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*AFINANDO SEU VIOLÃO
Antes de começar a tocar sua guitarra, seu violão, seu contrabaixo (ou qualquer outro), seu instrumento precisa estar afinado corretamente.O tom de uma corda é determinado pelo comprimento, espessura e grau de tensão. As cordas soltas são ajustadas virando a cravelha das tarrachas até entrar em afinação individual e com as outras cordas. Você pode afinar todas as cordas com um afinador eletrônico, um teclado,um diapasão ou por ouvido (no caso das pessoas que consigam lembrar com precisão as notas, isso se chama ouvido absoluto). Também pode se afinar uma corda e usá-la como referência para as outras. Inicialmente pode-se dizer que a melhor e mais moderna maneira de afinar um violão é tendo em casa um afinador eletrônico. Ele é muito prático, ideal para as pessoas que não sabem ainda afinar um violão do modo correto e é usado para quem não quer se aborrecer.
Existe também um método mais antigo ainda, mas pouco usado que é o diapasão, mas recomendo o primeiro. O diapasão é um aparelho usado para auxiliar na afinação. Ele produz o som da corda La, e a partir dela, todas as outras cordas podem ser afinadas Outra maneira seria afinar pelo teclado. Quem tiver um teclado em casa, vai tocando a tecla referente a cada corda do violão e quando você sentir que ela está no mesmo tom, ótimo, você está no caminho certo. Vale lembrar que as cordas do violão e da guitarra são afinadas desta forma, da primeira à sexta (da mais aguda e fina para a mais grave e grossa):E (Mi), B (Si), G (Sol), D (Ré), A (Lá)Ee E (Mi).)Outra técnica muito popular de afinação consiste em usar os intervalos de 12 semitons - as oitavas - para comparar as mesmas notas tocadas em diferentes cordas e em diferentes registros. Tendo afinado a primeira corda pelo diapasão, a segunda corda solta poderá ser afinada uma oitava abaixo da nota do 7.º traste da 1.ª corda.  E mais alto e o mais grave é de duas oitavas
Outra maneira para afinar afinar uma guitarra ou um violão (estes instrumentos podem serafinados da mesma maneira), é começar colocando o nosso dedo na 5º casa (produzindo o som da nota La) e assim afinar a corda La, de maneira que o som das duas cordas, tocadas simultaneamente, seja bem parecido. O mesmo procedimento é seguido quando vamos afinar a corda Re, ou seja, devemos colocar nosso dedo na 5º casa, 5º corda(La) e assim produzirmos o som da nota Re. Dessa forma, devemos apertar ou afrouxar a 4º corda (Re), de maneira que esta fique com um som parecido com o da corda usada como auxilio.

Há também a afinação por um tom de referência ou seja:

1- Toque a nota E(Mi) e toque a primeira corda (a mais aguda e fina). Vira a cravelha da 1.ª corda até as notas soarem iguais.

2- Fira a 2ª corda na altura do 5.º traste, seguido pelo E (Mi)da 1.ª corda solta, que você já afinou. Ajuste a cravelha da 2.ª corda até ela ficar afinada com a 1.ª corda.

3- Agora fira a 3.ª corda no 4.ª traste, seguida pela 2.ª corda solta, a nota B (Si). Ajuste a cravelha que regula a 3.ª corda até ela ficar afinada com a anterior.

4- Fira o 5.ª traste da 4.ª corda e a seguir faça soar a nota G (Sol) na 3.ª solta. Ajuste a cravelha da 4.ª corda até ela soar afinada com a 3.ª corda.

5- Faça soar o 5.ª traste da 5.ª corda, tocando em seguida a nota D (Ré) na 4.ª corda até que o som obrido entre em uníssono com a anterior.

6- Fira a 6.ª corda na altura do 5.ª traste, seguida da nota A (Lá) percutida sobre a 5.ª corda solta. Gire a cravelha daquela até obter uma afinação perfeita com a desta.
 

