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|| LINK DAS AULAS ||

Aula 2
1° aula técnica de Acordeom

Aula 3
O Fole

Aula 4
Mão Esquerda - Os Baixos

Aula 5
Mão Esquerda - Os Baixos

Aula 6
Vamos juntar as mãos?

Aula 7
Vamos juntar as mãos? - Continuação

Aula 8
Vamos juntar as mãos em Dó menor ?

Aula 9
Vamos juntar as mãos em Dó menor ?- Continuação

Aula 10
Vamos tocar essa música ?

Aula 11
Acompanhamento para músicas em compasso binário e/ou quartenário

Aula 12
Praticando o Triângulo

Aula 13
Triângulo em Tom Menor

Aula 14
Triângulo em Tom Menor (Continuação)

Aula 15
Ritmo Ternário(como acompanhar a melodia)

Aula 16
Ritmo Binário(como acompanhar a melodia)

Aula 17
Praticando com músicas

Aula 18
O Xote Nordestino

Aula 19
Última Aula

Mini-Curso Básico de Acordeom
 
 
    Guia de introdução para o estudo do Acordeom

Introdução:

Olá galera

Estamos de volta com o Curso de Acordeom. Para administrar esse mini-curso convidamos uma experiente profissional dessa área. Nada mais nada menos do que Fáthima Rodrigues que já atuou em algumas produções musicais para teatro.

Esperamos que todos vocês possam ter paciência com esse mini-curso, visto que o Acordeon é um instrumento bastante dificil para se aprender online e na Internet somos o único site a explorar esse assunto.


Fathima Rodrigues
Administradora do Curso

Capítulo 1: História do Acordeom

Sanfona Brasileira

A sanfona brasileira é "parente" da concertina inglesa. Denominada acordeon, foi patenteada em Viena, em 1829, mas só adquiriu teclado 20 anos depois. Chegou ao Brasil, onde o fole de oito baixos do Nordeste já fazia história, com as imigrações italianas e alemãs e, aos poucos, foi conquistando povo e elite. Segundo o pesquisador Mário de Aratanha, a elite musical só aceitou o acordeon a partir de artistas refinados como Chiquinho do Acordeon e Orlando Silveira que, a partir do choro, espraiou o instrumento em arranjos que abrangeram vários estilos.

Empenhado em um trabalho que une a sanfona aos instrumentos sinfônicos, Sivuca bate forte no preconceito: "Eu toco um instrumento bastardo. Ainda era garoto quando Villa-Lobos foi ao Recife em busca de talentos. Peguei minha sanfona e fui para lá. Quando cheguei, um menino trompetista me disse que ele não me receberia. Fui embora e perdi a chance de conhecê-lo. Se tivesse tocado, com certeza teria conseguido a bolsa de estudos", relembra.

O acordeom foi desenvolvido por volta de 1829 em Viena (Áustria) Cirilus Demian. Anteriormente houveram várias construções mais rudimentares até o seu aprimoramento. Sua construção foi baseada num instrumento de sopro chinês chamado Cheng, com o mesmo sistema de palhetas. No século XIX ganhou mundo depois de passar pelas regiões de Stradella e Ancona na Itália, onde surgiram importantes fábricas como Paolo Soprani e Scandalli. Logo foi difundido por toda a Europa. Os primeiros registros da presença do instrumento no Brasil são do tempo da guerra do Paraguai, por volta de 1864.

Mas ficou popular mais para o final do século XIX, trazido para o Brasil principalmente pelos imigrantes italianos. Foi um instrumento feito principalmente para a dança. No campo, os acordeonistas animavam bailes de aldeia em aldeia por toda a Europa e também no Brasil, principalmente no sul e no interior. Apesar de sua origem folclórica, o acordeon é capaz de executar qualquer estilo de música, como também música erudita e música de câmara que era muito comum nos anos 50, no seu auge, porque era moda executá-lo mesmo na sociedade mais refinada.

O acordeon caíra momentaneamente no esquecimento com a chegada do rock. No entanto nunca deixou de animar festas e bailes. Surpreendentemente o mesmo rock que o derrubou vai ajudá-lo na sua reabilitação, principalmente na França. Atualmente vemos o acordeon reconquistando seu tão merecido lugar.

