Capítulo 11: Toques
Finais
Olá amigos bateras. Neste capítulo de
encerramento de nosso curso estarei colocando aqui pontos fundamentais sobre alguns
assuntos importantes para o aprendizado da Bateria. Preste bastante atenção e siga
religiosamente essas dicas que serão vitais em seus estudos.
Quando você for afinar a sua bateria,
confira se estão todos os parafusos em seus devidos lugares, após, aperte os parafusos (
em cruz ) do tambor que deseja afinar, depois bata de leve com a baqueta na borda deste
parafuso, numa distância de 2cm a 4cm, depois vá apertando ou soltando os demais
parafusos e repetindo este processo, o objetivo disto é deixar todos os parafusos com a
mesma pressão, no mesmo instante, com o mesmo som entre eles.
Quando você for tocar em algum lugar aberto, ou em público, afine peça à peça do
método mostrado acima, depois peça para alguém tocar o tambor da bateria que você
afinou, e você deverá se locomover pelos diversos cantos onde conterão pessoas
olhando-o tocar, o som deve estar "legível" e apresentável em todos os
lugares, ou seja, o som não pode ser distorcido, nem alterado de volume ou até mesmo
parecer que está mal afinado, caso você não consiga uma boa precisão de som, tente
outra afinação, ou mude o seu kit de lugar (caso a bateria esteja microfonada, tente
mudar a equalização). O mesmo serve para o estúdio na hora de uma gravação.
Não se preocupe em afiná-la com notas,
como por exemplo: tom 1 em DÓ, tom 2 em MI e surdo em SOL. Estando do seu gosto é o que
importa. Só o que você deve prestar atenção, é no tipo de som que você toca. Se for
um rock, use uma afinação mais "pesada", com peles mais grossas, tipo a
hidráulica, nos tambores. Na caixa, você pode colocar um aro de plástico para eliminar
os harmônicos (aquele som de lata). Se for um reggae, use peles mais leves e afinação
mais aguda, para imitar os sons de percussão que o estilo exige. Já o bumbo, é sempre
interessante deixá-lo "seco" e com um certo "peso". Para isso,
coloque uma almofada, cobertor ou um abafador apropriado para esse fim. Note que cada tipo
de pele, abafador e até o local onde está a bateria muda o seu timbre. O básico de
afinação você encontra no site na seção "conhecendo a bateria". Lembre-se
que seu estilo de tocar é único, e que seu som também pode ser único.
Aqui iremos fornecer algumas
dicas sobre o que fazer para manter a caixa - que é o coração da bateria - sempre
soando bem.
Ao efetuar a troca de peles,
limpe os aros de afinação para eliminar os detritos que formam aquela "craca"
- isto é, a mistura de pó de madeira de baquetas, poeira e gordura - que sempre fica
grudada na parte interna dos mesmos, pois essa "craca" ajuda a
"segurar" o som e contribui para a formação de pontos de ferrugem. Aproveite
para limpar a rosca dos parafusos de afinação, para não forçar as buchas das canoas na
hora de apertar. Limpe com cuidado as bordas do corpo da caixa de madeira com uma lixa bem
fina de preferência já usada, para não deformar o corte em ângulo (bearing edge)
e para um perfeito assentamento da pele - se a caixa for de metal, limpe apenas com um
pano seco. Faça uma limpeza também no automático e lubrifique com vaselina as
articulações, a fim de evitar desgaste e manter o seu acionamento macio.
Coloque as peles e procure
apertar os parafusos por igual para não empenar os aros. A maneira correta de fazer isso
é apertar "em cruz", pois quando alternarmos os lados, o aperto é feito de
maneira mais uniforme. Para afinar, primeiramente pressione a pele com a mão em direção
ao centro do tambor para que ela fique bem assentada nas bordas. Depois, procure bater a
baqueta próximo a cada parafuso com a mesma intensidade e busque a mesma tonalidade em
todos os pontos - para facilitar este processo, a Tama desenvolveu um aparelho chamado
Tension Watch , que torna tudo bem mais fácil; com ele, costumo usar 85 na pele batedeira
e 75 na de respostas ( esta afinação não é uma regra, mas apenas gosto pessoal ).
Procure deixá-la bem no
centro, mantendo a mesma distância nas laterais. Se você perceber que alguns bordões
estão muito mais soltos que os outros, verifique o alinhamento das extremidades. Se as
bordas da esteira estiverem paralelas e, mesmo assim, os bordões continuarem soltos, é
porque a esteira "já era" e precisa ser trocada.
A regulagem é feita da
seguinte forma.
- mais solta = mais som de
esteira
- mais esticada = menos som
de esteira
Se a caixa estiver
produzindo harmônicos em excesso, experimente colocar um anel abafador ou mesmo um
pedaço de fita adesiva na pele batedeira para diminuí-los. Se o amigo internauta
preferir, existem algumas marcas fabricando peles de caixa com um anel abafador interno,
que facilita bastante a nossa vida.
Como em música é
fundamental experimentar, estas dicas são básicas. Partindo delas, já dá para você
achar o seu próprio caminho. No mais, é tocar, tocar e tocar.
- Velocidade ideal para praticar os
rudimentos
É de voital importância começar
devagar, num andamento confortável. Daí, gradativamente, aumentando a velocidade. Uma
grande parte dos bateristas querem ser rápidos logo e se preocupam apenas com a
velocidade. Mas não é bem assim que funciona. Bateria requer muita prática e
disciplina. Não espere estar apto a tocar rápido antes de tocar devagar, porém
corretamente.
- Melhor bateria para um iniciante
Hoje em dia há uma gama enorme de
instrumentos bons. Apenas alguns poucos fabricantes insistem em colocar no mercado umas
tampas de panela e umas fórmicas mal coladas e chamá-las de bateria. Dentre as marcas
"boas e baratas" estão a Turbo e a Peace. Mas lembre-se: você deve gastar
tempo praticando, e não dinheiro colecionando instrumentos. O importante é que a bateria
dê uma boa afinação e que as partes articuladas (pedal, máquina de chimbal) funcionem
bem.
Leitura Musical
Para estudar teoria e leitura (partitura)
seria interessante o acompanhamento de um professor, pelo menos no início. No momento em
que você compreende os valores das figuras musicais e todos os símbolos contidos numa
partitura, você já pode se "virar" sozinho(a). Use as partituras
também, para fazer uma comparação com a música original. O lance é você fazer uma
associação do que está escrito com o que você está ouvindo, mesmo que você entenda
5% da partitura. Com o tempo, conforme você vai aumentando seus conhecimentos, essa
porcentagem vai aumentando para 10%, 15%, 20%, etc. Não faça nada correndo, mesmo que
demore muito pra poder aprender a ler as partituras. Dê tempo ao tempo, pois a leitura de
partituras é uma coisa bastante complicada mesmo.
Um grande abraço à todos, bom estudo
Rogério Fagundes
Se interessou por mais detalhes? Entre em contato comigo para Aulas
Particulares. Faça 2 aulas inteiramente grátis !!!
Contato:
Telefone: (11) 9193-4959
E-mail: rogerio_fagundes02@yahoo.com.br