Existem muitos outros tipos de afinação diferentes, ou alternativas, que permitirão criar grandes efeitos. Algumas delas vêm dos primeiros instrumentos acústicos; outras nasceram entre os músicos de blues do delta do Mississípi, que criaram técnicas e afinações para a slide guitar, assim como os músicos de guitarra havaiana. As afinações alternativas podem ser usadas tanto em violões ou guitarras acústicas como em guitarras elétricas, e nos estilos de toque com os dedos ou com palheta e slide. Inicialmente, as pessoas que estão aprendendo a afinar o seu instrumento, sentem um pouco de dificuldade e não conseguem diferenciar os sons, mas com um pouco de paciência e treino, podemos ver que a afinação não é uma tarefa possível de ser realizada por um principiante. Devemos lembrar que quando afinarmos o violão ou a guitarra, sempre colocaremos o dedo na 5º casa, exceto na 3º corda, onde colocaremos o dedo na 4º casa. A afinação do instrumento é muito importante para uma boa execução de qualquer música, principalmente quando for tirar uma canção para tocar depois.

*OUTRAS DICAS PARA AFINAR SEU INSTRUMENTO

Para afinar mais facilmente e corretamente o instrumento siga os seguintes passos:

a) Caso você possua micro-afinação (guitarras com ponte flutuante tipo floyd rose ou similares) coloque a micro afinação de cada corda na posição intermediária e solte as travas de afinação do braço.

b) Estando o instrumento totalmente desafinado, ao afinar uma corda, as outras normalmente desafinam, em virtude do aumento de tensão da primeira. Sendo assim inicialmente afine grosseiramente todas as cordas.

c) Se o encordoamento tiver sido recém colocado estique cada corda puxando com os dedos (não muito pouco que não surta efeito e nem tanto que quebre a
corda) a fim de eliminar as folgas iniciais nas tarrachas. Não fazendo isto a afinação irá se perder rapidamente (até que afinando diversas vezes as cordas tenham se ajustado).

d) Faça a afinação cuidadosa em todas as cordas tantas vezes quantas necessárias até que todas estejam perfeitamente afinadas (normalmente uma ou duas vezes são necessárias).


e) Caso você possua travas de afinação, use-as e faça a micro-afinação.

