C
apítulo 13: TOM,CAMPO HARMÔNICO E PROGRESSÕES
Neste capítulo abordaremos sobre um assunto muito procurado pelas pessoas
que tocam guitarra e também outros instrumentos: Como tirar uma música que ouviu, seja
por cifras, seja por TAB?
Recebo infinitos e-mail perguntando como
tirar músicas, como achar o Tom delas, o que é o Tom e como reconhecer o Tom tocando ou
lendo partituras/cifras/TAB.
É bom deixar claro que essas dicas foram
passadas por meu antigo professor e que os tempos mudam e as vezes já existam novas
técnicas para esse assunto. Você que nunca viu esse assunto, vai ter bastante
dificuldade em entender este capítulo, mas como estamos chegando ao final do Mini-curso,
o usuário terá muito tempo pra chegar a uma conclusão dessa abordagem.
Quando falamos em TOM, temos que entender
o seguinte: existe uma nota, a TÔNICA, que "rege" tudo o que fazemos durante
aquela música. Os solos, o clima, os acordes, tudo gira em torno do TOM dado por esta
nota tônica. Por isso é tão importante saber qual o Tom - daí podemos começar com
mais facilidade o trabalho de compor ou tirar uma música. Vamos trabalhar em cima do tom
C inicialmente.
Obviamente, não estaremos utilizando
sempre C (dó maior) em todas as músicas; logo, teremos que enfrentar alguns acidentes
(sustenidos-# e bemóis-b) -> lembram-se que somente a escala de C (dó maior) é
isenta de acidentes?
Portanto, quando estamos escrevendo
música em um pentagrama (ou pauta), temos que seguir uma regra pré-estabelecida na
Teoria musical, onde foi definido uma ordem para que estes sinais fossem inseridos: eles
ficam ao lado da clave (que é o símbolo que define uma nota chave na pauta - sol, fá,
dó...), numa sequência estratégica. A regra é a seguinte:
Os sustenidos são : F - C - G - D - A -
E - B
Os bemóis são: B - E - A - D - G - C - F
(exatamente o contrário da sequência de sustenidos)
Decorando isto, você pode montar uma
tabela que define o número de acidentes representados em cada escala. Comece pelo C, que
é 0(zero) nos dois casos, já que não tem acidentes. Olhe como fica:
sustenidos:
C - G - D - A - E - B - F# - C#
0 1 2 3 4 5 6 7
bemóis:
C - F - Bb - Eb - Ab - Db - Gb - Cb
0 1 2 3 4 5 6 7
Analisando isto, teremos, por exemplo,
usando a escala de A, 3 sustenidos. (confira na tabela de sustenidos). Não acredita?
Verifiquemos na escala:
A - B - C# - D - E - F# - G# - A
Viu? Estão os 3 aí: C#, F# e G#.
(se vc. não entendeu como formamos a escala, relembre o artigo!)
Vamos tentar a de E? São 4 sustenidos:
E - F# - G# - A - B - C# - D# - E
Estão todos presentes! São: F#, G#, C#, D#.
Sei que tem pessoas perguntando como é
que eu sabia onde colocar as escalas de F# e C# e onde colocar as escalas naturais de F e
C. Aliás, deve ter gente perguntando porque algumas escalas são naturais, outras
sustenidas e outras bemóis. Vou explicar tudo com um exemplo.
Vejamos a escala de fá maior (F):
F - G - A - A# - C - D - E - F
Notaram que teríamos dois lá: A e A#? No pentagrama só existe uma linha (ou
espaço) para o A. Então foi estipulado que a escala de F seria representada por bemóis
(b) ao lado da clave. Então a escala de F ficou assim:
F - G - A - Bb - C - D - E - F
Confira na regra lá em cima: F = 1 bemol (que é o Bb).
Quem ficou representada pelos sustenidos
foi a escala de F#:
F# - G# - A# - B - C# - D# - F - F#
Mas também ficou com 2 Fá: F e F#!!!! E agora?
Agora vem a "manha": o F é representado no pentagrama pelo E#!
A escala ficaria assim:
F# - G# - A# - B - C# - D# - E# - F#
Vamos conferir: escala de F# = 6 sustenidos
O mesmo ocorre com a de C#:
C# - D# - F - F# - G# - A# - C - C#
(E#) (B#)
Embora não se escreva E# e B#, como
notação em pentagrama é utilizado, justamente para evitar um monte de sinais no meio da
pauta e para facilitar o músico na identificação da escala escolhida para compor a
peça.