O Acordeom

No lado direito do acordeon encontra-se o teclado possuindo três oitavas, e o campo de registros (timbres de diferentes instrumentos como fagote, bandoneon, violino, clarineta, flauta, orgão e outros) que dependerá da potencialidade do instrumento interferindo na sua extensão. O fole é responsável pela dinâmica e interpretação da música, é através da abertura e fechamento do fole que trabalhamos a duração da nota , os efeitos de vibrato, a dinâmica, etc. No lado esquerdo encontram-se os bordões, os baixos, que variam desde 12 baixos para crianças até os profissionais de 120 baixos, também raridades de 140 baixos.

Esses estão distribuídos de acordo com o círculo das quintas. O intervalo entre o baixo e o contrabaixo é de uma terça maior. Na diagonal os acordes apresentam-se nessa ordem: maior, menor, sétima e diminuta.

Partes do Acordeon

Há dois tipos de acordeom, o diatônico ou piano apresentado acima, e o cromático apresentando botões dos dois lados, sendo que no lado direito a disposição dos botões segue a ordem das escalas cromáticas. Além desses tipos, hoje existe o acordeon de baixo solto que é construído como o campo esquerdo do piano, sendo possível formar acordes mais sofisticados.

Os livros de história chinesa contam que por volta de 3000 a.C, durante o reinado do legendário "Imperador Amarelo", foram feitos diversos inventos. Tais como: o dinheiro, barcos e botes e sacrifícios religiosos. Huang Ti, o Imperador Amarelo, ordenou que um estudante, Ling Lun, fosse para para o lado oeste de uma montanha que abrangia o seu domínio a fim de encontrar um meio de reproduzir o canto de um pássaro denominado fênix. Ling retornou com o Cheng (ou Sheng).

Entre lenda e realidade, foi o primeiro passo para a criação do acordeon. O Cheng é o primeiro instrumento de que se tem notícia a utilizar o princípio da vibração de palhetas, que é base do acordeon. Ele tem entre 13 e 24 tubos de bambu (taquara para os gaúchos), uma pequena cabaça ( nem tenho idéia do que seja isso ) ligada a uma caixa que na qual o ar faz vibrar a cabaça. Outros instrumentos usando ésta técnica foram desenvolvidas no Egito antigo e na Grécia. Virtualmente não modificado através dos séculos, o Cheng atraiu a atenção de fabricantes europeus de instrumentos musicais e foi introduzido na Europa por volta de 1777.

Buschman ( Alemanha ), em 1821, baseando-se nele construiu o Handeoline, o qual continha uma caixa com fole e teclado. Surge o primeiro instrumento realmente parecido com os modernos acordeões. Em 1829, Cyrillus Damian, um vienense, adicionou acordes aos baixos e patenteou o novo instrumento como Acordeon. Um impresso de 1835 ( escrito por Adolph Muller ) listava seis variedades de acordeões, todos diatônicos e nas tonalidades de Dó, Sól ou Ré. Fatos curiosos foram observados nessa época, existiam modelos em que os baixos eram acionados pelos pés, em outros era necessária a presença de outra pessoa para empurrar ar para dentro do instrumento ( ao menos era isso que dizia o texto original ) e outras loucuras do gênero.

A fabricação em grande escala, começou na década de 1860, muitos desses fabricantes são familiares ainda hoje. Hohner, Paolo Soprani e Stradella foram as pioneiras. O desenvolvimento continou em passo acelerado, e importantes modificações foram feitas. O teclado de piano foi introduzido em 1863 facilitando a execução musical. Outra modificação foi o sistema "Stradella" de baixos, que é o padrão utilizado hoje em acordeões de todos os tipos que contenham mais de doze baixos. Além disso, o sistema de "registros" foi um dos grandes denominadores na popularização do acordeon, ele consiste em teclas que mudam o som do instrumento deixando-o mais pesado ( encorpado ), para as partes mais "entusiasmadas" das músicas, ou mais leve , para partes mais "calmas".

Com todos estes adicionais, não é surpresa que o acordeon tenha se popularizado tanto. Hoje, são tocadas músicas de vários instrumentos nele. Muitos compositores renomados já se utilizaram-no em concertos, tais como: Tchaikovsky, Berg, Paul Creston, Henry Cowell, Walter Riegger, Alan Hovhaness, Tito Guidotti, Lukas Foss, James Nightingale, William Schimmel, Ole Schmidt, Tjorborn Lundquist, Hugo Hermann, Richard Rodney, Bennett Douglas Ward, Wolfgang Jacobi, Nicolas Tchaikin. Além disso, muitos grupos de rock: The Beatles, Billy Joel, Neil Diamond, the Rolling Stones, Emerson, Lake & Palmer, Jimmy Webb, the Beach Boys, Bob Dylan e Nenhum de Nós ( banda gaúcha de rock ).

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