim, a partir de uma pesquisa que fiz sobre os anos 50 da música brasileira, onde chamei o Tito para interpretar as suas próprias composições e eu interpretava Johnny Alf, Maysa, Antônio Maria, Dolores Duran, Lúcio Alves e, o meu preferido, Dick Farney. Fizemos alguns shows para prefeitura e em teatros, aqui no Rio de Janeiro. Taí, um excelente material que deveria ser registrado em cd. 7) Como está a receptividade do público com seu trabalho nos shows que desenvolve? Sempre muito boa. Como já falei, anteriormente, o grande mérito de um trabalho não estigmatizado e consistente é atingir, verdadeiramente, o coração das pessoas, de a a z, em núcleos diferenciados. Isso para mim é a minha maior realização! Não digo que é um desafio, pois isso acontece com a maior facilidade e espontaneidade, felizmente. 8) Qual caracteristica mais marcante de Thais Fraga? Acho que é procurar servir à música. Certa vez, ao me assistir numa participação especial, num show de Don Burrow, um saxofonista australiano fenomenal, que fez um show aqui no Rio, o João Donato, que também acabou dando uma canja espetacular, me falou quase monosilábicamente: - É, Thaís, é isso aí, a música não tem muito mistéiro, ou se tem o que dizer ou não se diz nada...
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |