Mini-Curso Básico de Contra-Baixo
                        
    Guia de introdução para o estudo do Baixo
Parte I

Capítulo 4: Teoria Musical na formação dos Acordes

Nesta seção nós temos o início da teoria musical em termo de formação de acordes. Preste bastante atenção, pois pode parecer moleza, mas você iniciante precisa estar a par dos conceitos abaixo, pois eles serão fundamentais em nosso aprendizado. Então vamos a eles:

Música = Arte científica de combinar os sons de modo agradável ao ouvido, obedecendo aos critérios do ritmo, melodia e harmonia.

Rítimo = São movimentos em tempos fracos e fortes com intervalos regulares. O rítimo faz a música andar.

Melodia = Sucessão rítmica, ascendente ou descendente de sons simples, a intervalos diferentes e que encerram certo sentido musical. A melodia faz a música ter vida.

Harmonia = São notas diferentes executadas juntas em conformidade ou em harmonia entre si formando uma cossonância lógica. Sua função é dar vida a música.

Em síntese, a música é feita pela execução de acordes diferentes, mas que tenham coerência entre elas.

Os Acordes

Antes de tudo, quero deixar uma coisa bem definida: Nota é diferente de Acorde pois:

Nota: É a menor divisão de um acorde, ou seja qualquer barulho é uma nota.

As notas, por sua vez, estão contidas dentro de uma série de oito notas musicais mais conhecida como "escala cromática" com intervalos de tom e semitons entre uma nota e outra, começando e terminando com a mesma nota, Ex.: Dó, Ré, Mí, Fá, Sol, Lá, Sí,Dó.

Acorde: É a união de várias notas, em harmonia, formando assim um único som.

Os acordes podem ser classificados em:

·         Maiores Þ São as notas puras, sem nenhuma distorção ou mistura com outras notas, ex.: C, D, E, F, G...

·         MenoresÞ É a união de três tons e um semitom.

·         SustenidoÞ Faz com que a nota seja enviada seja elevada meio tom. C#m, G#, F#m, etc...

·         BemolÞ Faz com que a nota seja abaixada meio tom, ex.: Bb, Ab, etc...

·         DissonantesÞ É uma nota que causa uma dissonância e produz uma distorção e não condiz com o real absoluto, deixando o iniciante confuso e ao iniciante fascinado! ex.: A4, B5+, etc...

·         CossonantesÞ São notas que se misturam à outras, ex.: C/G, G/F, etc....

·         TomÞ É a distância entre dois tons, ex.: C-D,F-G, etc...

·         SemitomÞ É a menor distância entre dois tons, ex.:C-C#, D-D#, etc...

Para que todo o mundo falasse a mesma linguagem na música, foi desenvolvido um sistema, que consiste em representar as notas e os acordes pelas letras do nosso alfabeto, em qualquer parte do mundo a representação será a mesma. O gráfico mostra o acorde(acima) e a nomenclatura(abaixo).

 

Sol

C

D

E

F

G

A

B

 

Formação de Acordes

 

Os acordes são formadas pela parte melódica e pelo baixo, a parte melódica é geralmente formada pelas três primeiras cordas e o baixo é feito na casa correspondente nas três ultimas cordas, ou seja, cada casa representa uma nota, e o baixo é feito na casa correspondente ao acorde, elas estão assim dividas. A melodia do acorde é formada pela união de graus como veremos a seguir.

 

Notas

C

D

E

F

G

A

B

Graus

1o

2o

3o

4o

5o

6o

7o

Sendo assim, montaremos o acorde de Dó como exemplo, Todo acorde é formado pelos 1a, 3a e 5a graus, ou seja, Dó é formado por C, E e F, e todas os outros acordes são formados da mesma maneira..

 

 

Dissonantes

 

 

As dissonantes são acordes com alteração de graus na sua formação, são elas que dão o brilho na música. Os acordes são formados através dos graus 1o, 3o e 5o da escala, e agora veremos que todos os graus presentes entre eles são considerados dissonantes!

 

Vamos a escala de C(dó).

 

Notas

C

D

E

F

G

A

B

Graus

1o

2o

3o

4o

5o

6o

7o

 

Ou seja, o acorde de C é formado pelos graus 1O , 3O e 5o ou seja, C, E e G! Agora :C, E e G# formam a C5+ pois o 5o grau foi aumentado em meio tom. E para montar uma dissonância menor é só diminuir o grau! Assim:

 

1O , 3O e 5o formam o C, mas se baixar-mos a 5o em meio tom será um C5-.