*AS MÃOS

A mão direita
- O indicador. Quase sempre tocará as cordas 3 (sol) e 4 (re)
- O dedo médio. Quase sempre tocará as cordas 2 (si) e 3 (sol)
- O dedo anular. Quase sempre tocará as cordas 1 (mi) e 2 (si)
- O dedo minimo. Quase nunca é usado sendo que é utilizado em
algumas partituras de violão clássico.
- O dedo polegar. Quase sempre tocará as cordas 6 (mi), 5(la) e 4 (re). Para uma melhor reprodução do som podemos utilizar uma dedeira, que pode ser adquirida em qualquer casa do ramo.
Devemos lembrar que o uso de palhetas evita que tenhamos que deixar as unhas da mão crescer, mas ao mesmo tempo pode-se dizer que a reprodução dos sons que os dedos indicador, médio, anular e mínimo poderá ser melhorada com o uso das unhas compridas.
 A mão esquerda
Nesta mão o polegar só trabalha como apoio, o que como o dedo mínimo da mão direita não quer dizer que seja proibido utiliza-lo. Temo conhecimento que alguns guitarristas utilizam este dedo para precionar as cordas por cima do braço. Já no violão clássico este dedo permanece como apoio e se possível sempre no centro posterior do braço do violão.
1
Corresponde ao dedo Indicador
2
Corresponde ao dedo Médio
3
Corresponde ao dedo Anular
4
Corresponde ao dedo Mínimo
No início de nossos estudos, pelo fato destes dedos ainda não estarem calejados, poderemos recorrer as cordas de náilon, para facilitar a reprodução dos sons sem fazer esforços demasiados, mas com o tempo veremos que surgirão calos para amenizar esta dificuldade.
*POSTURA
Para o violão popular não há uma posição padrão como há no violão clássico. Sentado o violinista apóia o violão sobre a perna esquerda, que devera estar apoiada em banquinho de mais ou menos vinte centímetros. O dedo polegar da mão esquerda deve permanecer sempre que possível no centro posterior do braço do violão
Mas devemos observar algumas coisas necessárias a um melhor desempenho futuro. Se por acaso você quiser tocar de pé, será necessário que você adquira uma correia, que você poderá comprar em qualquer casa de venda de instrumentos musicais, esta correia deve ser bem larga para evitar que tenhamos dificuldades em permanecer durante um tempo muito longo com o instrumento pendurado devido a dores no ombro.
Segure o instrumento de forma que sua coluna permaneça reta, ou seja, evite curvar-se para ver as casas no braço do violão, e se você ainda vai realizar compra de um violão, observe que em alguns violões os botões ficam na parte superior do braço justamente para que você localize as casas sem ter que olhar diretamente para as casas. Quando tocar sentado evite se apoiar sob o violão, permaneça com a coluna reta sempre evitando olhar para o braço do violão.
*NOMENCLATURA
-Botões: Os botões são marcas ,circulares, de plastico ou marfim, feitas geralmente nas 3.a, 5.a, 7.a e 12.a casas com o intuito de facilitar o deslocamento da mão esquerda, de uma casa para outra.
-Casa: É o intervalo entre os trastos, onde serão pressionados os dedos de forma que as cordas produzam som.
-Trasto: É o metal que divide as casas
*COMO CONSTRUIR ESCALAS
Escala Musical: É uma sucessão de sons que se distribuem em tons e semitons.É muito importante o estudo das escalas, pois  contribui para o
desenvolvimento auditivo, o desenvolvimento mecânico das mãos e a
compreensão das posições das notas em todo o braço. Devemos ter
em mente que toda melodia está baseada sempre em algum tipo de escala.
Lembrando-se de que todas as escalas maiores contém os semitons dos
3º para o 4º graus e dos 7º para o 8º graus. Nas escalas maiores obtemos 7 agrupamentos 5 naturais e 2 sustenidos.
Existem diversos tipos de escala, cada uma se prestando a um determinado estilo musical, assim temos escalas de Jazz, de Blues, de música barroca, etc. Mas o nosso interesse aqui não são estas escalas citadas acima e sim a Escala Natural a partir da qual são construídos os acordes.
A Escala Natural é formada de dois tetracordes (acordes de 4 notas) separados por um intervalo de um tom. Cada tetracorde possui os intervalos tom, tom, semiton.
Usaremos a escala de C (lê-se dó). Assim temos C D E F G A B C (lê-se dó ré mi fa sol la si do) que é a escala natural de C. Vejamos porque.
I II III IV V VI VII VIII --> graus
C D E F G A B C --> notas
1 1 1/2 1 1 1 1/2 --> intervalos
obs: as cifras acima não representam acordes e sim notas.
Assim temos o C (lê-se dó) como o primeiro grau da escala e entre C e D (lê-se dó e ré) temos um intervalo de 1 tom (C C# D). Entre D e E, segundo e terceiro graus da escala, temos um intervalo de 1 tom (D D# E). Entre E e F, terceiro e quarto graus da escala temos um intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (E F), pois E não possui # (sustenido)
Entre o quarto e quinto graus da escala, de F para G, temos um intervalo de 1 tom separando o primeiro tetracorde do segundo. Entre o quinto e sexto graus temos um intervalo de 1 tom (G G# A). Entre o sexto e sétimo grau temos um intervalo de 1 tom (A A# B). E finalmente entre o sétimo e o oitavo graus temos o intervalo de 1/2 tom (1 semiton) (B C) pois o B não possui sustenido.
Com isto temos que a formula para se construir uma Escala Natural é dois tetracordes de tom, tom, semiton separados por um intervalo de 1 tom. É por isto que a escala de C não possui acidentes (sustenidos ou bemois), o que não acontece com outras escalas, que possuem os seus acidentes específicos.
Vejamos a escala de D:

