NOVOS
TALENTOS : Rodrigo Alves
Valorizando
a música instrumental
Guitarrista de Santos mostra todo seu
talento e busca a valorização do gênero
Para quem acreditava que o rock instrumental era algo inexistente no Brasil, vai deixar de lado esta opinião após conhecer o guitarrista Rodrigo Alves. Colocando toda sua sólida formação musical a serviço da arte, Rodrigo, desde cedo, já tinha seu trabalho bastante reconhecido pela mídia especializada. Apesar de ter tido a oportunidade de tocar e gravar com diferentes bandas e artistas, a busca por um som próprio sempre esteve presente no trabalho desse músico santista. Mesmo com as muitas dificuldades que rondam a carreira de qualquer artista iniciante, principalmente quando se refere à música instrumental, Rodrigo Alves acredita que possa reverter essa situação com todo o trabalho que está realizando. E por falar em trabalho, Rodrigo iniciou a carreira na banda de metal Warkings, no final da década de oitenta. L0ogo em seguida, entre os anos 86 e 87, um fato marcante ocorreu em sua carreira, que faz recordar até hoje com bastante emoção. Só pra ter idéia, o guitarrista serviu a turnê da banda Viper, como guitarrista convidados em shows que passaram pelo Brasil inteiro. Com o passar do tempo, o músico ainda conseguiu trabalhar novamente com o Warkings, e também em bandas desconhecidas como Merlin (rock progressivo), Blasfêmia (rock), Conexão Midi (dance music) e alguns pequenos projetos. A partir daí, seu sonho de se consagrar numa carreira solo começou a se tornar realidade com a produção de seu primeiro trabalho, intitulado Suddenly em 1997. O primeiro disco solo do rapaz foi gravado no Creative Studio em São Paulo e lançado em 98 em forma independente. O CD mostra uma coleção eclética de temas instrumentais, mais uma vez muito bem recebido pela imprensa, devido aos grandiosos solos, belas melodias e climas variados entre o mais cadenciado e o mais "rock". As músicas Hello Big World (conta com participação de Rafael Bittencourt - Angra em um solo) e The Clown, por exemplo, mostram bem o lado rock. O lado mais cadenciado fica por conta das boas baladas em destaque: Friends But Friends, All of Me e Suddenly. O carro-chefe do álbum é a única "cantada", Another Night Gets Longer, uma balada na voz de Christopher Clark (ex- Warkings) e 'backing vocals' por conta de Eduardo Falaschi e André Matos. Uma música bastante destacada, especialmente por unir os 2 vocalistas do Angra. A produção perfeita do disco também conta com outros músicas de renome, como Leck Filho (teclado, já tocou com o Angra) e os guitarristas Mozar Costa, Getúlio Paiva Jr., Fernando Rebello, Alexandre Blanc e Miguel Mega. Atualmente Rodrigo já está despontando com outro trabalho, intitulado Retratos. Trata-se de um álbum, na qual o guitarrista santista faz uma valorização da música instrumental baseada em jazz suave, MPB e pop. Diferente do álbum anterior, Suddenly, que apresentava uma variedade dos sons, Retratos poussui uma unidade maior entre as faixas. E para falar sobre este CD e tudo sobre sua carreira, fizemos uma entrevista com Rodrigo Alves. Fique por dentro de muito mais coisas sobre esse extraordinário guitarrista. Site: http://www.rodrigoalves.com Contato: rodrigo@rodrigoalves.com |
Marcus Vinicius Jacobson
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Reportagem
