- Mini-Curso Básico de Guitarra
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- Guia de introdução ao
estudo da música para Guitarra
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C apítulo 6: A Arte de Solar
Ao contrário do que muitos pensam, solar
exige muita técnica e um conhecimento profundo de escalas musicais, A maioria dos solos
são compostos baseados em escalas musicais, fazendo as adaptações adequadas, por
isso, nesta quero deixar a sua disposição as escalas mais conhecidas para lhe
auxiliarem a melhor desenvolver um solo, e que além da guitarra é muito usado no violão
e ainda pode ser feito no baixo, dependendo do modelo.
Obs.: A escala é executada da seguinte
forma:
- De baixo do braço para cima.
- Da sexta corda para primeira.
- Ou seja, faça todas as notas de uma corda
de cada vez, assim: faça todas as notas da Sexta corda, depois da Quinta e assim por
diante! No sentido de baixo para cima e volte pelo mesmo caminho !
Obs.: Você não é obrigado a seguir rigorosamente a escala, pode
também tocar somente as notas que lhe convém e até pular de uma corda para outra,
conforme você achar melhor !
- Existem técnicas que quando
executadas nos dão uma similação de efeitos sonoros, que podem ser usados para dar mais
brilho e vida na música, os mais conhecidos são:
- LICK quando se tira 2 ou mais notas
de uma única palhetada.
- BAND quando se faz uma nota em uma
casa e puxa uma nota um tom mais alto puxando a corda.
- BAND INVERSO quando se faz uma nota
em uma casa com a corda já puxada, depois você deixará de esticá-la.
- TWO-HAND deixar o indicador
pressionando uma casa e fazer um revezamento com o anular da mesma mão e o dedo médio da
mão direita, esse método é usado na guitarra e no baixo.
- HARMÔNICO é executado nas 5a, 7a
e 12a casas, encostando de leve o dedo na corda, nas casas já mencionadas.
- SOLO é executado tocando apenas
uma corda de cada vez, como na guitarra.
- FISICATTO é muito semelhante ao
harmônico, só que é feito em qualquer casa, encostando a mão direita de leve nas
cordas, mas o som não é tão claro, OBS: esse é um arranjo de guitarra!
- FEED BACK é um arranjo usado em
guitarras, mas pode ser usado em alguns modelos de violão, segure a palheta de forma que
quando você tocar o polegar direito toque de leve na corda para causar o efeito de grito!
- SLIDE é feito a nota em uma casa e
puxamos uma outra nota na mesma corda em uma casa diferente arrastando o dedo para cima.
- SLIDE INVERSO é feito a nota em
uma casa e puxamos uma outra nota na mesma corda em uma casa diferente arrastando o dedo
para baixo.
- LIGADO é feito em uma das cordas
tocando uma nota qualquer, depois você irá tirar duas ou mais notas alternando os dedos
sem palhetar o instrumento.
Capítulo
7: A Tablatura
A tablatura nada mais é do que um método gráfico de escrita
musical bastante antigo. Com o aparecimento dos primeiros instrumentos de cordas este
método foi logo adoptado devido ao seu carácter extremamente prático e intuitivo. Na
realidade, aprende-se a ler tablatura muito depressa. Este método é bastante mais
simples e directo que a pauta. Porém, há algumas graves desvantagens no uso exclusivo da
tablatura.
Historicamente, a tablatura foi posta de parte como
mecanismo de escrita musical para instrumentos de cordas pois não conseguia fornecer
adequadamente toda a informação como consegue uma pauta. Ao nível da música erudita, a
pauta é usada para quase todos os instrumentos, e salvo algumas diferenças na notação
auxiliar, uma pauta é sempre uma pauta, quer seja para piano, guitarra ou violino.
Depois, o executor de cada instrumento, lendo a pauta, aplica a informação nela contida
ao seu caso particular. Porquê então a tablatura? Porque é simples, prática e
sobretudo, porque é fácil de colocar em suporte informático. Como a tablatura apenas
necessita de símbolos simples como letras, traços e números, pode ser escrita
facilmente num computador e colocada como texto normal na Internet, onde todos podem
lê-la e interpretá-la facilmente. É extremamente difícl colocar uma pauta na Internet,
pois é sempre necessário um programa para interpretar os símbolos como colcheias,
claves, entre outros.
Assim, com o aparecimento da informática, e sobretudo da
Internet, a tablatura foi recuperada como mecanismo de escrita musical. Hoje em dia, na
Internet, acha-se sobretudo tablaturas não clássicas, ou seja, de solos de guitarra
eléctrica ou dedidlhados de guitarra acústica. É raro alguém dar-se ao trabalho de
transcrever pautas para tablatura. Porém, há grandes vantagens em o fazer. A maior é a
de divulgar ao principiante o fascínio da música erudita para guitarra, pois a tablatura
é bem mais simples de ler, e é raro o principiante que se aventura na pauta. É,
contudo, mais fácil para alguém que já consegue tocar algumas peças de guitarra
clássica em tablatura, "fazer o salto" para a leitura da pauta. Mas para a
maioria das pessoas o verdadeiro objectivo a alcançar é o de conseguir ler a tablatura
para poder tocar "aquele solo", ou o início "daquela música". Com
este texto, será, penso eu, possível aprender a ler e a escrever tablatura sem muito
esforço.