I II III IV V VI VII VIII

D E F# G A B C# D

1 1 1/2 1 1 1 1/2

Entre E e F existe apenas 1 semiton, já que E não possui sustenido, por isso foi necessário acrescentar um sustenido em F para que a nossa fórmula se cumpra, ou seja o intervalo deve ser de 1 tom entre o segundo e terceiro graus da escala natural, portanto no caso desta escala específica temos ( E F F#) entre o segundo e terceiro graus da escala.
Entre o terceiro e quarto graus temos um intervalo de 1 semiton, (F# G). Entre o sexto e sétimo graus da escala temos um intervalo de 1 tom, por isto fomos obrigados a acrescentar um sustenido em C, assim temos (B C C#) entre o sexto e sétimo graus da escala de D.
Entre o sétimo grau e o oitavo temos apenas um semiton, ou seja, (C# D). Nota-se que o primeiro e o oitavo graus são a mesma nota, a diferença entre elas dá-se na altura do som, o oitavo grau está uma oitava acima do primeiro grau portanto mais aguda.
Descobrimos que a escala de D possui dois acidentes, um em F e outro em C e neste caso específico ambos são sustenidos. Com estas informações você será capaz de construir todas as escalas naturais dos respectivos tons, prossiga, como exercício construindo as escalas de E F G A e B (e não se esqueça, lê-se, mi fa sol lá e sí).
Descubra por você mesmo quantos acidentes existem em cada tonalidade, quais são (se bemois ou sustenidos), etc. Lembre-se que os acidentes são característicos das suas respectivas tonalidades, pode-se reconhecer uma escala pelo seu número de acidentes e quais são.
É importante destacar também que o primeiro grau é que dá nome a escala.
*CIFRAS
A Cifra Alfabética é a escrita simbólica das notas musicais e dos acordes. As sete letras do alfabeto representam as sete notas musicais.
  • *A = Lá
  • *B = Si
  • *C = Dó
  • *D = Ré
  • *E = Mi
  • *F = Fá
  • *G = Sol
  • Exemplos:

  • A = Lá
  • A7 = Lá com 7ª
  • Am = Lá menor

Tratando-se de notas, o processo é simples: cada letra é uma nota. No caso de acordes, quando uma letra vier sozinha o acorde sempre será maior. Quando vier acompanhada receberá o nome do símbolo que vem junto de si.

A Cifra Numérica também é uma escrita simbólica das notas musicais, sendo que usada mais especificamente para solos instrumentais. Vejamos:
A cada nota do braço do violão faremos representar por um número.
Cordas Soltas

1º corda -- 10
2º corda -- 20
3º corda -- 30
4º corda -- 40
5º corda -- 50
6º corda -- 60

Cordas Presas

Neste caso, contam-se as notas de acordo com a corda e a casa em que se está tocando:
Exemplos:

  • corda 1,casa 1 = 11
  • corda 2,casa 3 = 23
  • corda 5,casa 8 = 58
  • corda 1,casa 5 = 15
  • corda 6,casa 4 = 64
  • ETC...

Veja abaixo uma boa representação:

*COMO LER TABLATURAS
tO conceito básico da tablatura é apresentar no papel um conjunto de linhas que representam as cordas do instrumento. Sendo assim para uma guitarra ou violão comum você terá seis linhas, para um baixo de quatro cordas terá quatro linhas, para um baixo de cinco cordas cinco linhas, para uma guitarra de sete cordas sete linhas e assim por diante. Geralmente nos exemplos mostrados aqui usaremos tablaturas de seis linhas para guitarra mas o principio é o mesmo para qualquer quantidade de cordas.
Notações usadas em tablaturas

Além dos números que apenas indicam qual corda deve ser ferida em qual casa (traste) existem algumas  letras e símbolos comumente usadas para notar determinadas técnicas. Essas notações podem variar um  pouco de autor para autor mas as mais comuns são:

     h - fazer um hammer-on
     p - fazer um pull-off
     b - fazer um bend para cima
     r - soltar o bend
     / - slide para cima (pode ser usado s)
     \ - slide para baixo (pode ser usado s)
     ~ - vibrato (pode ser usado v)
     t - tap
     x - tocar a nota abafada (som percusivo)

*COMO PRATICAR PESTANAS
Basta alguém falar em "pestana", que muita gente já começa a pensar em desistir. Afina,l a pestana tem sido o responsável por alguns dos maiores traumas no estudo de instrumentos de corda em geral, sem falar na dor, nem falar na demora para trocar de acorde quando aparece uma pestana pela frente. Na verdade, a pestana existe para facilitar a troca dos acordes. As pessoas reclamam de dores no polegar, no indicador e no músculo que fica bem no meio deles. Bem, o motivo porque doí é simples : os músculos envolvidos no processo, não estão desenvolvidos o suficiente para fazer o trabalho , e acabam entrando em colapso , prejudicando o som e doendo. Felizmente, a solução é simples: ginástica com os dedos.

