Capítulo 5: A
prática
Vamos colocar em pratica
tudo que vimos no capitulo anterior
Umas das coisas mais importantes na musica é conhecer o próprio instrumento: cada som
,cada nota, cada detalhe é de fundamental importância e alguns deles passam
desapercebidos por muitos que estão iniciando na musica e que depois se perdem em algumas
dificuldades.
O esquema a seguir não deve ser decorado!
Tem que ser entendido como é que se chega ai certo? então veja:

Note que:
Não há E# e portanto não há Fb
Não há B# e portanto não há Cb
Enharmonia: é o nome que se da par as notas que tem o mesmo som porem nomes diferentes
como por exemplo : C# e Db.
O ultimo C (do) seria uma oitava a cima do primeiro Do.
Temos na escala musical 7 notas e 12 semitons
Agora como passar para o instrumento tudo isso? É simples.
Veja:
As notas ao longo do braço:

Note que:
Cada corda nesse esquema completa o ciclo de uma oitava(12º casa)
Não se esqueça da enharmonia: refaça esse esquema agora como se fosse descendente(do
agudo pro grave) utilizando o bemol(b)
Não decore, entenda.
A única diferença entre alterar uma nota e um acorde é que no acorde devemos deslocar
todas as notas pra frente ou pra trás até chegar no tom desejado.
Formação dos
acordes por triade
Vamos dar inicio ao estudo
dos acordes compreendendo o ''desenho'' de cada posição.
Você deve se lembrar da diferença entre nota e acorde não é? Pois bem, para se formar
acordes é preciso de no mínimo três notas que serão tocas simultaneamente.
Acordes naturais/consonantes
Tônica: denomina o acorde Iº grau
Terça: diz se é maior ou menor (4 semitons se maior e 3 semitons se menor a partir da
tônica) IIIº grau
Quinta: complemento ( 7 semitons a partir da tônica) Vº grau
Os graus
I tônica
II supertonica
III mediante
IV subdominante
V dominante
VI superdominante
VII sensível
VIII oitava (repetição da tônica)
Trataremos mais adiante sobre a ordem de importância desses graus.
Lembrete:
Depois da oitava as notas se repetem. Trata-se do mesmo som ''oitavado'' assim:
I -----> 8
II -----> 9 (enor, justa,aumentada)
III -----> 10 (maior e menor)
IV 11 -----> (justa e aumentada)
V 12 -----> (menor,justa,aumentada)
VI 13 -----> (justa)
VII 14 -----> (maior, menor)
Como o cavaco tem quatro cordas, é necessário que uma dessas notas se repita e como
veremos nas ilustrações a seguir, em cada região do cavaco muda a ordem que se dispõem
essas notas.
Dica: depois de saber os intervalos do acordes desejado, veja se há necessidade de
pressionar as cordas ao invés de deixa-las soltas.
Exemplos:
Do maior
Tônica: C
Terça: E
Quinta: G

Existem varias maneiras de se fazer uma mesma coisa do mesmo modo que a mesma coisa
Pode ser chamada por varias maneiras.certo?
Assim,veremos apenas um ''desenho'' de cada acorde para que possam achar suas outras
formas.
Do menor
Tônica: C
Terça menor: Eb
Quinta: G

Mini dicionário de acordes




Acordes com
sétima


Importante:
É preciso saber que quando se diz ''sétima'' ,estamos nos referindo a sétima menor.
A regra é fácil: é só acrescentarmos a sétima ( dois semitons abaixo da tônica ou 10
apartir da tonica) na triade.
Observe que em cada região(desenho) em que é feito o acorde "some'' alguma nota da
triade.
A setima maior se escreve com M ou +.
O sinal + serve para indicar tambem ''aumentada'' nos graus 5, 9 e 11.
Os acordes maiores não vem acompanhado dos sinais M/+.
Quando a tonica fica de fora ,devemos guarda-la em mente como referencia para os demais
graus.
Dessa mesma maneira se apresentam os acordes dissonantes:triade + dissonancia.
Conheceremos mais adiante o dicionario completo de acordes dissonantes.