Capítulo 9: As principais técnicas do Contra-Baixo
Muitos
usuários me mandam e-mail perguntando sobre as técnicas para se usar num baixo
elétrico. Bom, na verdade existem muitas técnicas a serem utilizadas, mas cabe a mim
ressaltar as que considero extremamente fundamentais nesse aprendizado: O Pizzicato e o
Slap.
Pizzicato: Consiste em tocar as cordas com os dedos indicador e médio da
mão direita para que as notas digitadas na escala com a mão esquerda possam soar. Essa
técnica foi decorrente da influência do contrabaixo acústico, entretanto, foi
aperfeiçoada por pesquisadores como Jaco Pastorius e Stanley Clark, fazendo com que se
tomasse mais popular e peculiar a sonoridade e linguagem musical atual.
Slap: consiste em bater (martelar) nas cordas com o dedo polegar, para
dar a intenção de explosão e puxar as cordas com o dedo indicador, para a intenção de
estalo. Essa é a única técnica característica do contrabaixo, ou seja, é a única que
foi criada especificamente para ser executada no contrabaixo elétrico. Ela se caracteriza
por dar uma intenção percurssiva na execução do instrumento e émuito usada em estilos
como funk e derivados.
Para aprofundarmos mais sobre esse tema vamos introduzir um assunto aqui que será mais
explicado no próximo capitulo: As funções do contra-baixo na música. A primeira delas
é a função básica de condução, ou seja, de dar força e peso
harmônico e fundamento rítmico; A segunda é a função de instrumento
improvisador e executor de melodias (temas); Por fim surge a função de instrumento
solo, ou seja, que executa temas (musicas) compostos exclusivamente para o
contrabaixo ou que exijam uma atuação predominante e marcante do instrumento.
Por todas
essas razões, mire-se nessas definições e realize as duas técnicas explicadas acima
com bastante fidelidade ao seu instrumento ok?
Capítulo 10: A
Condução e a Execução
Condução
Condução e Execução
são duas das funções mais importantes do contra-baixo dentro da música.
Vale lembrar que o baixo se caracteriza na música com a função de conduzir a harmonia e
a rítmica, tornando-se o instrumento chave em uma banda.
A condução se dá com a criação de uma linha constituída de notas interrelacionadas
com os acordes da harmonia e com uma linha rítmica casada com a percussão.
Os norte-americanos denominam esta condução como Groove; uma linha que permanece igual a
cada acorde ou a um grupo de acordes.
Execução
Na execução é sempre bom atenta-se ao
fato da dinâmica, da pulsação, do andamento e da harmonia que você precisa manter
firme durante a execução.
Nunca sole durante as frases da melodia e mesmo quando sobe, nos intervalos da música e
não se esqueça de contar o tempo para voltar ao peso.
O peso é fundamental combinado com a
mudança do timbre (botão grave e agudo);
Se a música exigir um acompanhamento com peso durante 100 compassos, não mude o timbre
para agudo. Sempre haverá uma oportunidade para mostrar o seu domínio, por isso não se
arrisque a solar (improviso) sem saber.
A teoria deve estar junto com a prática e primeiro toque o que a música pede, e se
houver espaço coloque a sua interpretação. No baixo só existe sentimento quando está
solando, ou seja, o teclado, a guitarra, ou qualquer outro instrumento vai estar fazendo o
que os músicos chamam de "Cama", mas quando acabar o solo, o baixo deve voltar
a sua posição que é de peso na música
Outra dica importante que forneço é
procurar estar junto com a bateria. A peça de referência é o bumbo que basicamente tem
a mesma linha de acompanhamento.
Evite usar todas as técnicas que sabe durante o acompanhamento, para não enjoar os
ouvidos e lembre-se que a função de qualquer instrumento é de acompanhar algo
(instrumento ou voz). NNão fique tentando se destacar sozinho. Pense no conjunto!
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