Na prática, é só contar os símbolos
na pauta para saber qual a escala utilizada.
exemplos:
pentagrama com 3# ao lado da clave: escala de A
pentagrama com 2b ao lado da clave: escala de Bb
Mesmo sendo muito simples, é determinada
a ESCALA utilizada, e não TOM. Para determinar o Tom, teríamos que analisar as notas da
maneira como são utilizadas, com que acordes, se menor ou maior, além de outros
conceitos que analisaremos no futuro (como MODOS, por exemplo).
Esquecendo as pautas, com TAB's e cifras
a coisa muda um pouco. Vamos lembrar que sabendo qual o Tom será infinitamente mais
fácil determinar os acordes, além da tônica dos solos e improvisos.
Sabendo que os acordes derivam das
escalas (já vimos isto antes), é fácil perceber que as notas da escala utilizada DEVEM
estar contidos nos acordes. Logo, qualquer acorde formado pelas notas da escala soará
incrivelmente agradável quando esta for utilizada.
Normalmente os acordes são formados
através da harmonização em terças diatônicas. Vamos relembrar este tipo de
harmonização (que fizemos em Dominando Acordes).
A escala de C (dó maior) é
C - D - E - F - G - A - B
Começando por C, conte 2 notas para a
direita. teremos E. Mais 2 para a direita. Teremos G. Reconhecem a nossa tríade (acorde
de 3 notas)? É o C-E-G, ou dó maior (C). Não é por mera coincidência que ele é
perfeitamente compatível com a escala de C...
Se fizermos isto com todas as notas da
escala, teremos 7 tríades:
C-E-G = C (dó maior)
D-F-A = Dm (ré menor)
E-G-B = Em (mi menor)
F-A-C = F (fá maior)
G-B-D = G (sol maior)
A-C-E = Am (lá menor)
B-D-F = Bº (si diminuto)
Esta seria a "família" de
acordes de 3 notas (ou tríades) compatíveis com a escala de C, ou seja, estes acordes
pertencem a um "CAMPO HARMÔNICO" no TOM de C (dó maior). Quando utilizada uma
escala de C, ou composta uma melodia neste TOM, utilizando combinações destes acordes
pertencentes ao Campo Harmônico, o resultado será com certeza agradável aos ouvidos.
Pode-se ainda harmonizar desta mesma
forma, utilizando as mesmas notas da escala, acordes com 4 notas, gerando acordes mais
ricos e sofisticados; indo mais longe, podemos chegar aos acordes de 5 e 6 notas, que
embora não tão usuais, são de grande valia para composições ecléticas e originais.
Abaixo temos uma tabela com as 3
famílias de acordes (3,4,5 notas) derivadas da escala de C maior, determinando um vasto
campo harmônico (do lado direito, as notas que formam cada acorde).
+----------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE: C (dó maior) |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| C | C | Cmaj7 | Cmaj9 | CEG | CEGB | CEGBD |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm9 | DFA | DFAC | DFACE |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| E | Em | Em7 | Em7b9 | EGB | EGBD | EGBDF |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| F | F | Fmaj7 | Fmaj9 | FAC | FACE | FACEG |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF | GBDFA |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| A | Am | Am7 | Am9 | ACE | ACEG | ACEGB |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9| BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+-------+-------+-------+-------+-------+
Só com estas 3 "famílias" já
temos 21 acordes que se encaixam perfeitamente no Tom da escala original, que é C (dó
maior).
Antes de prosseguir, vamos recapitular
tudo:
1.) O TOM representa a ESCALA utilizada
na composição;
2.) Os ACORDES derivam da ESCALA escolhida;
3.) Os ACORDES são formados pela HARMONIZAÇÃO da ESCALA (no nosso exemplo, em
TERÇAS DIATÔNICAS);
4.) Os ACORDES RESULTANTES formam o CAMPO HARMÔNICO do TOM escolhido.
Agora a pergunta que se encaixa é essa:O
que vamos fazer com este monte de acordes? Teremos que compreender um novo conceito:
PROGRESSÃO HARMÔNICA. Progressão Harmônica é uma sequência de acordes harmonizados,
ou seja, um trecho de qualquer música é uma progressão harmônica.