Exercício I : Usando só o polegar e o indicador , faça uma pestana simples na primeira casa do seu instrumento. ( não importa que normalmente o seu instrumento nem use pestanas, os exercícios darão força ao polegar ). Aperte o dedo indicador da mão esquerda sobre todas as cordas e toque uma vez só. Em seguida avance uma casa, aperte as cordas e toque de novo uma vez só, repita até a sétima casa. Faça esse treinamento alguns dias Depois que essa "ginástica" surtir algum efeito, e estiver mais fácil produzir um som limpo, podemos usar pestanas de verdade :

Exercício 2 : Escolha uma pestana mais ou menos no meio do braço. Depois escolha três acordes ( posições ) que não sejam pestanas , e numere-os ( acorde 1 , acorde 2 e acorde 3 ) . Em seguida, sempre lembrando de tocar cada acorde uma única vez, vá trocando na seguinte ordem : Acorde 1 , Pestana , Acorde 2 , Pestana , Acorde 3 , Pestana , etc... Tente ir aumentando a velocidade aos poucos ..Depois disso, você vai querer fazer todos os acordes com pestana.....

*CROMATISMOS
São basicamente exercícios que desenvolvem a digitação, coordenação e agilidade dos dedos da mão esquerda facilitando o estudo de escalas que são usadas na realização de solos.
Mas antes de iniciarmos os exercícios de cromagem vamos aprender alguns
conceitos e técnicas.

Digitação

É o posicionamento correto dos dedos da mão esquerda de forma a facilitar
a execução de movimentos de subida e descida nas cordas.

Dedos da mão esquerda

1 - Indicador
2 - Médio
3 - Anular
4 - Mínimo

A digitação será indicada na tablatura dos exercícios.

Os dedos devem formar um arco sobre as cordas para evitar encostar nas
cordas abaixo causando abafamentos e ruídos. A ponta do dedo deve ser
colocada logo atrás ou depois do traste e não sobre o traste, isto evita
abafamentos e um trastejamento que ira emitir ruídos indesejados.


A Palheta

A partir deste ponto vamos iniciar o estudo usando uma palheta, existem
varias técnicas de palhetadas.

Modo de segurar

Segure a palheta entre o polegar e o dedo indicador. A ponta da palheta
deve ficar a um ângulo de mais ou menos 90º em relação às cordas. Segura a
palheta de modo firme, mas relaxado.

Palhetadas alternadas

Uma técnica muito simples que consiste em variar o sentido das palhetadas
para cima e para baixo em uma mesma corda.

Regra

Observe a tablatura:

v ^ v ^ v ^
e:|---------------------------------------------------------- -|
B:|-----------------------------------------------------------|
G:|-----------------------------------------------------------|
D:|-----------------------------------------------------------|
A:|-----------1--2--3----------------------------------------|
E:|--1--2--3------------------------------------------------- |


Se começar com a primeira palhetada para baixo na casa 1 (corda E) a segunda palhetada que vai ser na mesma corda casa 2 deve ser obrigatoriamente para cima, a terceira palhetada na mesma corda casa 3 deve ser para baixo.

Ao mudarmos de corda podemos dar a primeira palhetada para cima ou para baixo, usualmente começamos com a palhetada para baixo, obrigatoriamente a segunda será para cima e a terceira para baixo e assim por diante.

Na tablatura as palhetadas são indicadas através dos sinais:

v - Palhetada para baixo
^ - Palhetada para cima


Exercícios de cromagem


O exercício é muito simples, deve ser feito com bastante precisão. Ele consta basicamente de  dois movimentos. O primeiro de descida descrito logo abaixo.