3) Você já teve a oportunidade de tocar como guitarrista convidado ao lado do Víper, uma banda histórica. Relate pra gente esse momento que deve ter sido marcante em sua carreira. Foi marcante sim...Eu era uma grande fã, não esperava receber o convite. Eu era muito novo, tinha 15 anos, a idade média deles também, na época. Para mim foi um sonho, fiz 3 shows: um em Santos, outro em São Paulo, e um no Rio de Janeiro. O vocalista deles na época, André Matos (ex-Angra e atual Shaman) fez uma participação no meu primeiro CD, na faixa Another Night Gets Longer. Até hoje colho frutos desta minha experiência com eles, porque fãs do Viper pesquisam na Internet e acabam me encontrando, e mesmo com meu som atual sendo totalmente diferente e sem nada em comum com heavy-metal, algumas pessoas gostam, e meu público vai aumentando. 4) Como foi a aceitação do Suddenly, o seu primeiro álbum solo, tanto pela mídia como pelo fãs? Foi e tem sido boa, graças à Deus. Revistas, jornais e websites nacionais e internacionais fizeram críticas bem positivas. Quanto à fãs...hhmm...acho que esta parte da pergunta em si já é um elogio...obrigado (risos). Falando sério, eu tenho contato com pessoas que tem conhecido meu trabalho nestes anos todos, e o feedback é sempre o melhor possível. Alguns me cobram o fato de não ter feito nenhum show até hoje, e o fazem com razão...Mas estou ensaiando e em breve estarei tocando por aí...se Deus quiser. 5) Fale mais gente sobre seu mais recente álbum, intitulado "Retratos". Retratos é meu segundo CD. Assim como o primeiro, está sendo lançado de forma independente. Mas as semelhanças param aí. Neste disco fiz um trabalho mais homogêneo, mais atual, com minhas influências atuais: MPB, Smooth Jazz e New Age, basicamente. Foi praticamente todo gravado em meu próprio estúdio, o R.A. Studio, aqui em Santos/SP. Também fiz a parte gráfica. Particularmente e sem falsa modéstia, fiquei bastante satisfeito. Aprendi com os erros do primeiro. 6) Nesse segundo álbum podemos notar que você deixou um pouco de lado o rock progressivo, que até então estava com maior presença no primeiro Cd, para investir mais em música brasileira. O que levou você a optar por essa mudança? Foi natural. Suddenly, meu primeiro trabalho, traz músicas compostas num período de 7 anos (de 1990 à 1996), ou seja, tem coisas da minha fase rock (All Of Me, Hello Big World), da fase progressivo(The Clown), da fase jazz (Occasional Swinger)... Já Retratos é um registro atual, foi todo escrito em 2000/2001, com pequenas exceções de trechos de coisas antigas que puderam ser re-aproveitadas. Eu quis de qualquer forma fazer um disco diferente do primeiro...acho que consegui. 7) Quais seus próximos projetos dentro da carreira? Pretendo continuar com o trabalho no meu estúdio, e com meu trabalho solo paralelamente, de forma independente. Uma ambição seria ter meu próprio selo/editora e conseguir uma parceria com uma grande distribuidora. Também pretendo dar mais ênfase e tempo para shows, pois como falei, estou um pouco atrasado com isso... 8) Quais os principais obstáculos que vêm enfrentando pra atingir o reconhecimento a nivel nacional? A indústria fonográfica e a mídia em geral não dão muita escolha ao grande público, e como o Brasil é um pais que não possui elites (só 2%, segundo pesquisas), fica difícil entrar no mercado, e consequentemente fica difícil chegar no público, ainda mais quando se faz música instrumental. Além disto, hoje as gravadoras arriscam menos. E a competividade hoje em dia é gigantesca, destrutiva até. Mas o mercado independente vem crescendo, confio nisto, até mesmo porque a grande mídia não constitue nem 50% do que é o universo musical Brasileiro, e tem gente de todo tipo, em todo lugar, fazendo excelentes trabalhos, mesmo sem a ajuda da mídia, e ainda assim conquistando seu lugar e público. 9) Alguma vez passou pela sua cabeça deixar de tocar música instrumental devido ao fato da grande mídia não divulgar esse gênero? De forma alguma...absolutamente não. Fazer música de qualidade, com honestidade e integridade artística é minha única meta. E sempre será assim, independente da realidade do nosso mercado.
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| ATENÇÃO |
Chegou seu momento de aparecer na Internet ! Queremos entrevistar GRUPOS ou ARTISTAS SOLO de qualquer estilo e que estejam prestes a lançar um CD ou já despontando no mercado musical para uma maior divulgação! |