A música "Ainda é Cedo", do
Legião Urbana, por exemplo, é baseada inteirinha em uma só progressão de 3 acordes:
Am-Dm-C. Toque esta progressão e você notará que os acordes Dm-C criam uma
"tensão" que é "relaxada" quando chegamos ao acorde de Am.
Este "clima" é a arma que os músicos tem para quebrar a monotonia da música -
as progressões tem características próprias, dependendo de como o compositor as
utiliza. Vamos analisar os acordes do nosso campo harmônico de C (dó maior) e construir
algumas progressões (você certamente reconhecerá algumas - de músicas muito
familiares...)
[1] C - F - G7 - C
[2] C - F - C - G7 - F - C
[3] C - Am - F - G7 - C
[4] C - Am - Em - Am - Dm - G - C
[5] Dm - G7 - Cmaj7 - Fmaj7 - Bm7b5 - G7 - C
Tente tocar as progressões acima - tudo
se encaixa perfeitamente? Não é sorte ou coincidência... Levando em consideração que
uma música ou trecho musical normalmente começa ou termina no tom dominante, se você
for compor é só escolher o tom e sair encaixando os acordes, tirados de dentro do Campo
Harmônico, e formar uma Progressão Harmônica.
Para "tirar" uma música, verifique a nota inicial/final da maior parte dos
trechos (primeiros versos, versos finais ou refrão) e na maioria das vezes (99%) todos os
acordes pertencerão àquele campo harmônico - geralmente usando as mesmas progressões
que estudamos.
É claro que para isto você deverá
analisar o Campo Harmônico no tom da música, ou seja, em todas as escalas - e para isto,
você deverá montar os Campos Harmônicos para todas elas. Comece montando para as 7
maiores - lembre-se que você poderá usar os acordes para o Tom Menor relativo
(lembram-se que a relativa de C é Am? Se as notas das 2 escalas são as mesmas, os
acordes serão os mesmos para os dois campos Harmônicos - só muda a ordem dos acordes
nas progressões!)
Voltemos às progressões - analisando as
5 acima, notaremos:
[1] e [2] usam somente 3 acordes: C-F-G7.
De fato, é incrível como existem tantas músicas, tradicionais e contemporâneas, que
utilizam este tipo de progressão (seja em C ou em qualquer outro tom). Esta progressão
é chamada I-IV-V, porque usa estes graus da escala.
[3] e [4] tem um "sabor" mais
"down" por usarem acordes menores - Am, Dm e Em. Estas duas progressões
aparecem frequentemente em várias músicas, e principalmente a [3] é muito utilizada no
rock desde os anos 60 até os dias atuais. É conhecida como "turnaround" (ou
retorno) porque soa como uma tensão indo e vindo.
A [5] é a mais rica harmonicamente,
criando um som interessante pelo uso de acordes com 4 notas. O som sofisticado obtido é
uma das vantagens destas progressões, muito utilizada em jazz. Note que embora a frase
não comece pela tônica (C), ela reaparece para "fechar"a progressão em seu
final.
Outro exemplo de progressão simples
muitíssimo usada é a I-III-V (note que são os acordes correspondentes às notas
formadoras da tríade maior de C = C-E-G). Milhares de músicas utilizam esta progressão
(e suas correspondentes em outros tons).
As progressões dentro de um Campo
Harmônico são a base para trascrever/compor músicas, devido às suas propriedades
derivadas das sequências de acordes. Devemos ter em mente, entretanto, que a música é
uma arte, e não existem regras fixas para fazer arte - existem padrões teóricos, que
podem, e devem ser quebrados. Assim como tocar notas fora de uma escala numa melodia, é
permitido utilizar acordes fora do campo harmônico numa composição, desde que seus
ouvidos julguem a progressão agradável.
Vários músicos inovadores e excelentes
frequentemente fogem dos padrões da teoria musical, e acresentam muito a este contexto,
com resultados incrivelmente satisfatórios. Se você quiser partir para um novo campo,
tudo bem, mas primeiro saiba onde está pisando, e só depois escolha caminhos
alternativos.