Os consonantes são um pouco mais fáceis de ser montado, basta apenas trocar o baixo original pela nota que se deseja! Assim: C= 1O , 3O e 5o graus mais o baixo em C, se você deseja fazer um C/B é só fazer a melodia de C= 1O , 3O e 5o graus e ao invés de fazer o baixo na nota C, fazer no B.

 

Capítulo 5: Afinando seu Contra-Baixo

Olá caro baixista, vamos falar de algo bem básico, mas que requer atenção, principalmente para você que está começando agora e não tem noção do que se trata: a afinação.

Os acessórios mais importantes que você pode ter para afinar são seus ouvidos. Por isso eduque-os com paciência.

Para afinar o baixo temos que primeiramente acertar uma das cordas através do "Diapasão", procure sempre manter seu instrumento no diapasão, esta é a melhor referência para seus ouvidos.

  • Existem três tipos de diapasão:

1) Diapasão de garfo - Emite a vibração da nota Lá.  Como a terceira corda do baixo solta é justamente a nota Lá basta acerta-la com o diapasão e depois, usando-a como referência afinar as demais cordas.Você vai perceber que o diapasão emite um Lá bem agudo enquanto a corda Lá do baixo é bem grave, no começo é um pouco difícil acertar as mesmas notas em oitavas tão distantes por isso aí vai uma dica:

DICA: Sem apertar a corda coloque o dedo suavemente sobre o traste à frente da quinta casa na corda Lá, isto produzirá um "Harmônico Natural". Este harmônico é a nota Lá também. Agora fica mais fácil de comparar com o diapasão.

2) Diapasão de sopro - É um apito que emite o som da nota Lá na mesma altura da corda solta. Há também modelos com seis apitos, cada um emitindo o som de uma das cordas do violão.

3) Diapasão eletrônico - Este aparelho capta o som da corda e indica se está na altura correta ou não, mostra através de um led ou uma seta se é preciso tencionar ou afrouxar mais a corda até chegar na altura exata. Apesar de muito útil para shows ao vivo, palcos escuros, etc. este diapasão não deve ser usado como desculpa de quem não consegue afinar o instrumento, qualquer pessoa pode treinar o ouvido a ponto de reconhecer quando as notas estão igualadas e portanto afinadas.           

Após adquirir um diapasão tenha o hábito de sempre manter seu instrumento devidamente afinado de acordo. Como sabemos este instrumento geralmente tem quatro cordas que devem ser contadas de baixo para cima, ou da mais fina para a mais grossa: a primeira é a corda sol, a segunda é a corda Ré, a terceira é a corda Lá e a quarta é a corda Mi. Como percebemos cada corda solta leva o nome de uma nota musical, memorize-as.

Supondo que você já tenha ajustado o som da terceira corda (Lá) com o diapasão a maneira mais comum de afinar o instrumento é igualando o som emitido quando se aperta a quinta casa de uma corda com o som da corda abaixo solta.

 Veja o gráfico abaixo e interprete como as cordas de seu instrumento devem ser afinadas:

Primeira  corda  ( SOL )                              0       

Segunda  corda    ( RE )                     0        5       

Terceira  corda    ( LA )            0        5                

Quarta  corda     ( MIzão )         5                           

Muita gente pode perguntar como ficaria no caso dos baixos de cinco ou de seis cordas. Simples. Vamos a resposta!

O baixo de cinco cordas recebe uma corda mais grave, a corda SI. A ordem das cordas fica então "Sol, Ré, Lá, Mi e Si" e o processo de afinação é o mesmo: igualar o som da quinta casa com a corda abaixo solta.

Em relação ao baixo de cinco cordas o de seis recebe mais uma corda aguda, é a corda Dó. Portanto a ordem das cordas será: Dó, Sol, Ré, Lá, Mi e Si.

Há outras maneiras de se afinar o instrumento e uma delas é gerando um harmônico sobre o quinto traste de uma corda e igualando-o com o harmônico gerado no sétimo traste da corda abaixo. Não se pressiona a casa, basta encostar levemente o dedo bem em cima do traste indicado.

Obs.: Nem todos os trastes produzem harmônicos.

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