A Tablatura na
Prática:
A tablatura
pretende representar uma progressão musical descrevendo o que deverá ser tocado em cada
corda. Há seis linhas, uma para cada corda, sendo a primeira linha a correspondente à
corda mais aguda, o Mi agudo (e), e sendo a última linha a do Mi grave (E). Entre estas
encontram-se as correspondentes às outras cordas (B, G, D e A). Abaixo está um exemplo
de uma tablatura vazia:
e|----------------------------------------------
B|----------------------------------------------
G|----------------------------------------------
D|----------------------------------------------
A|----------------------------------------------
E|----------------------------------------------
Tipicamente,
usa-se para desenhar cada corda o símbolo '-' repetido várias vezes até ao fim da
linha. Há que ter especial cuidado para não escrever linhas demasiado longas, pois
alguns computadores irão cortá-las e colocá-las na linha seguinte, o que arruina por
completo a tablatura, tornando-a ilegível. Primeira lição: não usar linhas
demasiado longas quando se escreve tablatura.
No exemplo de tablatura dado acima, as cordas deverão
encontrar-se afinadas normalmente, na afinação já explicada na segunda lição. Isto porque foram
usadas para identificar as cordas as letras eBGDAE. Note-se que o primeiro e
foi escrito em minúsculas. Isto deverá ser feito para ajudar a diferenciar as duas
cordas Mi. O e minúsculo indica a corda Mi aguda e o E maiúsculo indica a
corda Mi grave. Contudo, muitas tablaturas não têm esta diferenciação, e então, temos
que nos socorrer do facto de que a primeira corda é sempre (ou deverá ser sempre) a mais
aguda. Note-se que outras afinações poderão ser indicadas. A letra no início de cada
linha de tablatura indica que nota deverá produzir a corda correspondente quando tocada
solta. Isto é importante, pois algumas músicas exigem afinações diferentes da normal
(eBGDAE).
Ao longo de
cada linha irão ser escritas as notas que deverão ser tocadas na corda correspondente. O
sentido esquerda->direita na leitura da tablatura significa o avançar do tempo. Neste
aspecto, a tablatura é similar à pauta. As notas são representadas por um número que
indica que divisão pisar, ou seja, antes de que trasto é que se deve colocar o dedo.
Qual dedo? A tablatura não indica (normalmente) que dedo deve ser usado, tanto na mão
esquerda para pisar as cordas como na mão direita para fazê-las vibrar. Outro defeito da
tablatura. Mas geralmente a escolha do dedo é deixada ao critério do leitor. Veja-se um
exemplo:
e|-0-2-4-5-4-2-0---------------------------------
B|---------------4-2-0-2-4-5---------------------
G|-----------------------------------------------
D|-----------------------------------------------
A|-----------------------------------------------
E|-----------------------------------------------
O
número 0 indica que se deve tocar a corda solta. Um 2 significa pisar a
corda respectiva na segunda divisão, ou seja, antes do segundo trasto metálico, e por
diante. Foi colocado um traço de intervalo entre cada nota para informar que as notas
deverão ser todas tocadas com o mesmo intervalo temporal entre elas. Mas um traço
representa quanto tempo?
É esse o maior problema da tablatura: representar os
intervalos de tempo e a duração das notas. Há pelo menos três métodos. O mais usado
é o de dosear os traços de intervalo de modo a dar ao leitor a noção da distância
temporal. Por exemplo, alterando um pouco a tablatura anterior:
e|-0-2-4-5-4-2-0---------------------------------
B|---------------4-2---0--2--4--5----------------
G|-----------------------------------------------
D|-----------------------------------------------
A|-----------------------------------------------
E|-----------------------------------------------
Agora,
sabemos que até ao primeiro 2 na corda Si (B) temos que dar sempre um dado
intervalo igual entre cada nota. Após este 2 (que é um Dó sustenido, C#, como
já deverá ser sabido!), há que fazer uma pausa de duração tripla da usada
anteriormente entre as notas. Depois, toca-se a corda B solta (o símbolo 0 que vem
a seguir aos três traços) e tocam-se as notas seguintes, mas agora com um intervalo
entre elas duplo do usado inicialmente, devido ao uso de dois traços. Assim, consegue-se
dar uma noção de relação entre os intervalos na mesma música, mas continuamos sem
saber quanto tempo decorre em cada intervalo.
Infelizmente, este é um problema que fica geralmente por resolver. Dá tanto trabalho
dosear os traços e escrever a tablatura que quase todos ficam por aqui em relação ao
tempo da música. Contudo, há mais métodos, sendo um deles bastante bom, e que consiste
em escrever por cima da tablatura uma linha separada com informação sobre o tipo de
nota: mínima, semínima, colcheia, etc. Como não há notação definida sobre este
método, o melhor é confiar na pessoa que escreveu a tablatura e esperar que ela tenha
incluido alguma informação deste tipo com uma legenda para ajudar.
Normalmente, a notação temporal numa tablatura é feita
por simples dosear dos traços de intervalo. Assim, é óbvio que é bem mais fácil ler
uma tablatura de uma música conhecida do que tentar ler uma de algo que nunca se ouviu. O
objectivo principal da tablatura como ela é usada na Internet é precisamente o de
informar como se deve tocar alguma música conhecida. Encontrar música erudita para
guitarra na Internet não é fácil, sobretudo porque não é simples fazer passar ao
leitor o ritmo de uma música desconhecida usando apenas tablatura.
próximo
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