Capítulo 9: Escalas:
Parte II
Vamos conhecer um
pouco mais sobre algumas escalas !
Escala maior/diatônica: formada por
intervalos de tons e semitons; já vista num dos capítulos anteriores
Escala menor:
Natural ou antiga
harmonica : 7º grau
elevado meio tom
Melodica : 6º e 7º
graus elevados meio tom
Exemplos:
C D Eb F G Ab B C
C D Eb F G A B C
E ainda temos os modos dessas duas
ultimas que veremos em outra oportunidade.
Hexafônica ou de tons inteiros:
composta de intervalos de um tom entre duas notas
Escala diminuta: sempre
com intervalos de tom e semitom , que é diferente do arpejo diminuto.
Escala de acorde: triade
+ dissonancia
Para aplicar tudo isso é necessário
conhecer cada som de cada escala, coisa que só pega quem pratica muito e tem pleno
dominio das noções de intervalos justo, maior e suas alterações, campo harmônico
etc...
Essa parte do curso nos leva para a area
de harmonia e improvisação que nos da a possibilidade de mostrar até onde vai a nossa
criatividade, talento e ousadia; coisas que não faltam para aqueles mestres que tanto
admiramos.
Não basta ler; tem que criar situações
que pintam duvidas; só assim verá que já tem um estilo proprio e já desenvolve suas
proprias habilidades.
Capítulo 10: Sequências
Muita gente me envia e-mail perguntando
sobre as tão faladas sequências de acordes para se tocar os pagodes raiz. Então vamos
falar sobre esse assunto.
Essas são as famosas sequências que todos
tem duvidas e consideram
fundamentais para se tornar um bom tocador.
Não é bem por ai: aprofunde nos estudos de campo harmonico que é justamente
de onde vem as tais sequencias.
Veremos apenas tres modelos, e para saber os outros é so fazer a
transposição. Confira:
C A7 Dm G7
C C7 F Fm Em A7 Dm G7
Cm C7 Fm Bb7 Eb G# Fm G7
Capítulo 11: Considerações
Finais
Bom, pra encerrarmos o curso em grande
estilo, irei fazer aqui um apanhado do que considero importante no aprendizado do
Cavaquinho. São perguntas que chegam a minha caixa de e-mails e que o pessoal sempre teve
curiosidade em saber.
Ai vão elas:
1) Qual a diferença entre o
cavaco e o banjo?
O banjo, em sua forma
original de tocar, exige uma maneira própria em função de sua afinação e sonoridade
serem apropriadas à música americana (jazz, country, etc...)
Ao ser introduzido no pagode, o banjo passou a ter a mesma afinação do cavaquinho(RÉ,
SOL, SI e RÉ ou RÉ, SOL, SI, MI), fazendo com que sua forma de tocar ficasse igual a
dele. A única diferença entre eles passa a ser a forma de palhetar.
2) Que tipo de cavaco deve ser
usado por um iniciante?
O iniciante é aconselhado a
comprar um cavaco barato (tonante). Depois que seu aprendizado progredir, ele deve comprar
outro de melhor qualidade.
Dependendo da condição financeira do iniciante, a compra de um bom cavaquinho, torna o
aprendizado mais produtivo. Aconselho o Rozzini.
3) Qual a melhor forma de
eletrificar o cavaquinho?
O sistema mais prático é o
captador de cavalete e o captador magnético.
O captador de cavalete consiste num filete magnético provido de um mecanismo em seu
interior. Este filete é colocado no local onde fica o rastilho (peça feita em osso,
próxima ao cavalete, por onde passam as cordas). E o captador magnético é uma peça
retangular que se coloca na boca do cavaco, sob as cordas.
4)Em quanto tempo um iniciante
alcança um estágio satisfatório?
A rapidez do aprendizado é
variável de uma pessoa para outra por vários fatores: musicalidade nata, coordenação
motora (habilidade manual), disponibilidade de tempo para o treinamento e um bom
orientador. Tudo isso, somado a uma grande força de vontade, pode fazer com que o
iniciante alcance um bom estágio num período de 4 a 6 meses, Agora, o segredo é um só:
Estudar, estudar, estudar ....
5) Qual a diferença entre as
afinações RÉ-SOL-SI-RÉ e RÉ-SOL-SI-MI?
A primeira, é a afinação
tradicional do cavaquinho, sendo utilizada pela grande maioria. A segunda é muito
utilizada por aqueles que, tendo aprendido primeiro a tocar violão, não querem ter o
trabalho de aprender um novo repertório de acordes num instrumento com afinação
diferente. Tocar nesta afinação é o mesmo que tocar violão sem as duas cordas mais
graves, mas ela possibilita aos solistas um maior alcance nas notas mais agudas.
6) Qual a importância da
dissonância?
A relação acorde-melodia
se dá em função da criação das melodias a partir de escalas dos acordes que são
utilizados. Nestes casos, quando um trecho da melodia for criada a partir da escala E79+,
este acorde é o que harmonizará com precisão aquele trecho. Podemos, neste caso,
fazê-lo com E7, mas ficará uma harmonização "pobre".
7) Em qual região das cordas é
mais correto palhetar?
Ao se executar o
acompanhamento de um pagode ou choro, a localização das palhetadas fica ao gosto de quem
está tocando, lembrando que a regra geral é palhetar sobre a boca do cavaquinho. A
mudança para outras regiões deve se dar para incrementar a interpretação em algumas
passagens.
Final: Término
do Curso
Olá galera amiga. Infelizmente chegamos
ao final do nosso Mini-Curso de Cavaco. Para um Mini-Curso nós falamos de todos os
assuntos importantes pra sua iniciação e profissionalização. Desde o ''
basicão'', pratica e teoria, campo harmonico, escalas, leitura, ritmos, etc, etc.
Logicamente pra que esse Mini-Curso serve
apenas para você que desconhecia a arte do Cavaco, ter uma introdução nessa
aprendizagem. Claro que tem muito mais coisa a falar. Mas basicamente pra quem quer tocar
cavaco, isso ai já é uma grande base.
Peço a todos que depois da leitura desse
rico material, entre em algum Curso para poder aprender outras coisas e se aprofundar mais
no Cavaquinho. Não desista de tocar o instrumento que você gosta. Por mais que ele seja
difícil, tenha bastante paciência, pois só com ela que chegamos aonde queremos.
Um grande abraço à todos e espero que tenham gostado de
tudo.
Humberto Leandro
Curso Completo e mais
informações - Apostila de Cavaquinho MVHP