- Mais observações acerca do
assunto
Vimos o campo harmônico e as
progressões para o acorde de C (dó maior), que pode ser aplicado a todas as escalas
maiores e suas menores relativas (no caso de C, Am). Outros campos harmônicos podem ser
obtidos da mesma forma sobre outras escalas. Veremos abaixo as Escalas menores de C: Cm,
Cm Melódico e Cm Harmônico.
Lembra-se como construir uma escala
Menor?
Tom - semitom - tom - tom - semitom - tom - tom
No nosso caso, Cm, seria:
C - D - Eb - F - G - Ab - Bb - C
Vejamos o Campo Harmônico:
+-------------------------------------------------------+
| CAMPO HARMÔNICO DE: Cm (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| C | Cm | Cm7 | Cm9 | CEbG |CEbGBb |CEbGBbD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 | DFAb |DFAbC |DFAbCEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Eb | Eb | Ebmaj7 | Ebmaj9 | EbGBb |EbGBbD |EbGBbDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb |FAbCEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| G | Gm | Gm7 | Gm9 | GBbD |GBbDF |GBbDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Ab | Ab | Abmaj7 | Abmaj9 | AbCEb |AbCEbG |AbCEbGBb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
| Bb | Bb | Bb7 | Bb9 | BbDF |BbDFAb |BbDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+--------+
Algumas progressões muito interessantes
podem ser construídas:
[1] Cm - Fm - Bb7 - Cm
[2] Cm - Cm7 - Ab - Gm7 - Cm
[3] Cm - Fm - Gm7 - Cm
[4] Cm - Fm7 - Dm7b5 - Ab - Gm7 - Gm
[5] Cm - Eb - Cm - Gm7 - Fm7 - Dm7b5 - Gm7 - Cm
As Escalas Menores Melódicas são
idênticas às Maiores, trocando-se somente o III grau (no caso de C, seria E) pelo IIIb
(Eb). Ficaria assim:
C - D - Eb - F - G - A - B - C
Veja o Campo Harmônico pronto:
(harmonizado em 3as. Diatônicas)
+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm MELÓDICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)| CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dm | Dm7 | Dm7b9 | DFA | DFAC |DFACEb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5| EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | F | F7 | F9 | FAC | FACEb |FACEbG |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G9 | GBD | GBDF | GBDFA |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| A | Amb5 | Am7b5 | Am9b5 | ACEb | ACEbG |ACEbGB |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bm7b5 |Bm7b5b9 | BDF | BDFA | BDFAC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
Esta escala tem progressões menos comuns
( na verdade, ela é mais utilizada para solos). Mas podemos formar algumas:
[1] Cm - F - G - Cm
[2] Cm - Cm(maj7) - Dm7 - G7 - Cm
As Escalas Menores Harmônicas são
idênticas às Menores Melódicas, trocando-se somente o VI grau (no caso de C, seria A)
pelo VIb (Ab). Ficaria assim:
C - D - Eb - F - G - Ab - B - C
Veja o Campo Harmônico pronto:
(harmonizado em 3as. Diatônicas)
+------------------------------------------------------+
|CAMPO HARMÔNICO DE: Cm HARMÔNICO (dó menor) |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
|nota| 3 | 4 | 5 | 3 | 4 | 5 |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| C | Cm |Cm(maj7)|Cm(maj9)| CEbG | CEbGB |CEbGBD |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| D | Dmb5 | Dm7b5 |Dm7b5b9 | DFAb | DFAbC |DFAbCEb|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Eb | Eb+ |Ebmaj7#5|Ebmaj9#5| EbGB | EbGBD |EbGBDF |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| F | Fm | Fm7 | Fm9 | FAbC |FAbCEb |FAbCEbG|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| G | G | G7 | G7b9 | GBD | GBDF |GBDFAb |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| Ab | Ab | Abmaj7 |Abmaj7#9| AbCEb |AbCEbG |AbCEbGB|
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
| B | Bmb5 | Bdim | Bdimb9 | BDF | BDFAb |BDFAbC |
+----+-------+--------+--------+-------+-------+-------+
Podemos montar várias progressões sobre
o Campo Harmônico de Cm Harmônico - e elas são muito úteis (e muito conhecidas!):
[1] Cm - Fm - G - Cm
[2] Cm - G - Fm - G - Fm - G - Cm
[3] Cm - Fm7 - Bdim - Cm - G - Fm - Cm
[4] Cm - Ab - G7 - Cm - Dm7b5 - G7b9 - Cm
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