Observe a tablatura:

d: 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4

p: v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^
e:|------------------------------------------1-2-3-4-----|
B:|----------------------------------1-2-3-4-------------|
G:|--------------------------1-2-3-4---------------------|
D:|------------------1-2-3-4-----------------------------|
A:|----------1-2-3-4-------------------------------------|
E:|--1-2-3-4---------------------------------------------|

|----> Sentido descendente


d: Indicam os dedos da mão esquerda

p: Uso das palhetadas alternadas


Inicie pressionando a 1º casa corda 6, com o dedo indicador, ataca-se com
a primeira palhetada depois e a vez de pressionar a 2º casa corda 6 com o dedo médio, continuando o dedo anular pressiona a 3º casa corda 6 e a 4º casa 6 corda e pressionada com o dedo mínimo. Parece simples, porem o dedo indicador, médio e anular devem ser mantidos na sua posição inicial ou seja depois de  pressionar as casas e de dar a palhetada os dedos permanecem no mesmo lugar.
Os dedos só vão desarmar ao passar para segunda corda e assim por diante.


O segundo movimento de subida acompanhe a tablatura:


d: 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1 4 3 2 1

p: v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^ v ^
e|--4-3-2-1--------------------------------------------- -|
B|----------4-3-2-1--------------------------------------|
G|------------------4-3-2-1------------------------------|
D|--------------------------4-3-2-1----------------------|
A|----------------------------------4-3-2-1--------------|
E|------------------------------------------4-3-2-1------ |

<----| Sentido ascendente


d: Indicam os dedos da mão esquerda

p: Uso das palhetadas alternadas


Note que o segundo movimento e o contrário do primeiro. A regras são as
mesmas mas por estarmos executando um movimento ascendente os dedos não permanecem nas suas devidas casas. Portanto devemos permanecer com o dedo  indicador pressionado a uma corda abaixo.

Existem inúmeras variações de exercícios de cromagem onde sua maior
função é de alguma forma desenvolver sua agilidade na digitação.

Os exercícios de cromagem são bastantes exaustivos devem ser realizados
com cuidado e muita repetição. Mas tome cuidado sempre faça pausas ao
sentir que o esforço foi exagerado, a repetição de movimentos pode levar
ao desenvolvimento de doenças como inflamação nos tendões, LER, etc...


Execução dos exercícios

Os exercícios são executados com palhetadas alternadas.

No movimento de descida o dedo indicador, médio e anular devem ser mantidos na sua posição inicial eles só vão desarmar ao passar para segunda corda e  assim por diante.

No movimento de subida o dedo indicador deve permanecer na corda anterior.


1º exercício

v ^ v ^...
e|-------------------------1-3---4-2----------------------
B|---------------------1-3-----------4-2------------------
D|-----------------1-3-------------------4-2--------------
G|-------------1-3---------------------------4-2----------
A|---------1-3-----------------------------------4-2------
E|-----1-3-------------------------------------------4-2--

Dedos 1 3 4 2


e|-------------------------2-4---5-3----------------------
B|---------------------2-4-----------5-3------------------
D|-----------------2-4-------------------5-3--------------
G|-------------2-4---------------------------5-3----------
A|---------2-4-----------------------------------5-3------
E|-----2-4-------------------------------------------5-3--

Dedos 1 3 4 2

2º exercício

Semelhante ao primeiro mais usando três dedos.

v ^ v ^...
e|-------------------------------1-2-3---4-3-2--------------------------
B|-------------------------1-2-3---------------4-3-2--------------------
G|-------------------1-2-3---------------------------4-3-2--------------
D|-------------1-2-3---------------------------------------4-3-2--------
A|-------1-2-3---------------------------------------------------4-3-2--
E|-1-2-3----------------------------------------------------------------

1 2 3 4 3 2


e|-------------------------------2-3-4---5-4-3--------------------------
B|-------------------------2-3-4---------------5-4-3--------------------
G|-------------------2-3-4---------------------------5-4-3--------------
D|-------------2-3-4---------------------------------------5-4-3--------
A|-------2-3-4---------------------------------------------------5-4-3--
E|-2-3-4----------------------------------------------------------------

1 2 3 4 3 2


3º exercício

Usando os quatro dedos fazendo movimentos de quatro em quatro casas da 6ª corda para 1ª, execute também o movimento de subida voltando da 1º para  a 6ª corda.

v ^ v ^...
e|--------------------------------------------------------------------------
B|--------------------------------------------------------------------------
G|--------------------------------------------------------------------------
D|-------------------------------------------------------------1-2-3-4--etc-
A|-------------------------------1-2-3-4--5-6-7-8--9-10-11-12---------------
E|-1-2-3-4--5-6-7-8--9-10-11-12---------------------------------------------

1 2 3 4 1 3 3 4 1 2 3 4 1 etc...

4º exercício


Ajuda a desenvolver saltos de uma corda para outra usando os dedos 1, 2, 3 e 4, a progressão começa na primeira casa e se prolonga as demais.


v ^ v ^...
e|-------------------------------------------------------------------------
B|-------------------------------------------------------------------------
G|-----------------------------------------1-2-3-4---------1-2-3-4---------
D|-------------------------1-2-3-4-----------------------------------------
A|---------1-2-3-4---------------------------------------------------------
E|-1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4---------1-2-3-4-



e|-----------------1-2-3-4---------------------
B|-1-2-3-4-------------------------------------
G|---------------------------------------------
D|---------------------------------------------
A|---------------------------------2-3-4-5-----
E|---------1-2-3-4---------2-3-4-5-------------Etc...


5º exercício

Exercício conhecido com digitação em formato "X" onde desenvolve sua
precisão e facilidade em trocar de cordas. Observe o sentido das
palhetadas que deve ser escorregada acima ou a baixo quando ocorrer
a mudança de corda.


v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v v v v ^ v ^ ^ ^ ^ v ^ v ^ ^
e|-------------------------------------------------------------------------
B|-------------------------------------------------------------------------
G|-------------3-4-5-6-----------------4-5-6-7-----------------5-6-7-8-----
D|-----------4---------5-------------5---------6-------------6---------7---
A|---------5-------------4---------6-------------5---------7-------------6-
E|-3-4-5-6-----------------4-5-6-7-----------------5-6-7-8-----------------

1 2 3 4 3 2 1 2 3 4 3 2 1 2 3 ...

Os movimentos devem ser praticados até você conseguir adquirir uma boa
agilidade com a digitação.
Quando começar a praticar estes exercícios você vai sentir uma grande
dificuldade de posicionar os dedos, mas com a pratica e o tempo se torna
mais fácil. Procure também apertar bem as cordas para que o som das notas saia bem nítido.
Os exercícios de cromagem são muito importantes principalmente para aqueles
que querem estudar "Guitarra Solo

*COMO TROCAR DE ACORDES
Um problema que 100% dos iniciantes enfrentam é que, para tocar o acompanhamento de uma música, no caso do violão, a mão esquerda fica parada em uma posição ( também chamada de acorde ) , e a mão direita fica "batucando " o ritmo , até trocar a posição da mão esquerda e assim por diante. Acontece que a mão esquerda demora demais até ficar ágil e habilidosa o suficiente para trocar na hora certa sem "atrasar " o ritmo . Ou seja: enquanto estamos no mesmo acorde, tudo bem, só a mão direita trabalha. Na hora de mudar de posição, que sufoco ! se descuidar , acaba "atrasando " ou "cruzando " o ritmo. Há uma solução que encontrei em vários livros sobre violão que colocarei aqui:

Escolha três acordes bem diferentes entre si.

Numere cada um ( 1, 2, e 3 )

Monte o acorde 1 e toque uma vez só.

Monte o acorde 2 e toque uma vez só

Monte o acorde 3 e toque uma vez só

Vá repetindo ( 1, 2, 3... ) em seqüência cada vez mais depressa, mais depressa, até não precisar mais pensar antes de tocar qualquer um dos três, isto é : a mão vai "sozinha".

Experimente com quatro acordes, depois com cinco, etc...

Experimente também, passar a seqüência dos acordes de uma música, (uma nova canção, ou uma que é difícil de tocar).

Muitos violonistas e guitarristas precisam saber que os melhores e mais rápidos instrumentistas do mundo  praticam seus exercícios de velocidade, em um violão comum, acústico, sem amplificadores. Isso porque o "peso " das cordas do violão é perfeito para um rápido desenvolvimento muscular dos dedos. Em uma guitarra elétrica, por causa das cordas macias e da amplificação, leva-se mais tempo, e dá muito mais trabalho até se atingir o mesmo progresso. Porque os músculos não são forçados,não se exercitam e não se desenvolvem tão bem. Por tanto preste sempre atenção para esse detalhe!!!


 








 

 

 

 

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